O mundo no escuro

Rio de Janeiro 22° 58’ 38’’ S 2011-06-04 lst 15:08

 

O fotógrafo Thierry Cohen propõe uma nova visão das cidades: como ficariam elas sem luz? Para isso, juntou fotos de paisagens urbanas com o céu estrelado fotografado na mesma latitude.

A série completa está AQUI.

Anúncios

12 respostas em “O mundo no escuro

  1. Excelentes e oportunas imagens, Cora. Podem sugerir alguma noção do que o homem perde – ambiental e economicamente – ao poluir sem pudor os céus das cidades. O que nos impede de contemplar o céu noturno é a ausência de contraste entre o brilho dos astros e o fundo escuro do espaço, já que as inúmeras partículas em suspensão na atmosfera refratam a luz lançada indevidamente para cima por luminárias inadequadas. Mas o problema pode ser bastante atenuado pela substituição destas luminárias ditas ineficientes por luminárias do tipo cut-off que dirigem o facho luminoso exclusivamente para baixo, cortando os excessos dirigidos para o alto.

  2. Só de pensar que existe uma geração de pessoas que NUNCA viram a Via-Láctea no céu…

    As cidades e a civilização moderna apagaram as estrelas, com a Poluição Luminosa.

    Em 1994, depois que o Northridge terremoto causou um black-out em Los Angeles, as linhas de emergência receberam numerosas assustadas chamadas relatando “uma estranha nuvem prateada no céu”. O que viam — pela primeira vez — era a Via Láctea
    Ed Krupp, diretor do Griffith Observatory em Los Angeles, relatou que muitos dos que ligaram não podiam acreditar que o que estavam vendo, quando faltou energia, era na realidade a aparência normal e não-poluída do céu noturno. Completando: “já que muitos nunca viram um céu noturno não-poluído, criou-se uma mitologia do quê se imagina que seja a verdadeira aparência de um céu estrelado”.

    Para mim, o progressivo e insidioso apagamento do céu estrelado vem privando a Humanidade daquele sentimento de maravilhamento com o Universo, uma transcendência — filosófica, tecnológica e científica — que vem sendo substituída pelo que considero um pedestre ‘Xamanismo Tecnológico’, cercados de inúmeros gadgets digitais apenas ‘mágicos’ (como disse Arthur C. Clarke: “toda tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da mágica”). Acompanhar o movimento das estrelas e entender a mecânica dos dias, meses, estações e anos elevava o Ser Humano, tanto ao maravilhar-se com tais fenômenos, quanto com entendê-los. Desde o CD (o primeiro formato de Mídia Digital), a codificação digital tornou tudo demasiadamente ‘esotérico’ e ninguém mais procura entender como tais coisas funcionam.

    Perdemos todos

  3. “Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
    Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
    Que, para ouvi-las muita vez desperto
    E abro as janelas, pálido de espanto..” (O.Bilac)

    Eis a .nossa chance!
    Boa Sorte, Nac♥

Diga lá!

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s