O mês dos smartphones

E, aos poucos, a alta estação dos smartphones vai chegando ao fim. Esta foi uma temporada rica em lançamentos e, mais importante, rica em lançamentos bons. A escalação para o Natal está pronta, e está tinindo: temos novos Lumias, Sonys, LGs, Samsungs, Motorolas e iPhones, para não falar num cardume inteiro de relógios inteligentes. Mas… será que precisamos mesmo deles? Será que os nossos smartphones do ano passado não são suficientemente bons?

Como vocês podem imaginar, esta é uma pergunta que me fazem com razoável frequência, às vezes com um viés de raiva e revolta; é também uma pergunta que, às vezes, eu mesma me faço, especialmente quando ando brigada com o consumismo frenético em que vivemos mergulhados: será que precisamos mesmo trocar de telefone todo ano? A resposta — Claro que não! — é óbvia. Mas aí me dou conta de que nem a pergunta é essa, e nem é essa a resposta que faz sentido.

Precisar, precisar, só precisamos de muito poucas coisas, e um smartphone topo de linha certamente não é uma delas. No último fim de semana, por exemplo, saí com um amigo que causou sensação com o seu Bang & Olufsen Serene de 2005, que ainda funciona perfeitamente e continua sendo um dos aparelhos mais lindos já fabricados, por dumbphone que seja; mas é inegável que as nossas vidas ficam mais fáceis e divertidas quando temos boas ferramentas e bons brinquedos, e é sob este ponto de vista que os novos lançamentos devem ser encarados.

Enfim: usemos nossos celulares enquanto estivermos contentes e bem servidos, trocando-os apenas quando pudermos ou se fizer necessário. Simples, não é?

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Vários aparelhos muito interessantes passaram pelas minhas mãos ao longo deste mês; um deles foi o LG G3, um topo de linha Android KitKat muito, muito fino, cheio de personalidade e de detalhes únicos. Os primeiros a me chamarem a atenção foram o botão liga/desliga e o controle de volume, que ficam na traseira, perto da câmera; como não tenho familiaridade com os LG, levei vários minutos até descobri-los. Apesar de ter usado o G3 durante duas semanas, até agora não sei se gostei ou não dessa peculiaridade; mas gostei muito das outras, que fui descobrindo com o uso, da segurança às notificações, passando pelo teclado, pela interface elegante e pelo aplicativo de fitness.

O G3 é o primeiro smartphone do mundo com tela quad HD (5″5). Ainda nem existe conteúdo para resolução tão alta, mas que ela é um espetáculo lá isso é, e impressiona sobretudo na hora de se rever as fotos ou vídeos que fizemos. A câmera de 13MP está, sem dúvida, entre as melhores do mercado: tem boas cores, estabilizador de imagem e o foco mais rápido que já vi. Já a câmera frontal, de 2,1MP, tira selfies a um simples gesto de mão, e dispõe de um “flash” virtual feito com a iluminação da tela.

Para quem gosta de capinhas flip, o G3 tem a campeã da categoria, chamada Quick Circle, vendida separadamente, que exibe relógios com vários desenhos diferentes, permite o acesso a diversas funções sem que se precise destravar o aparelho e, ainda por cima, tem um set de aplicativos especiais, para não falar num game desenvolvido só para ela. Outro detalhe de que gostei muito é o carregamento por indução, sem fio, e o prático suporte para isso que já vem incluído na embalagem.

O LG G3 custa R$ 2.300, e a capinha Quick Circle R$ 220.

(O Globo, Sociedade, 19.9.2014)

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