Adeus ao blogtequim

Hoje fechei o blog a comentários. Era mais ou menos inevitável, desde que a blogosfera, como costumava ser chamada, se transferiu para o Facebook, o über blog coletivo do nosso tempo. Lá estão os outros blogueiros, os leitores, as áreas de comentários vibrantes, a ação. 

A animada caixa de diálogos do internetc., o “blogtequim” dos velhos tempos, onde conheci tanta gente legal — e onde tantas pessoas legais se conheceram umas às outras — já não vivia mais. Arrastava-se, coitada, movida a uns poucos comentários, em geral repetindo o que amigos já haviam escrito no Facebook. Já há alguns meses os comentários estavam sujeitos à moderação, porque infelizmente, na internet, o segredo de uma área de discussão legível é a eterna vigilância, e não consigo manter essa vigilância em tantas frentes ao mesmo tempo. 

Em suma, o pobre internetc. tinha se tornado uma obrigação, e não o prazer que sempre foi:

— Socorro, — pensava eu com os meus botões. — Preciso ver como andam as coisas lá no blog!

Não, não é essa a relação que quero ter com a minha vida digital.

Agradeço muito a todos vocês que, desde 2001, me deram tantas alegrias, e fizeram deste blog um acontecimento. Foi um tempo maravilhoso, e me senti muito contente por participar de forma tão viva do crescimento da rede.

O internetc. continua no ar, é claro, agora como o que, oficiosamente, já vinha sendo nos últimos anos: um arquivo das minhas colunas do Globo e, eventualmente, de outros escritos. 

Valeu, turma!

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