Dos comentários Irene Schmidt: “Realmente houve demonstrações de intolerância nojentas, e os raríssimos cartazes grotescos e alguns absurdos proferidos do alto dos carros de som me fizeram sentir vergonha de estar ali. Percebi que subiu o tom, e a raiva estava mais presente. Menos música e muito falatório, pessoas com o ego inflado gritando ao microfone coisas que estamos todos cansados de saber, todas ao mesmo tempo, numa cacofonia histérica. Se manifestação é um espetáculo (e é), a direção artística foi péssima. Mas não me arrependo de ter ido. Coloco esse acirramento dos ânimos na conta do PT, cuja arrogância conseguiu manipular os mais fracos e desavisados. A extrema direita perdeu a vergonha de desnudar em público seus piores defeitos, na suposição errônea de que tem o apoio da maioria da população. Confundem indignação justa com licença para perder os freios civilizatórios, e são tão detestáveis, arrogantes e injustos quanto seus irmãos gêmeos da estrema esquerda. Se não mantivermos a calma e o sangue frio, o PT ainda vai conseguir posar de vítima nessa história toda, pela simples repulsa que muitas pessoas estão sentindo dessa rara mas marcante exibição de truculência. Estão pegando carona num movimento que prega à “volta à civilização” para jogar o país num embate medieval de radicalismos – e é isso que está afastando as multidões pacíficas das ruas. Falta aos organizadores controlarem seus egos individuais e sentarem para estabelecer limites nos delírios dos extremistas e focarem o movimento num denominador comum que não fira a sensibilidade da maioria. Isso é possível? Não sei. Não estou gostando do caminho por onde isso tudo está indo, e francamente, não sei para onde vai nesses tres anos e meio de governo Dilma que temos pela frente. É preocupante.”

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