Feliz Ano Novo!

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Como todo mundo, eu também tenho recebido os mais diversos votos de Natal e Ano Novo: saúde, felicidade, amor, dinheiro, paz, realizações, sucesso, luz…  Também tenho feito os desejos mais variados para os amigos.

E, no meio dessa troca de gentilezas, me dei conta de que a única coisa que precisamos de fato nos desejar mutuamente é felicidade.

Felicidade é um estado de espírito que pressupõe um mínimo de equilíbrio em todas as outras áreas. Talvez não seja impossível, mas certamente é muito difícil, ser feliz sem um mínimo de saúde, dinheiro, paz, amor, realização profissional.

Assim, aproveito o último doodle de 2012 — cheio de referências aos vários doodles que foram ao ar durante o ano — para desejar a todos um 2013 MUITO FELIZ…

PS — A sequencia foi muito bonitinha:

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24 respostas em “Feliz Ano Novo!

  1. Para você Cora, um feliz 2013. Estou lendo uma das indicações de sua lista de livros: Matisse. Por enquanto o que posso dizer é que é, e sempre foi, muito doido este negócio da arte.

  2. “…Que tudo se realize, no ano que vai nascer (já nasceu)…Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender!”FELIZ 2013!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  3. Eu vou discordar um pouquinho de voce. Prefiro desejar a todos do Blog, as suas familias, sejam elas bipedes ou formadas porgatos, cachorros, passaros ou peixes, ou qq outro tipo de animal, muiiiiiiiiiiiiiiita Saude e Felicidade! Bjs especiais aos membros da Famiglia Gatto.

    • O Elefante, de Drummond, por Paulo Autran: http://bit.ly/YKIT1R

      Fabrico um elefante
      de meus poucos recursos.
      Um tanto de madeira
      tirado a velhos móveis
      talvez lhe dê apoio.
      E o encho de algodão,
      de paina, de doçura.
      A cola vai fixar
      suas orelhas pensas.
      A tromba se enovela,
      é a parte mais feliz
      de sua arquitetura.
      Mas há também as presas,
      dessa matéria pura
      que não sei figurar.
      Tão alva essa riqueza
      a espojar-se nos circos
      sem perda ou corrupção.
      E há por fim os olhos,
      onde se deposita
      a parte do elefante
      mais fluida e permanente,
      alheia a toda fraude.
      Eis o meu pobre elefante
      pronto para sair
      à procura de amigos
      num mundo enfastiado
      que já não crê em bichos
      e duvida das coisas.
      Ei-lo, massa imponente
      e frágil, que se abana
      e move lentamente
      a pele costurada
      onde há flores de pano
      e nuvens, alusões
      a um mundo mais poético
      onde o amor reagrupa
      as formas naturais.
      Vai o meu elefante
      pela rua povoada,
      mas não o querem ver
      nem mesmo para rir
      da cauda que ameaça
      deixá-lo ir sozinho.
      É todo graça, embora
      as pernas não ajudem
      e seu ventre balofo
      se arrisque a desabar
      ao mais leve empurrão.
      Mostra com elegância
      sua mínima vida,
      e não há cidade
      alma que se disponha
      a recolher em si
      desse corpo sensível
      a fugitiva imagem,
      o passo desastrado
      mas faminto e tocante.
      Mas faminto de seres
      e situações patéticas,
      de encontros ao luar
      no mais profundo oceano,
      sob a raiz das árvores
      ou no seio das conchas,
      de luzes que não cegam
      e brilham através
      dos troncos mais espessos.
      Esse passo que vai
      sem esmagar as plantas
      no campo de batalha,
      à procura de sítios,
      segredos, episódios
      não contados em livro,
      de que apenas o vento,
      as folhas, a formiga
      reconhecem o talhe,
      mas que os homens ignoram,
      pois só ousam mostrar-se
      sob a paz das cortinas
      à pálpebra cerrada.
      E já tarde da noite
      volta meu elefante,
      mas volta fatigado,
      as patas vacilantes
      se desmancham no pó.
      Ele não encontrou
      o de que carecia,
      o de que carecemos,
      eu e meu elefante,
      em que amo disfarçar-me.
      Exausto de pesquisa,
      caiu-lhe o vasto engenho
      como simples papel.
      A cola se dissolve
      e todo o seu conteúdo
      de perdão, de carícia,
      de pluma, de algodão,
      jorra sobre o tapete,
      qual mito desmontado.
      Amanhã recomeço.

      (Carlos Drummond de Andrade, O Elefante, em A Rosa do Povo)

  4. Fim do ano passado respondi no tweeter q a melhor coisa do ano foi descobrir este blog aqui. A resposta foi muito verdadeira. Obrigado Cora, por fazer minha vida mais feliz. Que receba em 2013 ainda mais carinho de seus fãs e tenha seu belíssimo trabalho sempre o reconhecimento que merece.

  5. Como disse no Flickr: vivam intensamente cada momento de suas vidas. Na minha opinião, a única coisa terminantemente proibida é fazer mal a alguém.
    Desejo que todos divirtam-se muito em 2013 e que não se esqueçam, na medida do possível, de ajudar aos mais necessitados. Vamos colaborar para um mundo melhor. Só depende de nós.
    Feliz Ano Novo!

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