Entra ano, sai ano

Uma vez, quando os meus filhos eram crianças, resolvemos passar o Réveillon num barco. Saímos com amigos da Marina da Glória e paramos em frente à praia de Copacabana para ver os fogos. Chovia torrencialmente, o mar estava batido e ficamos molhados até os ossos. Mal tocamos na ceia: comer debaixo daquele aguaceiro, num barco que jogava para cá e para lá, não era uma boa experiência. Mais molhados do que nós só mesmo os fogos, que exibiram muita fumaça e pouco brilho. Fiquei contente quando a festa, se é que podemos chamá-la assim, acabou. Mal podia esperar para voltar para casa.

Na Marina, o pessoal mais animado — sim, apesar dos pesares havia um pessoal animado — resolveu continuar no barco e navegar até o amanhecer. Paulinho estava nessa turma. Bia e eu só nos lembramos de que as chaves de casa estavam na mochila dele quando o barco se afastou. Gritamos e acenamos, e o pessoal de bordo  acenou de volta, alegremente. Logo o barco sumiu na noite e nós duas começamos o nosso périplo em busca de abrigo.

Papai, Mamãe e os tios estavam no sítio, Laura estava em Nova York, os amigos mais chegados, cujos telefones sabíamos de cor, estavam espalhados pelo mundo. Eram tempos de orelhão e de caderneta de endereços, e ninguém, em sã consciência, levava um tesouro como uma caderneta de endereços para um Réveillon al mare.

Paramos em pelo menos uma dúzia de hotéis. Os poucos que tinham quartos achavam esquisitíssimo uma moça e uma menina querendo se hospedar àquela hora, sem bagagem, e nos mandavam embora. Acabamos dormindo dentro do carro, encharcadas, famintas e desconsoladas com aquele começo de ano nada auspicioso.

Paulinho chegou quase na hora do almoço, trazendo notícias do naufrágio do Bateau Mouche. Mais tarde, quando vimos o noticiário na TV, fiquei horrorizada com o risco que havíamos corrido. E, no fim do ano, ninguém conseguiu tirar da cabeça da Bia a idéia de passar o Réveillon de 1990 de preto: ela não havia se esquecido da imagem dos mortos, todos vestidos de branco.

o O o

Ao contrário do péssimo Réveillon de 1989, o de 2013 entra para a minha história como o mais perfeito de todos que vivi no Rio. O mar estava um espelho, não choveu, os fogos quase não fizeram fumaça. A natureza caprichou, assim como o povo do foguetório, que merece nota dez.

A volta para casa, porém, continua problemática. Ao estipular que taxis e ônibus só voltariam a circular por Copacabana às 4h00, a prefeitura castigou todas as crianças, todos os velhinhos e todas as pessoas que já descobriram que têm joelho.

No trajeto entre a Avenida Atlântica e a minha casa presenciei cenas dignas de retiradas épicas: crianças virando abóboras, idosos exaustos  sentados no meio-fio, reclamações por todos os lados. A alegria da linda festa da praia se perdia a olhos vistos pelo caminho.

Em Ipanema, não havia taxi nem para remédio, e vans e ônibus passavam  lotados. A Praça General Osório, que mais uma vez virou mictório público, dava engulhos nos passantes; houve apagão na Vinícius de Moraes, problema sério numa rua em que a calçada é uma sucessão de buracos.

Outro problema: a quantidade absurda de lixo que as pessoas largam na praia e espalham pelas ruas. Quando cheguei a Copacabana, às 21h30, a praia já estava imunda, cheia de oferendas, garrafas, latas e lixo de toda a espécie. Está mais do que na hora de tentar consertar essa falta de educação generalizada.

o O o

Ninguém descreveu a virada como a Fal Vitiello de Azevedo, moça que sabe das coisas:

“Fui dormir bêbada e foi uma sensação maravilhosa e eu dormi como um coelhinho bebê que estivesse dormindo no mesmo ninho que o ursinho do comercial de amaciante, dois dos gatos da Stella Cavalcanti, um cobertorzinho felpudo e um travesseiro em formato de carneirinho. Acordei me sentindo dentro do trato digestivo de um camelo velho e rabugento que jantou guisado de coiote, mas não quero falar sobre isso, porque quando cheguei em casa Maliu tava assando bolo de uva. Entendi pra que serve bolo de uva e porque minha mãe é este ser sábio e catito.”

o O o

Está todo mundo atrás do escalpo do neurocirurgião Adão Orlando Crespo, que faltou ao plantão no Salgado Filho na noite de Natal e deixou sem atendimento a menina vítima de bala perdida.

Está certo. Quem não quer trabalhar na noite de Natal não deve fazer medicina. Faltar sem motivo a um plantão do qual dependem pacientes em estado grave é um ato criminoso.

Dito isso, é muito cômodo para o prefeito — e para o governador — ter um bode expiatório tão prático quanto um médico irresponsável. Não vi, da parte deles, nenhuma indignação pelo fato que, em primeiro lugar, não deveria ter acontecido. Como é que uma criança é atingida por uma bala perdida na porta de casa, ainda por cima numa comunidade supostamente pacificada? Cadê as investigações para descobrir de onde saiu o projétil?

(O Globo, Segundo Caderno, 3.12.2012)

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22 respostas em “Entra ano, sai ano

  1. Talvez por ter me mudado pra Serra e ir esporadicamente ao Rio, não percebia o quanto a nossa cidade está suja. Passei alguns dias em Copa e me entristeci com o cheiro da rua, misto de urina e lixo, com a quantidade de gente morando no calçadão – até sofá na areia tinha lá no Leme – com o volume de garrafas, papel e lixo em geral pelas calçadas. Que triste cartão postal 😦

  2. Garoto de 17, esperava a meia noite para retirar o “silencioso”do escapamento da moto e sair fazendo o maior barulho que pudesse. Acordava estirado na praia sentindo exatamente o descrito pela Fal! Uma vida inteira depois, prefiro a tranquilidade do meu cantinho, mesmo que isso custe a oportunidade de fotos bonitas.
    Lembro do B.M. antes do desastre. Eu jamais aceitaria sair a mar aberto “naquilo” com a minha familinha, especialmente numa noite de mau tempo. Ao tempo, espantei-me como foi possivel obterem uma licença para operar aquela coisa com passageiros fora barra. Hoje, porém, em tempos pós Costa Concórdia, fiz um reset de todas as minhas teorias.
    Um abraço, Cora, pelo Novo Ano e pela crônica do dito.

  3. Também adorei o reveillon…sem chuva, sem confusão (sempre escolho um lugar estratégico ao lado de policiais, para ver os fogos) vi os lindos fogos, muita alegria, minha casinha é perto,voltei na maior tranquilidade e foi tudo bem catito, haha, graças a Deus. E também adoro a Fal e seus drops, outra mulher valente (e sofrida) que transmuta coisas difíceis em lindos e saborosos textos. Assim como você também faz, Cora. Quanto ao medonho fim de ano do Bateau Mouche, tenho péssimas lembranças, os jornais com fotos horrorosas, aquelas pessoas estendidas no deck, sei lá, e lembro-me também do relato de uma repórter do Jb, que foi festejar seu aniversário no barco macabro (credo!)
    Mas é melhor deixar no passado, sigamos em frente que 2013 vai ser muito bacana!

  4. Vou roubar esse espacinho para colocar as minhas palavras de ano novo…aceito ajuda terapêutica…rs

    Mas, o importante é que amanhã começa o dia, a semana, o mês, o ano. O sentimentalismo cede lugar à rotina e tudo volta ao normal.
    Vão-se embora a depressão pós-natal melancólico, o fim de um ano e o começo de outro, e fechando com chave de ouro, chega ele, o implacável domingo (que não é propriamente um domingo, como se pode notar, às vezes nem os dias da semana se encaixam perfeitamente nesta época, porque logo você ou eu teríamos de nos encaixar?) e, por fim, o retorno do bendito e amaldiçoado dia-a-dia, onde, por sorte, voltamos a nos sentir partes de alguma coisa, algum lugar, nem que seja de mentirinha, já que às vezes parece que nem parte integrante da própria família é possível ser.
    Talvez ser gay seja mesmo ser errado. Não poder incluir a pessoa que você ama em sua família, em sua vida, não poder incluir, natural e taxativamente, a pessoa que você ama em lugar nenhum. Ter vergonha de ser o que se é e passar a vida se escondendo, depois se justificando e depois tentando compensar o fato de várias outras maneiras.
    Muitas das vezes ser gay é ser sozinho, solteiro, ter AIDS e não ter amor. Sim, além de sermos bichas, pederastas, maricas, boiolas, veados, xibungos, havemos de ser dramáticos. E também continuaremos a chamarmo-nos publicamente destes gentis apelidos para aflorar o humor, o que permite nos tornarmos um pouco mais digeríveis.
    Ser gay em 2013 ainda é termos vergonha dos velhos amigos, chorar porque desapontaríamos a mãe pelo fato de namorarmos uma pessoa do mesmo sexo, não sairmos às ruas ao lado do amigo que não é só um simples amigo, pois vai lá se saber o que o mundo e as pessoas que não conhecemos possam estar pensando. Aliás, o mundo e as pessoas que são alvos, inclusive, do nosso desprezo.
    É incrível, mas ainda hoje, ser gay, para muitos, é casar, quando assim for permitido, e termos de ir embora para longe, ou ficarmos na velha e pequena cidade e sermos apontados como uma aberração, uma piada, convivendo com a falsa aceitação, recheada do burburinho da fofoca, dos cochichos maledicentes.
    Certa vez, uma amiga que era uma pessoa admirável, a amiga maternal, disse que adorava os seus amigos gays, que não tinha preconceito nenhum: “onde já se viu, considerar como parte integrante do caráter, os atos tomados debaixo dos lençóis”. Os enrustidos que participam de uma conversa análoga a essa, conversa que não haveria caso fossem assumidos, se sentem bem, afinal, são feitos tantos esforços, entornados vida afora, para sermos gays, que seria imperdoável um ser maternal dizer que odiava os homo sexualis sapiens. Mas, numa cena dramática digna de novela ruim (com o perdão do pleonasmo), cumpriu-lhe, em tempo, a salvaguarda: mas se fosse um dos meus filhos, eu não aceitaria não. Como nota, cito que ela tem três filhos, desde então, rezo um pouco para que um deles seja gay também.
    Os meus esforços para me tornar gay, que datam desde os meus tenros seis ou sete anos, ou melhor, desde que me conheço por gente, são indizíveis. Digo isso em função da conclamada opção sexual. Eu teria, nesta ordem de pensamento, optado por ser gay em meados de 1989, quando ganhei, em meio aos presentes surpresas do Papai Noel, uma linda e loura boneca Barbie em vez do caminhãozinho de plástico. Dali em diante, juntei esforços para quebrar a munheca, rebolar, vestir-me escondido com as roupas da minha irmã, diga-se de passagem, seus maiôs eram encantadores (mais de humor na esperança de que eu seja aceito um pouco mais).
    Tenho comigo que dotadas de maior coerência são as alegações de que ser gay é uma doença, já que eu não optei por nada e doença ao menos não se trata de uma opção. Talvez, sim, eu tenha optado por não quebrar a munheca, não rebolar e não me vestir de mulher, mas não escolhi amar e querer viver ao lado de outro homem.
    Em tempo, desmunhecar, rebolar e me vestir de mulher são coisas que virilmente digo que nunca fiz, já que minha doença, digo, minha opção, ou melhor, meu talento natural para ser gay, não navega pelos desvios da identificação de gênero.
    A propósito, é alarmante esses homens estranhos que querem colocar peito de silicone, usar saias e depois cantar aos quatro ventos que são mulheres encarnadas em corpos masculinos. O que dizer então das mulheres que rezam de joelho pedindo a deus para verem em seus rostos macios o nascimento de barba…isso não seria uma doença degenerativa contagiosa e passível de configurar calamidade pública? Senhores deputados, onde estão os senhores que não percebem tamanho perigo.
    Sim, eu sou um gay. O que me resta é perseguir os anões? Alguém aí conhece um anão, não assumido ou declarado, para eu tomar conhecimento de quem é que ele vai, por sua vez, perseguir? E qual preconceito sofrem os louros, altos, heterossexuais, pais de família, ricos e inteligentes? Ah, com sorte, para a alegria dos que não se enquadram nestas celestiais características, eles devem sofrer de micropenia, dispensado, neste caso, o sofrimento oriundo de qualquer perseguição.
    Sou gay e em muito tempo da minha vida me coloquei como vítima de algo. Meu algoz é um vilão que eu nem sei ao certo se existe em algum lugar que não na minha mente. Está aí uma meta para esse ano que mal saiu do forno, deixar de ser vítima, abrir a porta desse armário sufocante e sem coração. Quem estará me esperando do lado de fora? Talvez eu possa contar ainda esse ano.
    Retornando ao assunto que me trouxe até aqui, todo esse desabafo vem da forma como recebi 2013. Sozinho longe da pessoa que mais amo. A decisão de passarmos longe um do outro havia se revestido de mais pura casualidade, incapaz de gerar qualquer consequência, mas rendeu uma lavação de roupa suja digna dos casos que terminam em tragédia, uma vez que parte desse texto seria a mensagem de despedida de uma bicha passional inconformada suicida e, como dito antes, dramática. Sujeito-me, inclusive a ser, por mim mesmo, debochadamente chamado de bicha, que deve ser qualquer aborígene ou espécie humana que antecedeu os magnânimos humanos preconceituosos.
    No entando, tudo restou bem. Amanhã, em meio à rotina, haverá tempo para reconciliação, o ano é longo e recomeça a todo instante.

    • Eita ferro, Reginaldo! Com raras excessões, esse mundo é dos gays! Em que mundo você vive, homem de Deus?!
      Como dizia a minha avó, onde você se senta, não é da conta de ninguém!
      A única coisa triste pra mim, é que tem um monte de homem maravilhoso que ao invés de olhar pra mim, olha pra você! 😦

        • Sei lá quem foi que disse, mas que alguém falou, falou: “que o mundo começou sem o homem e que terminaria sem ele”. Pelo que se viu com o quase furado calendário Maia, os “finalmentes” está mais próximo do que se poderia pensar.

        • Liga não, o corretor ortographico do IPhone é ruim de Português!
          😀
          Ser gay em país latino é chato. Eu iria pra NY.
          ******************
          Lindo texto, Cora. Muito comovente.
          Eu adorava quando a Praia de Copacabana ficava tomada pelas oferendas- já faz tempo! Mas, sempre acho o espetáculo das milhões de pessoas vestidas de branco, reunidas, em paz, belíssimo

    • Pois é, Reginaldo, como fui criada tendo muitos amigos gays e nenhum preconceito, nunca pensei que a barra pesasse tanto pro lado de vocês. Tenho amigos gays bem sucedidos, profissionais respeitados, mas mesmo assim, sujeitos aos preconceitos e tendo muitas vezes que fingir ser o que não são. Temos essa impressão que Zona Sul do Rio de Janeiro é avançada, sem preconceitos, mas infelizmente não é assim que a banda toca. Acho que serão necessárias muitas gerações pra que essa situação se resolva. Lamentável!
      Desejo a você um feliz 2013, que a vida lhe sorria mais!

  5. No ano passado ( 2011 ) fomos a Jerusalem, Medjugorge e arredores.
    Fizemos amizade com um casal que mora na av.Atlantica entre a Santa Clara e a Constante Ramos e passamos um noite de reveillon extraordinária.
    Na volta, chovia muito e muito e foi um transtorno, voltamos a pé até ipanema e pegamos um taxi desgarrado na praça General Osório que nos cobrou módicos R$ 10,00 por pessoa.
    O projeto inicial era pegar o metrô, mas havia uma fila que ia da Figueiredo Magalhães até a entrada do Túnel Velho. Isso no inicio de 2012.
    Neste ano, graças a Deus, fomos convidados de novo, mas o patrocinador da festa nos arrumou uma vaga na garagem do prédio da filha que mora na Pompeu Loureiro.
    Foi a salvação da lavoura, pegamos o carro tranquilamente e voltamos para casa muito bem. Estes governantes de m* pensam que estão em Paris, onde milhares de pessoas em um frio medonho ficam assistinho a nada lá no Arco do Triunfo e depois saem à vontade para pegar os metrôs e carros e taxis.
    Aqui nada disso existe, e quando existe é caríssimo. Só tem gente querendo se dar bem !
    Tinha um taxi no corte do cantagalo gritando: “Estou indo para São Conrado ! R$ 100,00 por pessoa !” ( e já tinha passageiro no carro )

  6. Amei a sua crônica, aliás como sempre.
    Tocou em todos os pontos nevrálgicos dessa
    Maravilhosa Cidade sem timoneiros que se
    presem. Realmente, o médico foi bode
    expiatório para os dois ineptos.
    Moro no Posto 6 , de frente para o mar e tenho à minha frente uma das mais belas
    paisagens do mundo . Vista do alto…
    De baixo,moro em uma cloaca : que cheiro
    nauseabundo, que nojeira e imundície .
    Como os dois ineptos não tomam nenhuma
    providência, porque não fazer renascer
    aquela gracinha de campanha do Sugismundo? O povo precisa aprender a ter parâmetros
    de civilidade. Acho, que ainda temos tempo…

  7. Que história! Eu teria pesadelos até hoje, pensando no Bateau Mouche naufragando perto de mim enquanto eu estava por perto, sem noção de nada.

    Eu não conhecia a palavra ‘catito’! Adorei. Eu também sou uma criatura catita! 😉

  8. Duas observações:
    1) oferenda não é lixo e resíduos sólidos não são lixo
    2) Muito cômodo culpar um médico quando falta TUDO nos hospitais! Por que não se investiga para onde vai o dinheiro? E o chefe de equipe e a direção do hospital que não transferiram a garota para uma unidade com cirurgião? Neste caso, eles, que sabiam da falta do médico, são os responsáveis.

    • Não obstante a responsabilidade de governantes e diretores da unidade hospitalar, assim como a absoluta necessidade de outros medicos no plantão, a falta do Neuro cirurgião assumida pelo próprio como “atitude de rebeldia contra a escala proposta”, não deve ser descartada como culposa.
      Ah! E oferendas e resíduos sólidos jogados nas ruas e areias são lixo, sim…

      • Assino embaixo Marcia Valente, se me permitir.
        Quer ter final de semana, feriado, celular mudo e feriadões? Esqueça a Medicina, Enfermagem e tudo que envolve Hospital.
        As pessoas possuem algo chamado livre arbítrio e existe para ser usado. Não aceito que esse profissional (incluo aí o chefe dele e a Direção) não tenha ouvido de todos os seus Professores que para Médicos não há dia, noite, mulher, filhos… feriados.
        E Cora, muito bem escrito, “Não vi, da parte deles, nenhuma indignação pelo fato que, em primeiro lugar, não deveria ter acontecido.”

Diga lá!

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