O que vem por aí

Há mais de 15 anos, o ConsumerLab da Ericsson estuda a relação entre humanos e produtos e serviços de TIC (que é como se chama, hoje, aquilo que, antigamente, chamava-se Tecnologia de Informação; o “C” entra por conta de Comunicação). Seu programa de pesquisa anual baseia-se em mais de cem mil entrevistas feitas em 40 países, com destaque para as 15 maiores cidades do mundo. É a partir deste material que os pesquisadores analisam as futuras tendências do setor. Sua previsão para 2014 e para os próximos anos foi divulgada recentemente.

1. Aplicativos que mudam a sociedade. Depois de descobrir o poder dos smartphones, os usuários querem usá-los para tudo, de compras online a informações sobre o trânsito. A tal ponto que, de tudo o que um smartphone faz, falar ao telefone começa a ser uma das coisas menos importantes. Aqui no Rio, então, onde é impossível conversar durante três minutos sem que a ligação caia cinco vezes, isso é cada vez mais verdadeiro.

2. A senha é você. Quem é que consegue se lembrar da quantidade de senhas exigidas pela vida conectada? Muito mais simples, e seguro, confiar essas informações às pontas dos dedos, às pupilas, ao formato do rosto. Segundo a pesquisa da Ericsson, 52% dos usuários preferem usar impressões digitais a senhas. No Brasil, este número sobre para 79%. Eu só queria conversar com os outros 48% (e 21%, respectivamente) para saber por que ainda preferem senhas.

3. Auto quantificação. Eu já entrei nessa: uso uma pulseira FitBit que, conectada ao meu smartphone ou tablet, informa quantos passos dei, que distância percorri, quantas calorias perdi e assim por diante. O resultado, até aqui, tem sido muito deprimente, mas está entre as minhas resoluções de Ano Novo melhorar todos os índices. Essa é, aliás, a ideia por trás desses produtos: botar os usuários na linha.

4. Internet em toda a parte. Uma tendência que dispensa comentários.

5. Inclusão digital via smartphones. Essa é uma pedra que já vem sendo cantada desde o aparecimento dos smartphones. Era apenas questão de tempo, e de barateamento de custo, para que eles viessem a substituir os PCs como porta de entrada para a vida digital, sobretudo em áreas carentes. Hoje, 51% dos usuários considera o smartphone o seu produto tecnológico mais importante.

6. Mais benefícios do que preocupações. As pessoas estão cada vez mais conscientes dos riscos que correm na internet (ou por causa dela); ainda assim, a imensa maioria acha que a vida online oferece mais benefícios do que riscos. Apenas 4% dos usuários ouvidos passaram a usar menos a internet por questões de privacidade.

7. Programação amiga. Quando se tratar de assistir videos online, a opinião dos amigos é fundamental. 36% dos usuários assistem a videos recomendados pelos amigos; aqui no Brasil, 46%.

8. Dados visíveis. Os consumidores querem entender o seu consumo de dados, uma área ainda cinzenta para a maioria. Enquanto 41% apenas querem saber quantos dados usam, 33% querem ter certeza de que as faturas das operadoras estão corretas, ao passo que 31% se preocupam em não ultrapassar o teto dos seus planos.

9. Sensores onipresentes. Mais da metade dos usuários acredita que, até 2016, teremos sensores espalhados por toda a parte, da área de saúde aos transportes públicos; 66% acham que portas e portões em locais de trabalho se abrirão automaticamente para pessoas autorizadas; e 56% acreditam que, em breve, automóveis trocarão informações entre si para evitar acidentes.

10. Recomece em qualquer lugar. Hoje, 19% do total de tempo de streaming de videos é usado em smartphones ou tablets. A ideia é que todos os aparelhos com os quais o usuário interage estejam sincronizados, para que ele possa parar de assistir a um filme na TV de casa, por exemplo, e recomeçar de onde parou no smartphone, a caminho do trabalho.

A íntegra da pesquisa (em inglês) pode ser encontrada em bit.ly/IFjlSM.
(O Globo, Economia, 28.12.2013)

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8 respostas em “O que vem por aí

  1. A respeito de preferir impressão digital a senhas, tv porque, como eu, não tenha as tais impressões, ou são muito fracas (?). Tirar passaporte ou carteira de motorista é uma tragédia: tento todos os dedos, e nada, Me mandam lavar as mãos e, novamente, nada. Só consigo às vezes – veja bem – com o dedo médio da mão esquerda. Já imaginou se tivesse o meu tablet, Pc, smartphone só acessível através de impressão digital? Prefiro anotar todas as senhas num caderninho que guardo em casa. Abs. soniab

  2. Pela primeira vez uma crônica que fala apenas sobre tecnologia (ainda acho que tem de ser “informática”) e eu entendi tudinho! Cada vez mais conectada , mesmo que sem face e twitter , maravilha!

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