Paulo Rónai, o tradutor fiel

Por Guilherme Freitas

Reedições de livros de ensaios e da monumental versão brasileira de ‘A comédia humana’, de Balzac, coordenada por ele, recuperam o trabalho do intelectual húngaro que revolucionou a tradução no país

Quando Rónai Pál chegou ao Brasil, em março de 1941, uma de suas primeiras atitudes foi traduzir o próprio nome. Nascido em Budapeste, em 1907, ele era conhecido na vida literária húngara como tradutor e professor (de latim, francês, italiano, espanhol e português) quando eclodiu a Segunda

Guerra Mundial. A primeira coletânea de poesia brasileira em húngaro, organizada por ele, saiu três dias antes da invasão nazista da Polônia. Em 1940, passou seis meses em um campo de trabalhos forçados, de onde saiu graças a um visto especial concedido pelo governo brasileiro por sua contribuição à difusão da cultura nacional. Mais do que prova de gratidão ou tentativa de adaptação ao novo país, a mudança de nome foi o gesto simbólico de um intelectual para quem a tradução teve importância vital.

Nas décadas seguintes, Paulo Rónai se firmou como um nome de relevo da vida literária nacional (num poeminha em sua homenagem, Drummond o saúda como um mestre que “aprendeu a ser brasileiro”). As centenas de traduções que fez e orientou, assim como os artigos e livros que publicou sobre o tema, elevaram a um novo patamar a concepção que se tinha no país sobre o ofício. A importância e a atualidade de seu trabalho são comprovadas com a reedição de duas de suas principais obras, há muito esgotadas, “A tradução vivida” e “Escola de tradutores” (ambas pela José Olympio), e de seu projeto mais ambicioso, a versão brasileira em 17 volumes do ciclo “A comédia humana”, de Balzac, que ele coordenou. Os quatro primeiros volumes acabam de ser relançados pela Editora Globo, junto com um livro de ensaios de Rónai sobre Balzac.

Em 2013, voltam às livrarias mais dois volumes de crônicas, “Pois é” (José Olympio) e “Como aprendi o português e outras aventuras” (Casa da Palavra), além dos dez títulos da coleção “Mar de histórias” (Nova Fronteira), compilação de contos universais que formou gerações de leitores, organizada com Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira. Enquanto isso, os herdeiros do tradutor ainda buscam parceiros para viabilizar a preservação dos arquivos de Rónai, que guardam textos inéditos, mantidos no sítio da família em Friburgo desde sua morte, em 1992.

Para Rónai, tradutor não é “traidor”

Rónai costumava definir o tradutor como um “modesto intermediário de mensagens alheias”. Lição que o poeta e tradutor Ivo Barroso aprendeu quando colaborou com ele numa coleção de vencedores do Nobel publicada pela Editora Delta nos anos 1960. Rónai distribuiu os volumes entre nomes consagrados (Drummond, Bandeira, Rachel de Queiroz, Cecilia Meireles) e deu ao novato uma prova de fogo: um romance do francês Romain Rolland escrito em prosa poética rimada e cheio de termos técnicos de carpintaria. Cumprida a tarefa, Barroso, hoje um reconhecido especialista em poesia francesa, avalia que Rónai ajudou a trazer “senso de responsabilidade para os tradutores brasileiros”:

— Ele dizia que o tradutor era o autor do livro em português. Sem ele, o leitor brasileiro não teria acesso à obra. Por isso, a tradução não podia ser vista como um sublivro — diz Barroso, que assinala a influência dessa mudança de mentalidade no mercado editorial. — Aumentou entre os editores a consciência de que não se podia ser leviano com a tradução. E aos tradutores ficou claro que precisavam conhecer e valorizar seu trabalho — conclui ele, alertando que alguns problemas antigos do mercado brasileiro, como o plágio de traduções, persistem.

Rónai defendia o valor do ofício em livros como a reunião de ensaios “Escola de tradutores” e “A tradução vivida”, fruto de uma série de palestras realizadas em 1975. Numa delas, desdenha da expressão “tradutor, traidor”, geralmente usada para afirmar que algo sempre se perde na transposição de um texto para outro idioma. E diz que o fato de toda tradução ter limites, longe de inviabilizar a atividade, é justamente o que a aproxima da arte: “O objetivo de toda arte não é algo impossível? O poeta exprime (ou quer exprimir) o inexprimível, o pintor reproduz o irreproduzível, o estatuário fixa o infixável. Não é surpreendente, pois, que o tradutor se empenhe em traduzir o intraduzível”, escreve.

Um dos principais tradutores de língua inglesa do país, Paulo Henriques Britto lançou recentemente o livro “A tradução literária” (Civilização Brasileira), no qual reconhece a influência de Rónai. Poeta e professor da PUC-Rio, ele diz que o autor de “Pois é” foi pioneiro no combate a estereótipos que ainda hoje desvalorizam a atividade do tradutor, como a ideia de que ela se limita a “saber que nomes têm as coisas num idioma estrangeiro”. Britto destaca que Rónai construiu um corpo de reflexão sobre o tema muito antes de a tradução começar a ser estudada nas universidades, nos anos 1970.

— Hoje há um descolamento entre a postura de alguns teóricos e a prática dos tradutores. Nos livros de Rónai, o pensamento sobre a tradução está sempre colado à prática. Por isso eles continuam importantes — diz Britto, que destaca como ponto alto dessa prática a edição brasileira de “A comédia humana”.

Versão de Balzac é considerada a melhor do mundo

Rónai começou a trabalhar no que definiu como “Operação Balzac” em 1947, por encomenda da antiga editora Globo de Porto Alegre. Os 89 romances sobre a vida francesa (incluindo algumas das obras mais conhecidas de Balzac, como “A mulher de trinta anos”, “Ilusões perdidas” e “O coronel Chabert”) foram confiados a 20 tradutores e publicados ao longo dos 15 anos seguintes em 17 volumes. Rónai orientou, revisou e prefaciou cada um dos romances, além de redigir 12 mil notas de rodapé. A nova edição traz ainda o volume “Balzac e ‘A comédia humana’”, com os principais textos de Rónai sobre o autor francês — num dos mais curiosos, analisa a relação do escritor com o Brasil e descobre um personagem brasileiro no ciclo.

 

A pesquisadora Zsuzsanna Spiry, autora de uma dissertação de mestrado sobre Rónai defendida na USP em 2009, lembra que a edição brasileira de “A comédia humana” é considerada a melhor já publicada fora da França e é exibida com destaque na Maison de Balzac, em Paris (“Com as notas, ele consegue localizar o leitor brasileiro no universo de Balzac”, diz). Trabalhando numa tese de doutorado, também na USP, que procura delimitar uma teoria da tradução na obra de Rónai, Zsuzsanna atribui a solidez do seu trabalho à importância dada à tradução nas escolas e na cultura húngara: 

— Os grandes escritores húngaros sempre traduziram muito. A classe literária do país tomou para si a tarefa de verter os clássicos universais, talvez para romper o isolamento imposto pela complexidade do idioma. Por isso, a tradução era vista na Hungria como uma atividade nobre, parte essencial da vida literária. Mostrar aos brasileiros esse contraste foi uma das grandes contribuições de Rónai para a cultura do país.

Boa parte da pesquisa de Zsuzsanna é feita nos arquivos do tradutor, mantidos no sítio “Pois é”, em Friburgo, pela viúva, a arquiteta Nora Rónai, e as duas filhas do casal, a professora de música da Unirio Laura Rónai e a jornalista Cora Rónai. O acervo reúne sua vasta biblioteca, textos nunca publicados em livro, como palestras e artigos, e sua correspondência completa, com cópias de todas as cartas que trocava com amigos como Guimarães Rosa, Drummond e Aurélio Buarque, entre muitos outros.

O arquivo está aberto a pesquisadores, mas o sítio fica fechado boa parte do tempo, prejudicando a preservação dos papéis. Para Laura, devido à dimensão e à importância do material e às dificuldades de manutenção, o acervo seria mais bem administrado por uma instituição. Após a morte de Rónai, conta ela, universidades americanas se interessaram em adquirir o arquivo, mas a família rejeitou ofertas por preferir que ele fique no Brasil. Nenhum órgão público ou privado, porém, se interessou pelo projeto.

— Esses arquivos são valiosos porque mostram que ele era um pensador que tinha curiosidade por tudo, o que se reflete no trabalho dele como tradutor — diz Laura. — Ele sempre dizia que traduzir é tentar entender o outro.

(O Globo, Prosa, 22.12.2012)

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20 respostas em “Paulo Rónai, o tradutor fiel

  1. Oi Cora: Lindo post, coincidentemente estou lendo Os Meninos da Rua Paulo para/com meu filho. Fora do tópico, qual câmera você usa no momento. Da última vez em que te imitei fui feliz. Abs

  2. Parabéns Cora!
    Diz o ditado popular “o fruto não cai longe da árvore” é isso ….. Paulo ….Cora.
    Beijos querida.

  3. No site Estante Virtual, encontram-se, entre muitas outras, as seguintes obras de Paulo Rónai:
    A Tradução Vivida; Escola de Tradutores; Pois É; Os meninos da rua Paulo (de Ferenc Molnar).

  4. Cora, um dos livros que mais marcou minha infância foi Os Meninos da Rua Paulo, que li por volta dos 10/11 anos, e que tinha tradução de seu pai. Depois, já adulta, me encantei por Balzac – Eugenia Grandet, Pai Goriot, As Ilusões Perdidas. Mas havia perdido o timing (ou talvez não tivesse dinheiro suficiente à época) e nunca consegui completar a coleção do Balzac da Ed Globo. E há tempos procuro o livro Como Aprendi Português e outras aventuras. Portanto, essa crônica foi meu presente de Natal. E um feliz pra você, dona Nora e familia.

  5. Não li, mas li ‘sobre’ o trabalho monumental de Paulo Rónai ao coordenar a tradução da Comédia Humana de Balzac: suas inúmeras notas de pé de página constituem verdadeira obra paralela. Aquelas letras miúdas são como entrelinhas de contratos que pouca gente lê e não se dá conta que ali pode haver questões de vida ou morte. Sem a nota de pé de página, como entender uma narrativa de outro tempo e lugar e, principalmente, língua? Como diabo traduzir um inteligentíssimo jogo de palavras? Haja nota. Quando a Morticia Addams ouviu falar dos irmãos Grimm, suspirou ‘Que lindo nome!…’. Grim em Inglês é, entre outras coisas, algo como sinistro e sinistro no Português da galera é outra coisa, como também galera não é necessariamente aquela que flutua, etc, e tome nota.

    O nome e o som das coisas é um perigo. Fui um moleque parrudo mas nerd (sem nota de pé de página, por favor) de carteirinha, daqueles que sabem as capitais de todos os países e onde mais ou menos eles ficam no mapa. Eu folheava (browseava, entende?) a coleção O Mundo Pitoresco e, volta e meia, aparecia foto de famílias camponesas de algum lugar do mundo ‘em trajes domingueiros’, aí eu me espantava: por que será que as pessoas têm mania de se vestir com roupas típicas da República Dominicana? Não havia nota para explicar o dilema! Juro que é verdade e a ofereço como prova cabal de que palavras podem ter seríssimos efeitos colaterias pelo menos em nerds literais como eu. E música? Gilbert Bécaud faturava o planeta com ‘Et Maintenant’ quando uma priminha definiu: mas isso é aquela valsa de Brahms! Naquele tempo.

    Para completar esses kilobytes às custas de nosso Paulo, não dá para fechar 2012 sem esculhambar com um dos piores nomes de coisas de todos os tempos, ‘atom smasher’, literalmente ‘estilhaçador de átomos’, gigantesca engenhoca que faz prótons colidir a velocidades próximas da da luz e daí revelar a existência de ‘partículas elementares’. O Grande Colisor perto de Genebra desvendou para a humanidade o ansiosamente esperado segredo do bóson de Higgs. Tão simples quanto esmigalhar copos e obter farelo de vidro, certo? Errado! O bóson de Higgs é cento e tantas vezes mais pesado que o próton, não é absolutamente pedacinho de próton coisíssima nenhuma. A verdade é que a energia da colisão é tão enorme que se transforma em massa !!! E = Mc², entendeu, ó cavalgadura? Só mesmo gringos muito do pérfidos para inventar uma máquina que ‘cria’ matéria e denominá-la de ‘estilhaçador’ da dita cuja. Sim, os prótons são estilhaçados em quarks, mas ninguém está interessado em debris, será que essa nota ao pé de 2012 conseguiu penetrar seu crânio espesso, sua besta quadrada?

    Paulo Rónai teve a sorte de escapar de meu abuso. Já a pobre da Cora…

  6. Fico a imaginar (olha só, eu escrevendo sem gerúndio!) o quanto seu Pai foi sábio e, sobretudo, inteligente. Penso ser a coisa mais difícil do mundo tentar transmitir todas as ações e emoções noutra língua, que não a língua pátria. Salve professor Rónai, verdadeiro herói do vernáculo português e brasileiro. Parabéns à Dona Nora e filhas Cora e Laura, pois elas têm a quem puxar… Se tem! Abraços a todas, com votos de feliz Natal.

  7. Não sou do meio literário mas gostei de conhecer um pouco mais da interessante história de Paulo Rónai e me leva a entender as razões de seu nome ser tão respeitado. A família tem todas as razões para ter muito orgulho de suas origens.

    À Cora, Laura, D. Nora, e os frequentadores deste blog os meus sinceros votos de um Feliz Natal e um 2013 com muita paz, saúde e bons acontecimentos.

  8. Tudo já foi dito acima. Há acrescentar: Que sábio foi o seu pai!
    — Ele dizia que o tradutor era o autor do livro em português. Sem ele, o leitor brasileiro não teria acesso à obra. Por isso, a tradução não podia ser vista como um sublivro — diz Barroso
    (…)

    Há livros que crescem com o cuidadoso zêlo do tradutor. Ficam tão bons ou melhores que os originais. Grata pela postagem.
    Boa sorte, Norma

  9. Fiz um programinha que pesca palavras da língua portuguesa por categoria gramatical. Usei o NOVO DICCIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA de Cândido de Figueiredo, de 1913, quando Paulo Rónai tinha seis aninhos.

    Que esta lista completa de interjeições, na orthographia original, sirva de exemplo perdante as balbúcies que a choldra ignóbil descome na internet:

    Abafa! Abém! Abrenúncio! Abur! Afasta! Ah! Aicuna! Aitona! Aiua! Aiuê! Ala! Ala-e-larga! Alale! Alhora! Allom! Alom! Alto! Aluvai! Apre! Aqui-del-rei! Araan! Araiané! Arreda! Asta! Avè! Avonda! Axi! Àgóra! Á! Ápage! Babau! Bere-bere! Bilró! Bôa-geira! Bóca! Bonda! Boque! Bum! Bumba! Buz! Cachapuz! Cachicha! Calte! Caluda! Canté! Cantés! Canteu! Caramba! Cáspitè! Catatraz! Cativa! Catixa! Catrâmbias! Cebolório! Cenórias! Chapéu! Chesmininés! Chiça! Chitão! Chite! Chitom! Chiton! Chote! Chuta! Cisque! Concho! Corricho! Corruche! Crac! Craque! Cruzes! Cuca! Çape! Çoba! E-bem! Eia! Eiça! Eiramá! Eixe! Ena! Epuxa! Esborbulha! Esburga! Esternóco-te! Eta-mundo! Eugè! Evoé! Éte! Fó! Fu! Garré! Gentes! Guai! Guri-guri! Heim! Hein! Hem! Hepe! Heureca! Hou-de-lá! Houlá! Hum! Hurra! Ia! Ih! Irra! Irrório! Ixe! Írribus! Jesu! Jesus! Jurami! Leva-arriba! Moita! Moita-carrasco! Oé! Oh! Oigalé! Olaré! Olé! Ora-sus! Ota! Ouche! Oxalá! Oxamala! Pá! Pàramentes! Pardêos! Pardês! Pardicas! Pasca! Passa-fóra! Patatrás! Perpol! Péu! Pila-pila! Pilinha-pilinha! Pilocas! Poh! Puf! Pum! Pumba! Quanté! Quantés! Quanteu! Querruxe! Quó-quó! Rètroceto! Réu-réu! Ruda! Rude! Ruh! Ruma! Ruxaxá! Ruxoxó! Safa! Safa-cabos! Salvè! Sape! Sôco! Súrria! Sus! Susque-dono! T’arrenego! Tá! Tá-tá! Tate! Teité! Tíbi! Tibungo! Tó! Tó-carocha! Tó-carocho! Tó-rôla! Tóma! Trape! Traz! Trupe! Truz! Tum! Tumba! Tumba-catatumba! Tuta! Ufá! Uga! Ui! Uxte! Vá-de-viró! Vequiá! Víctor-sério! Víspere! Vito! Vito-sério! Viva! Vôte! Xetá! Xô! Xô-Xô! Xote! Zás! Zás-catrás! Zás-trás! Zirra-zirra! Zumba! Zupa! Zurre!

    Vou porque vou comprar Como Aprendi o Português e Outras Aventuras.

    Com Paulo Rónai, também não perdi o meu Latim: Concordia parvae res crescunt, discordia maximae dilabuntur (pela concórdia as pequenas coisas crescem, pela discórdia a maiores desabam).

    Para o Paulo fazer umas piruetas em seu repouso, ouso cometer:

    http://www.literal.eng.br/siscrev/index.php

    Eugè! Oigalé! Olaré! Feliz Natal! Feliz MMXIII !

  10. Cora, já fizeram contato com a Casa de Rui Barbosa ou o Instituto Moreira Salles?
    Eles preservam acervos de escritores.

  11. “Mar de Histórias”?!? Eu ficava aguardando ansiosamente o meu pai subir para Teresópolis com a mala de livros semanal- os outros pais traziam brinquedos rs- para ver se tinha um novo volume da coleção! “A menina gosta de contos” afirmava, categórica, minha mãe.
    Vou recomprar todos!

    Tomara que alguma Instituição se interesse pelos arquivos de seu pai e, principalmente, em se interessando, consiga mantê-los e fazer bom uso deles, para as gerações futuras.

  12. Adorei o Prosa de ontem!
    Bacana a explicação sobre a tradição de traduzir na escola húngara como forma de romper o isolamento imposto pelo idioma…
    Complexo e instigante conhecer o caminho percorrido pelas sementes que vieram a dar exatamente numa Cora e Laura assim.
    E vocês parecem muito jovens quando se olha o tamanho e o berço da história dos seus pais. Tão longe e tão perto.
    As fotos são ótimas!! Quem fez?

Diga lá!

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