“Ciência de ponta não se faz com beagles”

Entre as várias discussões que rolaram no FB num post em que pedi para alguém, por favor, me encontrar artigos publicados em revistas sérias pelo Instituto Royal, uma entrou pesado pelo território acadêmico (“No seu Currículo Lattes você não tem NENHUM artigo publicado em revista indexada, NENHUM aluno de graduação ou pós-graduação orientado ou em orientação e NENHUM financiamento de agência de fomento. Além disso, sequer tem doutorado…” etc. etc.). 

Seria só mais um bate-boca no oceano de bate-bocas em que o tema nos mergulhou se, por acaso, não tivesse dado ensejo a uma ótima resposta da DOUTORA (miúsculas para manter o “estilo”) Marcia Triunfol, carregada de excelentes links.

Vejam só:

“E de mim, vai falar o quê? Isso não é um debate entre ciência e ignorantes. Tenho Mestrado, Doutorado na Johns Hopkins, Pós doutorado no NIH, editora da Science… e em poucas palavras…

Sou pela descontinuidade do uso indiscriminado de animais na pesquisa por acreditar que representa um atraso para a ciência, além das questões éticas inerentes.

Aí vai uma lista contendo artigos científicos publicados em revistas com peer-review sobre reposição, refinamento e/ou redução do uso de animais na pesquisa:http://www.nc3rs.org.uk/document.asp?id=1152

Mais outra fonte: http://www.neavs.org/research

Matéria na Veja: http://on.fb.me/16fxWNg

Coleção da Plos sobre o assunto: http://on.fb.me/HqbRSz

Tem mais uma penca…

A continuidade do uso de animais, principalmente para testes de toxicidade, tem um grande interessado: a empresa farmacêutica!

Lista de algumas drogas que se mostraram seguras em animais e quase mataram seres humanos: posicor, pondimin, redux, rezulin, lotronex, seldane… among zillions.

Modelos animais, no momento em que se encontra a ciência, servem apenas para responder perguntas antigas. Ciência de ponta não se faz com beagles.

E voltando ao Biotério Royal… que não tem nenhum artigo decente publicado e por isso não pode se auto-intitular instituto de pesquisa: o Biotério Royal é simplesmente um negócio que vende beagles para as universidades brasileiras fazerem pesquisa. Os artigos das universidades não carregam os nomes dos autores e portanto são apenas o que são.

(….)

Digo que de 2001 até 2004 eu trabalhei como editora associada na American Association for the Advancement of Science, a AAAS, que é quem publica a revista Science e trabalhei dentro da Science sob supervisão direta da Pam Hines (editora senior da Science), num projeto que havia na época voltado pra educação de ciência. Depois trabalhei em vários outros projetos, inclusive como editora associada no NCBI, que é o banco de dados americano onde está o PubMed. Coloque meu nome no Google e você verá quem sou. Não estou falando isso para dizer que sou isso ou aquilo, estou apenas falando isso para darmos um primeiro passo fundamental nesta questão. Não se trata de um debate Ciência vs Sociedade Leiga. Trata-se daqueles que defendem a continuação do uso de animais e de outros que querem que tal uso seja interrompido, racionalizado, diminuído.

(….)

Isso de desqualificar o outro e levar o debate pro campo dos “instruídos vs leigos” já mostra o atraso em relação ao debate desta questão no país. Enquanto lá fora a gente vê um debate super rico acontecendo, aqui é só chamar de ativista desqualificado e pronto, acabou a discussão. Ou pior… seu Lattes não te qualifica pra falar do assunto… Acho isso pobre e tá na cara que o país precisa travar um debate maduro e inteligente sobre o assunto. Já é né?”

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34 respostas em ““Ciência de ponta não se faz com beagles”

  1. “No seu Currículo Lattes você não tem NENHUM artigo publicado em revista indexada, NENHUM aluno de graduação ou pós-graduação orientado ou em orientação e NENHUM financiamento de agência de fomento. Além disso, sequer tem doutorado…” o que poucos parecem saber ou falar que esse é o caso da famigerada Silvia Ortiz , que oficialmente é Silvia Colletta Barreto da Costa Ortiz conforme o artigo “Todo aquele que vive da ciência é mesmo cientista?” (http://revistaforum.com.br/blog/2013/10/o-que-e-o-instituto-royal/), escrito pelo o professor aposentado da Unicamp Carlos Alberto Lungarzo.

  2. Parabéns, Cora Rónai!!!!! A Sra. é absolutamente DEZ e indispensável à Cultura Brasileira!!!!! O País precisa de uma sacudida em paradigmas mecanicistas e seus textos são uma vanguarda nesse sentido!!!!!

  3. Mesmo se pararmos de utilizar animais para testes com remédios humanos, como ficam os remédios para animais? Meu cão teve doença do carrapato e teve que tomar antibióticos fortíssimos para ficar bom – e meu veterinário foi direto ao ponto: “se não houvesse testes com animais, não teríamos esse remédio hoje e seu cachorro teria morrido.”

    • No consultório desse seu “veterinário”, tinha lindos cartazes com animais e medicamentos…tinha né, sabe porque, porque ele recebe comissão ou agrados para receitar esse ou aquele medicamento…Se gosta do seu cão, procure outro veterinário.

      • Em 2011 estivemos no Mar Morto. Só que entramos no bendito mar por um lado estranho, com muitas tendas, parecendo um acampamento de funkeiros. Uma coisa horrível. Baixíssimo nível. Detestamos. Só depois soubemos que poderíamos ter ido pelo outro lado, o lado que você fotografou e que é igual a uma praia. ( mas era uma peregrinação religiosa… fazer o que ? ) Suas fotos, todas, estão um espetáculo ! Parabéns !

  4. “A empresa terceirizada que faz o serviço incinerou, só em 2012, 1,1 mil quilos de carcaças. Não sei quanto pesa um beagle, mas imagine quantos animais mortos representam essas carcaças”, disse o Deputado Ricardo Trípoli, que é o relator da comissão externa, e foi também o autor do pedido para a realização da audiência pública realizada no dia 29.10, na Câmara dos Deputados para investigar o caso do Instituto Royal.

    E agora – qual será a desculpa dos biocidas da Royal…talvez tenha sido excesso de recreação que matou os animais….

    A frase tragicômica – “Eu podia estar matando”, será substituída por – “Eu podia ter virado um cientista e ficar matando animais ganhando uma grana”.

    Inexplicavelmente, cientistas que dizem que o primata mais próximo do ser humano é o chimpanzé, que tem 98% do DNA em comum. Entre humanos e gatos, a repetição atinge 90%, e os cães possuem uma semelhança de 80% em relação aos humanos.

    Neurocientistas de todo mundo assinaram um manifesto em 2012, afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas têm consciência, ou seja são seres sencientes, isso quer dizer que esses animais sofrem nos laboratórios.

    Então como ativista em prol dos animais, sem nenhum “Lattes”, me vejo obrigada a denegrir o que eu considero de pseudo-cientistas todos aqueles que são a favor dos testes dos animais, uma vez que em nenhum momento foi dado aos animais alguma porcentagem com a teoria da equiparação conforme apregoa a Declaração Universal dos Direitos dos Animais: “(…) todos os animais possuem direitos”; “(…) o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo” (UNESCO, 1978).

    O DNA da banana é 97% igual ao nosso, e o ser humano e a banana compartilham 50% dos mesmos genes, mas então porque então no país das bananas, nossos brilhantes cientistas não criam “bananóterios” para suas pesquisas…

  5. para que não percamos o foco, do quê causou o início da discussão:

    “Ciência de ponta não se faz com beagles” (é verdade: a ciência de ponta prefere ratos, cobaias, cães sem raça determinada e primatas)

    Mas, anyways: ativismo não se faz com ‘Pet-Blocks’ (invasão, vandalismo e outras ‘talibanices’ luditas)

    x-x-x-x-x-x-x-x-x
    É uma situação semelhante a de ativistas ‘Pro-Life’ depredarem uma Clínica de Aborto, perfeitamente legal nos EUA.

    A partir do fato desta violência, fingem discutir ‘seriamente’ a questão, desfiando um arrazoado de razões, ‘científicas’ ou emocionais.

    Não há discussão aceitável com quem não condena a barbárie cometida.

    Todos os que pegam carona na barbárie cometida (saudando-a explicitamente, ou propositadamente ignorando o fato, ‘engatando uma segunda’ para apresentar suas razões) endossam implicitamente a ação das ‘Tropas de Ataque’.

    Não há discussão aceitável com quem não condena e repudia a barbárie cometida. Pois sempre terão ‘Tropas de Ataque’ nas mangas, para agirem ao arrepio das Leis, quando seus interesses particulares forem contrariados.

  6. Só tenho um comentário: Esta Márcia é bonita, hein ? ( pelo menos o que vi nas imagens do Google ! )

  7. um paradigma só pode ser quebrado por quem está fora dele.

    isso, qualquer cientista sabe.

    o paradigma estabelece um modelo mental rígido, constrói blocos, bloqueios à visão.

    a força de um paradigma garante o avanço, sempre na mesma direção, e isso é bom, produtivo, até que, naturalmente, ocorra uma ruptura, uma mudança de rumo. nesse momento, o paradigma que estabeleceu o modelo mental bom, produtivo, eficiente, deixa de ter a função positiva e ocorre um choque, um momento de grande perturbação.

    um novo paradigma surge e se estabelece como novo padrão para o modelo mental substituto, e se mostra mais produtivo, melhor, até novo choque.

    normal, num momento desses, os defensores do velho paradigma quererem defender o velho modelo mental desqualificando “os de fora”.

    normal porque os defensores do velho paradigma simplesmente não conseguem enxergar o que “os de fora” vêem, muito menos pensar no modelo que “os de fora” usam para pensar e comunicar-se.

    o paradigma velho bloqueia a visão do novo. o modelo mental antigo impede a compreensão dos novos argumentos.

    é sempre assim.

    mas a ruptura não retrocede. o novo rumo simplesmente surgiu, está lá. quem continuar na direção antiga vai-se perder, independentemente do que enxerga, do que pensa e do que acredita.

    num mecanismo natural de preservação, vão acontecendo choques entre os defensores do velho paradigma e os que propõem o novo paradigma.

    nesses choques, acontece que alguns dos velhos blocos (bloqueios) se quebram, de modo irreversível, e, assim, alguns dos defensores do velho modelo se vêem nus, experimentam a sensação de estar enxergando algo novo, a sensação de entender o que “os de fora” estão dizendo e, finalmente, percebem que estão vivendo fora do velho paradigma também.

    estes últimos são aqueles que facilitam a validação do novo modelo, porque são vistos pelos antigos companheiros primeiro como traidores, depois como visionários e, por fim, como os primeiros a compreender a mudança.

    estamos num momento desses, na questão da utilização de animais em testes de laboratório.

    os defensores da Ciência no modelo mental velho, em que umas vidas valem mais que outras, tendo de conviver – ainda que sem aceitar, sem entender, sem conseguir se comunicar, sem sequer enxergar igual – com “os de fora”, que não estão nem aí para o modelo mental estabelecido no paradigma anterior, mas se importam, sim, e muito, com a vida de um bicho que está ali… sendo usado como coisa.

    isso não nasceu hoje, nem é novo, mas está chegando o momento em que haverá massa crítica entre “os de fora”, que vão crescendo numericamente, naturalmente, de modo irreversível, até o ponto em que assumirão a construção do novo modelo.

    é sempre assim.

    foi assim no tempo da escravidão.

    foi assim no tempo do relógio suíço.

    foi assim no tempo da liberação sexual.

    foi assim no tempo da chegada da AIDS.

    foi assim no tempo da aceitação dos direitos dos homossexuais (esse trânsito ainda está no mapa).

    etc.



    será assim até que a Ciência se liberte dos modelos animais.

    queiramos nós ou não.

    aceitemos ou não.

    vejamos ou não.

    e nossas vidas passarão, talvez mais rapidamente que a queda de outro paradigma, talvez não.

    fato: só “os de fora” enxergarão. os de dentro caem.

    desqualificar o interlocutor, num momento desses, é, no mínimo, demonstração de falta de maturidade para aceitar que, sim, todos podemos estar errados.

    confesso: eu posso estar errado.

    no mais: DOUTORA Marcia Triunfol, parabéns pelo texto e pela bibliografia oferecida. Cora, parabéns por trazer esse texto para cá. e aos que não entenderam absolutamente nada, parabéns também, afinal, é normal que isso aconteça num momento desses.

    abraços a todos.

  8. Trecho: “Sou pela descontinuidade do uso indiscriminado de animais na pesquisa por acreditar …”

    Bem, todo mundo é contra isso.:-) É, claramente, uma falácia de espantalho, ou acha mesmo que existe alguém, algum pesquisador, que defende o “o uso indiscriminado” de animais em pesquisa?

    A questão, real, é quem decide o que é um uso bem discriminado, correto, de animais em pesquisas? Para ativistas mais extremos, nenhum uso é, por exemplo. Para invasores do Instituto Royal, o fato de existirem animais lá dentro, em quais quer condições, era ‘tortura e crueldade” e valia tudo, inclusive fotos com photoshop para criar um apelo a emoção e conseguir pela violência, o que não deu pelas investigação legal (que nada encontrou de errado com os animais do instituto).

    A ideia, contida nesse espantalho, que pesquisadores são apenas sádicos crueis que se divertem torturando animais, e que a indústria farmacêutica e de cosméticos faz uso dos mesmos por maldade e ganância (como se fosse “mais barato” perder anos em pesquisas de segurança, em vez de apenas lançar os produtos sm testar antes), é uma tolice.

    Recorrente, que volta sempre, ignorando todas as explicações e informações, que podem facilmente ser lidas aqui http://easttowestskincare.com/2012/01/09/esclarecimentos-sobre-os-testes-em-animais-realizados-pela-industria-cosmetica/ e aqui http://genereporter.blogspot.com.br/2013/10/canem-et-circensis.html?spref=tw.

    O texto acima continua essa tentativa de desviar do assunto, na falta de argumentos reais. Falácias, espantalhos, no lugar de argumentos e evidências. Nada fora do esperado.

    Homero

    • desculpe-me pela brincadeira, mas, além do espantalho, por acaso, você tem visto também um homem de lata, um leão e uma garotinha andando por aí? 🙂

      falando sério: quando você diz “todo mundo é contra isso”, sabe que está errado, né? a menos que tenha pedido a opinião de “todo mundo” e que ninguém jamais mude de opinião, você, que tenta ser tão lógico, racional etc. há de saber que não é certo afirmar que “todo mundo” pense igual sobre o que quer que seja, pois basta encontrar uma negação para que sua afirmação seja apenas mais um erro. entendeu, né?

      então tá bom.

      abraço.

      respeite os Munchkins!

  9. repito o que postei lá em “Animais”:

    “You never change things by fighting the existing reality. To change something, build a new model that makes the existing model obsolete.”
    Richard Buckminster Fuller

    não percebem que, se houvesse uma alternativa à utilização de caríssimos animais-de-laboratório (com suas fileiras de gaiolas e necessidades fisiológicas tendo que ser cuidadas diariamente), se houvesse um software ou cultura de tecidos que substituísse esta custosa menagerie, os laboratórios — das mais gananciosas indústrias farmacêuticas às mais modestas universidades — é claro que pressurosamente adotariam esta alternativa, aliviados.

    E os criadouros de animais-de-laboratório, por mais lucro que tivessem, por mais caro que fosse seu ‘produto’, fechariam as portas. Como fecharam as portas as fábricas vitorianas de reprocessamento do chá, os escritórios de venda de linha-telefônica e as fábricas de máquina-de-escrever.

    Mas, por enquanto, os animais-de-laboratório ainda são em grande parte insubstituíveis.

  10. Até entendo (mas não concordo) a posição da Marcia Triunfol, embora ela tenha começado seu texto utilizando-se de inúmeras falácias para tentar ter mais “credibilidade”. Bom, eu não sou da área de pesquisas médicas/farmacêuticas e falo com propriedade que sim, os debates devem acontecer entre quem é da área. Uma pessoa sem conhecimentos de engenharia, deveria chegar para um engenheiro em uma ponte e dizer para ele parar de usar um tipo de cimento e usar outro material para fazer a ponte? Isso é ridículo.

    Eu convivo com pessoas que trabalham com pesquisas em animais e digo uma coisa: Não existem métodos substitutivos para todo tipo de pesquisa. Se existisse, eles fariam. E o principal motivo é o gasto para se criar e manter um biotério. Sem contar nos anos que são gastos fazendo a seleção e criação da linhagem genética do animal para testar as substâncias. É infinitamente mais caro testar em animais do que em outros modelos. E os modelos substitutivos não servem pra tudo. Simples assim. Deixo aqui um vídeo muito esclarecedor sobre o assunto: http://www.youtube.com/watch?v=MsjgGVQ-fSc

    Em relação às aplicações em animais com testes cosméticos, eu sou a favor da interrupção de testes em animais, porque acredito que sejam testes sem grandes contribuições científicas para a humanidade. E, relembrando, que a unidade do Instituto Royal no interior de São Paulo não faz testes de cosméticos, este é feito na unidade do Rio Grande do Sul.

    Enfim, não vou ficar dando murro em ponta de faca com quem cita Ray Greek.

    PS: Cora, quando falo autora, estou me referindo à Marcia, citada no texto. 😉

  11. Comentei lá no Face e repito aqui no InternetETC: o tal instituto recebeu 5 ou 7 milhões do governo federal para “pesquisas”. Acredito que seria muito esclarecedor se eles, ao invés de alegar segredo ou mentirem, como fizeram com a tal cura do câncer, mostrassem seus resultados e seus clientes. A propósito, a prefeitura de São Roque suspendeu o alvará do instituto.

    • No mundo inteiro, existe a confidencialidade entre quem encomenda a pesquisa e entre quem realiza a pesquisa. Isso é consenso mundial. Outra coisa, o Instituto Royal é uma OSCIP e OSCIP é organização PRIVADA! E nada impede Convênio com o Governo! Veja bem: http://portal.mj.gov.br/main.asp?View={0FA9C8DB-721B-4B8C-998E-0956ED31CC15}&BrowserType=IE&LangID=pt-br&params=itemID%3D%7BB54EE78E-2719-4872-96BC-F45864F4789D%7D%3B&UIPartUID=%7B2868BA3C-1C72-4347-BE11-A26F70F4CB26%7D

      • Sim, e dai? O instituto esta sendo investigado pelo MP e uma comissao da Camara de Deputados recomendou seu fechamento pelas pessimas condicoes encontradas. O instituto vem mentindo e omitindo informacoes desde o inicio dessa confusao criada, alias, pela falta de transparencia deles mesmos!

      • Sr. Guilherme,

        OSCIP, ou Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, é regulamentada pela Lei nº 9.790, de 23 de março 1999. Antes de apontar falácias, reconheça as suas:

        Art. 17. O Ministério da Justiça permitirá, mediante requerimento dos interessados, livre acesso público a todas as informações pertinentes às Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público.

        O link para quem quiser consultar a Lei completa: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9790.htm

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