Frida Gahto e o Campo de Santana

Frida

E lá ia a Bia por Madureira atrás de uma pauta quando viu, numa loja de sucos, uma gatinha preta, miudinha, passando muito mal. Estava caída no chão, com a pata traseira num ângulo estranho, e respirava com dificuldade, ao lado de um pires de leite. Quando perguntou o que havia acontecido com ela, a moça do balcão informou que, pouco antes, alguém a havia deixado lá, já daquele jeito. O leite era cortesia da casa.

Bia pegou a gatinha, viu que a pata estava quebrada, e a levou à veterinária mais próxima, que constatou um problema interno sério. Mas nem a veterinária tinha o equipamento para o exame necessário, nem a Bia tinha tempo para levá-la a outro lugar, presa que estava à sua matéria. A solução foi ligar para a Andrea Lambert, uma espécie de anjo da guarda dos gatos cariocas, e mandar a bichinzinha para a Tijuca de Táxidog. Mais tarde a Andrea ligou com a notícia de que os exames confirmaram as suspeitas da veterinária de Madureira: a gatinha havia sofrido ruptura do diafragma e os seus órgãos haviam sido deslocados para a caixa torácica, quadro clássico de animal que levou um chute. Já tinha sido operada, mas seu quadro era muito grave.

Contra todas as expectativas, porém, ela sobreviveu e, alguns dias depois, veio para a minha casa, onde, em princípio, ficaria até se curar e encontrar novo lar. Ela tem uns três ou quatro meses e é uma típica tuxedo, pretinha de peito e luvas brancas, parecidíssima com o Fonseca. E, como ele, é uma doçura de animalzinho. Resultado: entre um carinho aqui e um cuidado ali, acabei me afeiçoando a ela. Chamei-a de Frida porque, como a xará mexicana, tem uma perna ruim, várias cicatrizes e bigodes muito distintos. Gahto foi sugestão de uma amiga do Facebook.

Frida ainda não está integrada à Famiglia Gatto porque passou a vomitar, foi fazer ultrassonografia e os veterinários descobriram mais um problema, uma obstrução intestinal, também causada pelo chute. Foi operada mais uma vez, perdeu um pedaço do intestino, perdeu o peso que já não tinha para perder, mas está se recuperando. Com alguma sorte vem para casa hoje. A sua saga médica ainda continua por um tempo, porque a fratura do fêmur deve ser operada, mas para isso ela precisa ficar um pouco mais forte.

Podem deixar que dou notícias.

o O o

Enquanto isso, continua o drama dos gatinhos do Campo de Santana. Há um ano, vocês se lembram, foi inaugurado o Gatil São Francisco de Assis, para onde parte deles foi transferida. Acontece que não há gatil que resolva a situação enquanto não se resolverem os problemas no Campo de Santana propriamente dito — uma área de abandono sistemático de adultos e filhotes.

Quando já não chegam doentes, os bichos adoecem pela falta de um mínimo de estrutura para recebê-los. Não há ração suficiente, a água é poluída, as condições insalubres. Hoje nem ao menos se sabe quantos vivem lá, porque a entrada de pessoas é proibida à noite e muitos gatos — sabiamente, diga-se — escondem-se durante o dia.

Tirar os gatos do Campo sem mais nem menos é enxugar gelo. É preciso castrar os que estão saudáveis, tratar dos que estão doentes, encaminhá-los para adoção ou para abrigos. Para ter um mínimo de controle da situação, a Sepda (Secretaria Especial de Proteção e Defesa dos Animais) precisa ter um pé dentro do Campo de Santana, onde há um posto veterinário de esterilização e diagnóstico hoje desativado.

— Nós temos o maior interesse na reativação deste posto, — diz o secretário Claudio Cavalcanti. — A Sepda será responsável pelas despesas de revitalização e pelos veterinários necessários. O posto é importantíssimo para que possamos, aos poucos, esterilizar todos os gatos que já estão lá, e para acolher os recém-abandonados, que devem ser avaliados medicamente e castrados. Também é fundamental separar os que têm doenças infecto-contagiosas dos demais. Nós já conversamos com o presidente da Fundação Parques e Jardins que, em tese, está de acordo com a Sepda.

Por que “em tese”? Porque, até agora, a Fundação não respondeu ao ofício que lhe foi enviado pela Sepda. Vai ver que, como os gatos não são verdes e não têm folhas, a Fundação acha que não são importantes. Enquanto isso, o que já está ruim fica péssimo, e os bichos, coitados, que não têm culpa da maldade e do descaso dos humanos, acabam sofrendo.

o O o

Por falar em Parques e Jardins: uma cidade que manda a companhia de limpeza urbana tomar conta das suas árvores não pode gostar lá muito delas, pode?

o O o

Fiquei feliz com o resultado do Prêmio Camões: é que sou fã de Mia Couto, o extraordinário escritor moçambicano. Ainda não li dele nenhum livro de que não gostasse. ” Um rio chamado Tempo, uma casa chamada Terra” foi uma descoberta e uma das leituras inesquecíveis da minha vida. É edição da Companhia das Letras; com sorte, ainda se encontram alguns exemplares por aí.

(O Globo, Segundo Caderno, 30.5.2013)

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29 respostas em “Frida Gahto e o Campo de Santana

  1. Estou com uma gata que foi resgatada das ruas também com ruptura de diafragma. Estou bem apreensiva; espero que corra tudo bem com a cirurgia. Como vai a Frida?

  2. Eu só queria que alguém me explicasse porque chutar um animal, porque chutar um gatinho tão pequenininho, porque tanto desamor??? Que coisa mais triste essa nossa raça “humana”.
    Sorte da Frida que encontrou Bia e vc pelo caminho. Estou torcendo por ela. Não esqueça das notícias!!
    Beijos

  3. triste. no rumo em que nos mantemos, há décadas, o fim de todo colaborador/mantenedor de uma ONG de proteção animal, de um abrigo, de todo protetor ou voluntário dessa causa, é a loucura.

    para cada história de acolhimento, muitas outras de abandono, maus tratos, agressões, abandonos, desamor, descaso etc.

    não tem fim.

    solução? Educação? desistam. desistam. desistamos. não dá. enxugar gelo é mais são.

    fato: não se educam os cidadãos de bem que se acham acima de tudo na hora de abandonar, de maltratar, de ignorar.

    fazem isso no silêncio de suas almas santas, tranquilas, vazias.

    não há como Educar essa gente.

    também não há como desfazer todo o mal que fazem. tudo o que sozinhos – gatos pingados – desunidos como somos, estamos e trabalhamos todos conseguimos fazer é o insano trabalho de salvar um, dois, quando dezenas sofrem, agonizam, morrem. e não podemos fazer mais.

    talvez se… juntos, unidos. mas onde está o líder?

    quando surge uma ONG bem sucedida, não demora a ser isolada pelos outros, acusada de ter-se transformado num “negócio” (subentenda-se: alguém está lucrando às custas dos poucos animais que resgata e salva, deixando outros muitos para trás. mas não é o que temos todos nós de fazer todos os dias ao sair nas ruas sozinhos? tirando o lucro, claro, é o que temos de fazer. por quê? porque sozinhos não somos nada além disso: incapazes de fazer mais.)

    e por que não nos unimos? ah… porque também não sabemos como, ou, se sabemos, não aceitamos lideranças – a menos que as sejamos nós. e a coisa não anda.

    não andamos. patinamos. e deixamos morrer… porque não podemos fazer mais.

    e não é maldade nossa. é que não confiamos.

    gatos escaldados.

    só mudando de rumo e não buscando Educação para os outros, mas para nós mesmos, talvez, mudemos o rumo.

    uma nova Educação para protetores, voluntários, militantes e simpatizantes da causa da proteção animal, uma nova Educação para ONGs, abrigos e assemelhados… uma nova Educação que a todos nos unisse, talvez – repito: talvez – nos pusesse num rumo menos sofrido, menos penoso.

    que adoecemos ao pensar nesse, naquele animal a que não ajudamos. estávamos sozinhos, desunidos. se estivéssemos mesmo unidos, conectados, juntos? talvez aquele animal tivesse chance.

    e mais: desunidos nunca teremos voz, nem força, porque aqueles que nos representam são fracos como são exatamente porque nos representam como somos. vide Cláudio Cavalcanti, o pusilânime representante carioca, cujo nome só se sabe porque foi, num passado já bem distante, ator, “celebridade”…

    fico triste quando vejo alguém se proclamar “um novo protetor”, “mais um protetor”, ou “mais uma ONG”, “mais um abrigo”. triste, porque nascem separando-se do “resto”, desconectados dos que já estão há mais tempo fazendo o mesmo que eles irão fazer: dedicando-se ao extremo, comprometendo-se física, econômica, psicológica, emocionalmente a um trabalho que não tem fim.

    estivéssemos todos unidos, juntos, brigando pela mesma causa, seria mais fácil entender que, em vez de tentar – inutilmente – educar “essa gente de bem” que maltrata e abandona animais que estão agora aninhadinhos em suas casas, deveríamos identificar todos os animais, castrar todos os que pudermos, recolher os que estão nas ruas em locais realmente preparados etc., enquanto outro, a nosso lado, unido a nós, junto conosco, estaria ali brigando por leis, por dinheiro, por equipamentos, por ração, por patrocínio, por espaço na “mídia”, e outro confeccionando camisetas…, JUNTOS, UNIDOS.

    não…

    não conseguimos.

    não sabemos.

    não acreditamos.

    não aceitamos.

    não temos líderes e, se surgirem, não os seguiremos.

    continuamos sozinhos…

    queremos ser santos, queremos ser cidadãos de bem, queremos só fazer o bem… e caminhamos para a loucura.

    desculpem-me.

    nesse texto todo, excluam-se todos os leitores, porque falei só de mim.

    não tem nada a ver com nenhum de vocês.

    usei “nós” por fraqueza. assumo e confesso. fraqueza só minha.

    não conheço o caminho. não sei o que fazer.

    e esse texto é só o espelho da minha – minha – incompetência nesse trabalho.

    sim, eu reconheço o trabalho – insano – de cada um. é uma bênção enorme cada vida que conseguiram salvar, cada uma delas é uma vitória. é nisso que temos de nos concentrar para continuar… continuar… continuar?

    desculpem-me.

    não é de hoje que eu não sei o que falo.

    abraços.

  4. Fridinha, eu amava o Mosca e o
    Lucas.
    Depois me encantei pelo Irineu (mas ainda assim amando o Mosquito e o Lucas). Mas como sou volúvel mesmo, agora você é minha preferida. Força aí. Aguardo notícias suas.

  5. Como é desesperador ler e saber da crueldade de nossa espécie. Saber que uma pessoa, assim como todos nós aqui, age com a capacidade absoluta do mal pelo mal.
    Que a linda Frida continue vencedora, porque isso ela já mostrou… é uma vencedora!
    Caras Layla e Lilian, assino embaixo dos comentários, se me permitirem. Castração e Educação Ambiental são as medidas para ontem.

  6. Esses problemas de animais abandonados mexem muito comigo. Há noites em que quase não consigo dormir. Sofro muito, mas não aprendo. Agora, 02h20 da madrugada, ainda vou dar uma olhada no FB apenas para dar ver e chorar de tanto ver a maldade humana. E a que ponto chega! Não visito o FB por acaso, não. Assino todas as petições em favor de todo e qualquer animal e suas causas. Se eu pudesse, moraria com um monte de animais, porém não posso, pois moro em edifício. Quando menina, meu pai, “cachorreiro”, levava pra casa todos aqueles que ele encontrava na rua e, em sua maioria – penso que quase todos -, com problemas de saúde. Ele tratava de todos. Já sofri muito por causa dos cachorrinhos. Agora, só me resta a gata Pequena, que é quem me governa. Paciência…

  7. Todos os gatos aqui em casa são de rua, mas sinceramente, não acho que a SEPDA seja responsável por essa situação deplorável.

    Vamos nos colocar no lugar do governo: OK, você recolhe os bichos, castra e trata. Monitora os locais de abandono, pune quem eventualmente não viu a câmera. Os abandonos cessam.
    Dá para o governo fazer isso, claro que dá. Comparando então com o que se viu de outras gestões da prefeitura, dá até para torcer por isso.

    Agora vamos nos colocar no lugar das almas miseráveis que abandonam animais, que presenteiam filhos com bichos como se brinquedos fossem e que os descartam como se não fossem nada além de joguetes.
    Vão deixar de abandonar? Vão deixar de maltratar? Não, vão abandonar onde não tem câmera ainda, vão jogar em um canal ou rio, colocar na beira de uma rua movimentada para que os pneus façam o trabalho sujo.

    O problema é o resto da sociedade, é principalmente o preconceito ridículo de que gato é “traiçoeiro”, de que gato preto “dá azar”. No macabro ranking da violência contra animais, os cachorros ainda tem colocação ligeiramente atrás dos gatos.

    Vontade imensa de socar quem vem aqui em casa e torce o nariz para a negra anastácia, toda preta e linda de morrer que tem o espantoso talento de se teletransportrar pela casa. Mal sabem a sorte que ela nos trouxe.

    Enquanto a mídia não abraçar a ideia, não vai haver cuidador, secretaria, veterinário ou “adotador” que chegue.
    Vale também dizer que temos um sem número de exemplos nos filmes, novelas, séries e outros onde o gato é retratado com preconceito.
    É preciso mostrar o abandono não como um crime (“crime de menor potencial ofensivo”, não pega nada) mas como uma atitude reprovável, moralmente digna de repulsa.

    • Acho que voce tocou no ponto x do problema. (ou pelo menos um dos pontos importantes do problema: o preconceito) Concordo absolutamente com a necessidade de uma campanha educativa atraves da midia. Sera que algum escritor de novela poderia ajudar?

  8. Concordo com tudo que a Lilian escreveu. Ela escreveu tudo que eu estava pensando.
    Se as decisões fossem mais sérias, se houvesse um comprometimento responsável a respeito dos animais abandonados, as coisas estariam sob controle, mas aqui tudo é feito sem nenhuma responsabilidade. Não há nenhum compromisso para que as coisas sejam resolvidas de verdade. Infelizmente. A situação do Campo de Santana poderia estar resolvida, mas como já mencionei, não há responsabilidade que permita resolver a situação.
    Se a Bia não tivesse visto a Frida, ela já estaria morta. Ela teve a grande sorte e sua vida foi salva. Terá uma vida longa e feliz na sua casa, Cora.
    Quantos animaizinhos não tem a mesma sorte.
    Entre janeiro e fevereiro deste ano encontrei 6 gatinhos abandonados. A metade consegui doar rapidinho e as outras 3 “encalharam”. Castrei as 2 mais velhas e semana passada consegui lar para uma das castradas e agora tenho 2 (uma castrada). Havia também uma gata de rua onde moro e em janeiro também a recolhi e levei para castrar, mas esta ficou aqui. Eu só tinha UM gato e agora tenho 2: o Lyon e a Lindinha. Há pouco mais de um mes uma cachorrinha foi abandonada onde costumo caminhar e ela entrou no cio. Ela parece uma raposa pequena e os cachorros que cruzaram com ela eram todos muito maiores que ela. Semana passada eu a levei para castrar, pois seria uma gravidez de risco. Agora ela está na minha casa e se adaptou com as minhas 3 cachorras e os 2 gatos. Ela é muito boazinha e medrosa. Tem entre 6 e 7 anos. Vai ficar por aqui… Estes são alguns dos animaizinhos que acabam tendo sorte de encontrar um lar, mas quantos ficam por ai, abandonados, sofrendo maus tratos, passando fome até que morram.

  9. Eu só queria entender qual o prazer que um maldito humano tem de chutar um animal indefeso.
    Que Deus cubra vcs de benção pela bondade e amor pelos bichanos.

  10. A história da Frida Gahto é um acontecimento constante na vidas dos protetores de animais.
    Abandono , maus tratos gratuitos, resgates dramáticos, procura de LT e adoção, que na maioria das vezes não acontecem e a coisa vai ficando complicada.
    Frida teve a sorte de ser encontrada pela Bia, operada pela Dra. Andréa, e de ter um LT que virou LPermanente.
    Melhor sorte impossível!
    Sem castração em massa e câmeras em locais de abandono, para inibir novos “descartes” de animais, estaremos enxugando gelo, lotando os abrigos, LT, ficando com os bolsos furados, sem resolver um milésimo dos problemas.
    Sem que a SEPDA pegue firme em seus propósitos de castração URGENTE e parceria com protetores e ONG, essa tragédia vai continuar igual, a nossa esperança de dias melhores para os animais minguando, a nossa tristeza tomando fermento.
    É preciso de uma política séria, que possa agir com muita rapidez, vontade, determinação, garra, JUNTO com protetores e ONG que conhecem as colônias e suas necessidades.
    Essa parceria é essencial.

    • Laila, essa é a dura realidade de quem adora animais e os “encontra” sempre em estado deplorável.
      Moro dentro de um parque tão problemático como o Campo de Santana, onde tem muitas protetoras que gritam e pedem todos os tipos de socorros. Algumas vezes conseguem ser ouvidas. Nesse “meu” parque, só eu cuido, em silêncio e mesmo assim, muitos protetores, veterinários e até a prefeitura (foi visto uma Kombi com a logo da prefeitura deixando gatinhos), “descartam” gatos lá.
      Atropelamentos, magias negra, maus tratos de todos os tipos e muuuuiiito trabalho são constante. Estou sem atualizar as fotos da galeria de imagens do site da Oitovidas, porque assim que eu carimbava as fotos dos gatinhos como adotados, outras caixas de filhotes eram abandonadas no parque onde já tem uns 300 gatos.
      Muita gente tem “trauma” de alguma coisa e eu estou com um trauma ENORME de caixas. Quando vejo uma já começo a chorar.
      As caixas vêm lotadas de gatinhos pretos e escaminhas, de difícil adoção, doentes, com idades diferentes. Muuuuiiiitas caixas. Às vezes 10 filhotes em uma caixa de papelão.
      Pegar ou deixar morrer – eis a questão.
      Antigamente resgatava os filhotes, as gatas prenhes, os bbs.
      Conseguíamos doar entre 15 e 25 gatinhos por mês. Hoje não mais…
      Como vc, vamos ficando com mais um e a coisa não para.
      Com muita dor, e depois me arrependendo imensamente, qdo algum é atropelado, estou deixando os filhotes mais velhos, os adultos, que depois de uns 3 ou 4 dias aparecem pra comer.:0(
      Testava TODOS de FIV e FELV e depois de uns tempos descobri que a minha seleção estava furada: dos negativos 7 positivaram.
      A dificuldade para o resgate aumentou.
      Não posso mais misturá-los.
      Comprei várias Gaiolas criador, e lá estão eles esperando por adoção.
      Saem, vem pra minha casa tomar sol, voltam p Oitovidas, fazem recreação correndo por todos os locais, mas comem, bebem e fazem pipi e dormem nas gaiolas.
      Fazer o que?
      Passar FELV p maioria como muita gente faz?
      Uma dor imensa por não tê-los soltos, felizes correndo na grama, brincando ao sol. Uma dor maior ainda por não conseguir um lar bacana para todos que precisam tanto.
      Uma dor maior ainda, pq sei que pouco o governo vai fazer, pra minimizar tamanho sofrimento.
      Cora, fique muuuito feliz! O que vc deu para a Frida Gahto, milhares queriam ter!

      • Parabéns Cora! Bia é sua filha?
        Parabéns a ela também por seguir os passos da mãe de Gato ( gata é…)
        Enfim…li com atenção e carinho seu artigo e fui lendo os comentários, refletindo se a gatinha teria a mesma sorte se não fosse encontrada por alguém “famoso”. Não conheço a Dra Andréa. Mas certamente, ela não dá conta da demanda de animais sofredores dessa cidade.
        Conheço o trabalho da Oitovidas, que é primoroso: cuidadoso do inicio ao fim…do resgate à adoção criteriosamente verificada. Mas também não dá conta de tanto abandono e crueldade…
        Precisamos de uma política publica séria, com alvos específicos: abandono, crueldade, esterilização eficaz, adoção responsável…
        Enquanto existe na Câmara uma Comissão que não serve para absolutamente NADA e outras pessoas fazem da proteção trampolim político; pessoas comuns (que não são veterinárias como a dra Andrea e têm muitas vezes que arcar com altos custos em clínicas) usam seus próprios recursos para aliviar a dor que a humanidade é capaz de causar a outras espécies.
        Santos Protetores.
        Salve Dra Lilian!! Sei de sua luta e do seu comprometimento sem nenhum outro objetivo que não seja a proteção desses desvalidos. Salve Cora!!! Salve Bia!! Salve Andréa!!

        • Obrigada Melissa. Estou chorando com o seu comentário.
          Ando uma manteiga derretida.
          É isso mesmo.
          Uma luta sem fim, onde é preciso muita força pra não abandonar o barco. Bjs.

    • Mais um emocionante relato felino! Li e reli o texto e todos os comentários, difícil conter as lágrimas…
      Cora, o velho ditado sequem puxa aos seus não degenera é certíssimo! Parabéns pela Bia! Sua filha tem esse grande coração e essa preocupação com todas as espécies de vida graças ao exemplo e à educação dados por você! Tenho uma filhinha, a Giovanna, que está com oito anos, e esta vem crescendo, desde quando estava na minha arroga, com animais. E sei que ela seguirá amando e respeitando todos os seres vivos, graças ao convívio e aprendizado que tem em casa! Como os antigos também costumam dizer, educação vem de berço! E sinto que falta muito hoje em dia, infelizmente. As pessoas precisam se conscientizar e castrar seus animais! Se todos agissem dessa maneira, teríamos bem menos abandonos e animais doentes pelas ruas… Se ensinassem a seus filhos que toda vida merece ser respeitada, incentivando assim as adoções de animais em inúmeras ONG’s e protetores e simpatizantes que agem por conta própria… Mas muitos ainda enxergam os animais como propriedade, mercadoria, e ao comprá-los, aceitando pagar um valor por eles, esquecem-se que ali tem uma vidinha, que sente dor, frio, fome, medo…
      Frida Gahto, graças a Deus e a meu querido e amado São Chiquinho, foi resgatada e salva pela Bia, mas muitos outros não tem destino semelhante… É muito triste passar por lugares como o CS e ver aqueles gatinhos com olhar triste, esperando por esperar sabe-se lá pelo o que… E vemos que a velocidade do abandono não tem acompanhado a marcha lenta das adoções.
      As ONG’s recebem pouquíssima (e muitas nenhuma) ajuda de terceiros, os protetores independentes também no vermelho e sem ter como fazer mais, as pessoas que ajudam com lar temporário lotadas…
      Concordo com as colocações da Lilian. Acompanhei o trabalho sério e responsável desenvolvido pela Oitovidas. Nesse período, senti um pouco da sensação de impotência e dessa tristeza que corta nosso coração, ao ter que devolver para a rua um gato adulto, depois de castrado, para salvar um menor, que não teria chance nenhuma de sobreviver. Sou simpatizante e apoiadora, na medida da minha limitação financeira, e sentia muito, quando tinha que devolver os gatinhos da colônia próxima a meu trabalho após o pós-operatório da castração… Minha grande e eterna admiração à Lilian pelo seu trabalho e dedicaçao diuturnos, frente a Oitovidas, por tantos gatinhos!
      Assim como a Lilian, a veterinária Andrea Lambert também está a anos nessa mesma batalha. Como foi dito pela Melissa Klabin, por melhor que seja a trabalho das ONG’s e protetores, é impossível que estes consigam salvar a todos…
      Tá mais do que na hora de parecerias da SEPDA com as ONG’s e protetores sérios serem criadas para um trabalho maciço e forte de castração. Também precisamos de leis mais firmes e punições severas para se diminuir o abandono e maus tratos.
      Espero que algo seja realmente feito, e rapidamente! Os animais merecem e precisam, com urgência!!!

  11. puxa… então, a situação médica da gatinha Frida era parecida com a daquela cachorra, a Menina, que minha irmã encontrou largada para morrer numa praça, diante de uma clínica veterinária particular, aqui na Casa Verde: ruptura do diafragma e migração dos órgãos abdominais para a caixa torácica.

    a diferença está na idade: enquanto a Frida é bebê, a Menina já era uma senhorinha, com seus 10 anos, mais ou menos. a Menina, depois de uma semana de internação, acabou sendo abrigada pelos anjos da Vira-lata é 10. foi para o sítio provisório, onde funciona a clínica e para onde vão as urgências, e lá acabou sendo “adotada” pela ONG, porque não há como encaminhá-la para adoção… até haveria, se aparecesse um coração generoso com condições de dar abrigo e cuidados especiais, mas… ficou por lá mesmo. e não a operaram, porque não se sabe desde quando ela estava naquelas condições. uma cirurgia seria de altíssimo risco, preferiram dar a ela uma vida em condições dignas, enquanto o corpinho aguentar.

    e ela respondeu bem, que foi só chegar à Vira-lata é Dez já saiu andando, pulando e brincando com os outros tantos abandonados “da casa”.

    ainda bem que na história da Frida as coisas caminharam diferente e ela encontrou aquele amor que salva e transforma. que bom!

    vida longa e muita saúde à pequena grande Frida Gahto!

    quanto ao Campo de Santana, a ação oficial pública é uma vergonha.

    quantos milhões gastos em marketing esportivo mundo afora? quando querem, sabem fazer. gatos não pagam propina. ah…

  12. Quando leio notícias de maus tratos contra bichos indefesos , aperto tanto os dentes que minha mandíbula dói. Mas quando vejo que uma boa alma fez de tudo para ajudar, recomeço a acreditar na humanidade.

  13. Como pode existir ser tão cruel ! Mas como os anjos existem. A Laura, apareceu!Estimo melhoras para essa bonitinha. E com certeza ela vai se recuperar, pois encontrou Pessoas comprometidas com a vida!!

  14. Quando leio notícias de maus tratos contra bichos indefesos , aperto tanto os dentes que minha mandibula dói. Mas quando vejo que uma boa alma fez de tudo para ajudar, recomeço a acreditar na humanidade.

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