Bem-vindo, Brasil, às ruas que te pertencem!

Eu fui à Presidente Vargas.

Eu vi uma manifestação imensa imensa imensa de gente ordeira, animada, bacana. Eu vi jovens levando cartazes com as mais diversas reivindicações, alegres por estarem participando de um movimento criado por eles. Eu vi ex-jovens emocionados, relembrando o tempo em que tinham esperança no país. Eu vi um dinossauro de verdade levando um cartaz que dizia “O petróleo é nosso”, e achei graça. 

Eu vi um monte de gente fazendo Política com P maiúsculo, rejeitando formas de representação que já não representam nada; eu vi a História ali, acontecendo ao meu lado.

Eu vi o que quis ver.

Passei ao largo da violência, que não representa a multidão pacífica do meu país, da minha cidade, do meu coração.

Pra cima com a viga, moçada!

 

Anúncios

25 respostas em “Bem-vindo, Brasil, às ruas que te pertencem!

  1. Tô nem aí para bandeiras partidárias, tenham as cores que tenham, tõ nem aí.
    Estou nas ruas porque do jeito que tá não é bom para o país, a violência assim é depredação, baderna, ladroagem, ninguém saqueou alimento, daí: cadeia neles, balas de borracha e algemas neles; pelo que vi aqui, jovens entre 15 e vinte e cinco, rosto coberto por camisetas, magrelos de drogas, eles assaltam e roubam todos os dias as pessoas, as pessoas estavam nas manifestações, eles eles assaltaram e roubaram outras coisas, isso porque a educação está falida, saúde falida, assistência social falida, moradia falida, moral falida, melhor dizendo ética falida, mas é para melhorar isso que tô ali, então, então não vou parar por isso, não quero isso, mas o caminho para não ter isso passa por revelar isso, a violência não está nas passeatas, já estava nas ruas antes delas, o que não estava nas ruas era o povo, esse está nas ruas agora, sabendo que reivindicar não é errado, pelo contrario, é o caminho certo, é direito, é bonito, principalmente é bonito, vi cenas em que chorei, aquele choro sem barulho, só lágrimas, só orgulho bom, só carinho pelo caminho que estamos tomando; chega para lá, bandidagem, o bloco do quero que melhore chegou, se assunte molecada, tome seu lugar bicho rúim, a praça é do povo, como dizia Castro Alves, todo mundo na praça, como disse Caetano, a manifestação é do povo do bem, se saia estupor depredador, desrespeitoso, ladrão, somos mais que vocês, manifestar não ofende, falta de escola boa, de hospitais atendendo bem, de transporte limpo e decente, de praças usáveis, isso sim ofende, e muito!

  2. Cora o #acordabrasil continua contra a PEC37 que será votada no dia 26 próximo – 4a feira! Pessoal e moçada…manifestações sempre no Centro das Cidades!!!! Nos bairros não são representativas e dão margem ao vandalismo, que aliás está nas ruas tb. porque estamos falando de uma sociedade na qual o vandalismo está presente…convivemos diariamente com vários tipos de vandalismo…alimentado principalmente por uma sociedade onde a impunidade só aumenta #CONTRAAPEC37 !!!!

  3. “‘A extravagância de 9 bilhões de libras (Olimpíadas em Londres) não era necessária para abrigar um show internacional de atletismo. O Rio de Janeiro não somente tem uma extravagância, mas duas’
    ‘Todo mundo sabe que o ‘dilúvio de promessas’ que as nações sede recebem sobre legado é uma bobagem’,.Simon Jenkins – ‘Guardian’

    Adorei ler frases tão pontuais e argutas.

  4. Pois é, eu também fui às ruas aqui em São Paulo, vi cenas lindas e também me emocionei. Até que veio a Globo e os demais oportunistas de plantão e sequestraram o movimento e levaram junto a pontinha de esperança que ameaçava renascer aqui. Triste!

  5. Nelson Motta escreve no Noblat que o filhinho dele de 17 ( que cute cute) estava nos protestos lutando por ônibus mais barato.São uns DEBOCHADOS!
    Será que a malandra, a primeira e mais e mais entusiástica da hastag #foraDilma sabe o paradeiro do Jair Bolsonaro? Eu frequento os blogues da extrema-direita, e sei como incitam seus comandados.
    Engraçado como a mídia nunca denunciou esses blogues de direita, como faz com os blogues que ela chamam de chapa-branca, estranho, não?

    • Se a manifestação fosse organizada pela “militância” de Delúbio, José Dirceu et alter ,com cartazes do gênero “FORA FHC ” ,o jovem acima estaria entusiasmado.
      Como as manifestações populares não são mais monopólio do PT ,ele ficou zangadinho.

  6. Cora, quando a polícia precisou prender os badrneiros, teve dificuldade em chegar a eles por conta de pessoas como você, que formavam um cordão de isolamento. Parabéns pela depredação do prédio dos correios, do Terreirão do Samba e dos pontos de ônibus. Você contribuiu para a baderna, mesmo sem saber. Parabéns!!!

      • A Cora gosta de se apresentar como a jornalista que primeiro criou um suplemento sobre a informática na imprensa brasileira, no JB. Esses suplementos de informática evoluíram para suplementos sobre internet. E ela não faz uma menção à redes sociais, tanto pelo lado bom quando pelo lado violento. Grupos como o Anonymous e Annymous_BR se escondem por trás do anonimato, na rede e nas ruas, e são abertamente violentos e sectários. Ela tinha a obrigação de mencionar isso, se conhecesse o que é a internet.

        • Os nomes dos grupos são Anonymous e Anonymous_RJ (há “filiais” em todos os estados). Seu símbolo é a mascara de Guy Fawkes, que protege o anonimato de quem quer porrada. Procurem no Google por eles.

    • Assim como os padres fizeram um cordão de isolamento para defesa dos estudantes manifestantes da Candelária da cavalaria da PM de Carlos Lacerda que ia baixar o sabre neles ,pessoas como Cora defenderam os manifestantes.
      Viva Cora

  7. Vermos cá o que vc viu, Coríssima, com seus olhos esperançosos destilando poesia pura no seu texto, é um banho de emoção.

    O país — indignado — grita BASTA! com assertividade majoritária. São MULTIDÃO. São todos nós.

    A minoria boçal e violenta provoca, esperneia e espanca. Mas é minoria. É apenas esta corja metastática que contaminou o país.

  8. Sra. Cora e leitores, boa tarde.

    Infelizmente para mim, não consegui passar ao largo da multidão enfurecida que colocou fogo e quebrou a cidade. Me doeu ver as barbaridades cometidas. Eu fiquei preocupado no dia da invasão da ALERJ, não só pelos que estavam em seu interior, como por quem estava ali ao lado, no Paço Imperial, onde a coleção do jornalista Roberto Marinho estava em exposição. Já pensou Dona Cora, se eles invadem e destroem tudo ? A senhora continuaria assim ao largo, indiferente aos vândalos ? Mesmo que essa coleção / acervo, tenha sido adquirida em grande parte durante os anos de chumbo da Ditadura Militar, que o jornalista Roberto Marinho apoiou no mínimo com sua omissão, e que, enquanto as pessoas morriam e eram torturadas, ele enriquecia e comprava obras de ARTE, seria uma pena ver tudo destruído. Me parece que há um tempo de ir para as ruas, perfeito, mas depois é preciso esperar o resultado dessa mobilização. Outra coisa, quem decide que pessoas ligadas a partidos não possam levar suas bandeiras. Não é uma manifestação pública, em via pública ? Se podem alguns passar “ao largo’ dos baderneiros, qual a razão de se incomodarem com quem pacificamente manifesta a sua opção partidária ?

    Democracia é uma coisa importante, complexa, não pode ser pela metade, nem dentro dos limites do que os patrões permitem.

    Agradeço a oportunidade de poder democraticamente manifestar a minha opinião.

  9. aquele Jornal Nacional esticado das seis da tarde até quase dez da noite fez a janta esfriar.

    mas a alegria das fotos que você ia publicando no facebook me incentivou a comer a sobremesa. 🙂

    beijos.

    off-topic, pero no mucho: entrevista de João Goulart: http://bit.ly/14Ov5t4.

Diga lá!

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s