As preciosas ridículas

O catálogo da Roberto Simões, que traz um bonito tigre na capa, chamou  minha atenção. Gosto da Roberto Simões, que tem ótimas coisas de casa, e abri o folheto com o maior interesse. Logo na primeira página vi uma fruteira em “vetro italiano”, assim mesmo, entre aspas. O que seria aquilo? Uma nova espécie de vidro inventada na Itália? Googlei. Não encontrei nada. “Vetro” é vidro, “italiano” é natural da Itália.

Voltei ao catálogo. Pois não é que ao lado da fruteira em “vetro italiano” havia um centro de mesa em “glass”, de novo entre aspas? Isso nem precisei googlar. “Glass” é glass: vidro. Logo percebi que a Roberto Simões não vende mais vidro. Tudo o que tem cara de vidro, jeito de vidro e consistência de vidro responde agora por “glass” ou “vetro italiano”.

Pelo visto, o problema não é com o material, abundante entre as mercadorias da casa; o problema é com a palavra. Pois eu só queria saber o que há de errado com a linda e sonora palavra vidro. Ou “vidro”, para seguir o padrão do catálogo. Será que a Roberto Simões imagina que vou achar mais elegante uma garrafa de geladeira em “glass”? Ou acha que vou pagar mais por uma taça de “vetro italiano” do que pagaria por uma taça de vidro? Lamento, Roberto Simões, mas a resposta é “no”.

Para dizer a verdade, acho uma das atitudes mais cafonas e ridículas a substituição das nossas belas palavras em português — uma das línguas mais bonitas do mundo — por similares importadas.

Sou contra a idéia maluca de legislar sobre a língua que volta e meia sai da cabeça de alguns dos nossos parlamentares, mas entendo o que lhes vai pela alma. É mesmo de amargar andar por uma rua brasileirinha e ver todos os cartazes dos estabelecimentos em inglês. É o fim da picada ir ao shopping, quando desde sempre tivemos centros comerciais. Dá vergonha alheia ver os nomes com que as imobiliárias batizam os seus empreendimentos — para não falar nos nomes com que os pais batizam os filhos, mas isso já é outra enfermaria.

As línguas mudam, rejeitam algumas palavras, inventam ou importam outras. Novas tecnologias trazem consigo vocabulários inteiros. Este é um processo natural, e assim deve ser; caso contrário, estaríamos falando latim até hoje. Mas bom senso e elegância nunca fizeram mal a ninguém. O que há de melhor ou de mais refinado em “glass” ou em “vetro italiano”? O que há de tão pretensamente luxuoso em “Village Mall”? Ou nas “stores” e “sales” e “weeks” que nos agridem o tempo todo?

Nosso português é uma língua rica, à qual não faltam palavras. Não fica nada a dever a quaisquer outros idiomas. Supor que os nomes estrangeiros são mais chiques dos que os nossos é ser muito, mas muito brega; estampá-los por aí a torto e a direito é dar ao mundo uma demonstração ao vivo do pior complexo de viralata.

“Woof woof” para essa gente.

o O o

Amanhece. Pássaros que não se veem, escondidos entre as folhas, conversam com as vozes mais variadas. Um bando de zebras se aproxima do olho d’água. Devem ser umas sete ou oito, mas é difícil contar porque não param quietas, e as listas realmente confundem. Zebras não relincham feito cavalos, dão latidinhos parecidos com os dos cachorros. Há um esquadrão de coisas voadoras e irritantes. As zebras batem os rabos para cá e para lá, sacodem as crinas. Alguns mosquitos me atacam.

As zebras vão embora, brincando uma com a outra. Não sei se sabiam que os elefantes iam chegar ou se foi coincidência, mas foi um rodízio perfeito. Os elefantes estão muito adiantados; em geral eles vêm bem mais tarde. Há um filhote muito engraçadinho. Os adultos o protegem embora não haja perigo à vista. Felizmente não existem bichos executivos, sempre sérios: todos, adultos e crianças, brincam com a água e se divertem. Eles não estão nem aí para os insetos, mas eu continuo sendo pasto de mosquito.

O chão se mexe. Ali tem coisa. Uma cobra enorme, que ora se vê, ora não, está disfarçada na grama. Passa longe dos elefantes. Não sei se eles ficariam indiferentes à sua presença, mas imagino que sim.

Se eu tivesse crina e rabo, como as zebras, estaria num moto contínuo. Os mosquitos estão fazendo a festa. Houve um tempo em que eles respeitavam ar refrigerado. Hoje parece que ficam mais espertos com o friozinho.

Os bichos e eu estamos em mundos diferentes, unidos pelos insetos. Eles estão no Parque Nacional de Tembe, na África do Sul, e eu estou em casa, na Lagoa, conferindo o seu vaivém numa das minhas webcams favoritas, a Africam.

Não esperem as emoções do Nat Geo ou do Discovery nessa camera. Os documentários de vida selvagem resumem muitos dias, às vezes semanas ou meses, de observação. A Africam funciona em tempo real e em vida  calma. Os bichos vão e vêm, bebem água, pastam, espantam insetos.

Abro uma janelinha pequena na minha tela e fico observando, assim como quem vê televisão enquanto faz outras coisas. Às vezes a janelinha some no meio das outras, mas o áudio fica no ar.

Adoro os sons que vêm da África.

(O Globo, Segundo Caderno, 13.12.2012)

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32 respostas em “As preciosas ridículas

  1. Simplesmente ridículas essa palavras estrangeiras, 99,99% do inglês, a criatura quer passar por sofisticada mas acaba passando por brega, cafona e jeca, Ontem entrei numa loja que em que tudo estava em SALE e era prometido um GIFT, isso mesmo um GIFT em cada compra. Enjoei e fui para a loja vizinha.

    • Será que a pessoa que apenas fez o curso fundamental entende o que é off?
      Somos ridículos e nem atentamos para o fato. Somos papagaios…

  2. Essas coisas e problemas recrudescem o meu mau humor, claro. Mau humor porque é muito triste ver este País de joelhos perante o mundo, principalmente ao idioma dos EUA. Lembrei-me, agora, de quando estava no segundo ano do ginásio. Líamos trechos de autores brasileiros e portugueses, e tínhamos de entender o texto por completo. Como ocorria, de supetão, a professora separou umas palavras dos textos, e pediu que escrevêssemos frases utilizando aquelas palavras. O trecho era de Vieira e a palavra, grifada, procela. Naquele dia eu não havia estudado e sapequei: “…e depois de tanto andar, o homem foi dormir naquela humilde procela…”. Fiquei quietinha e, quando recebi a lição de volta, havia um montão de ?????. Que vergonha, pois já havia visto no dicionário seu sinônimo! Essa procela (tempestade, em bom português), fez com que eu estudasse a matéria feito doida. Ao terminar o ginásio, claro não tirei mais de dez porque a nota não existia. A professora, que ficou minha amiga, fez um exame oral com a classe completa e perguntou-me, em alto e bom som, toda a matéria daquela série. Quando perguntei a nota, ela disse-me: 9 e meio. Perguntei-lhe: Professora, onde errei? Ela respondeu: Você parou para pensar! A “chefe” da banca (naquela época eram três professores), disse: Norma, ela não errou em nada. Não se pode parar pra pensar? Fiquei olhando, o que ela ia escrever no livro. Só saí dali quando vi a nota: dez! Consegui provar, para toda a classe que, quando procurava a professora, não era badalação, não, era apenas para aprender mais. E provei!
    (E. T. – Nessa época do ginásio, o que estava em voga [eta palavrinha!] era o francês.)

  3. Sempre achei muito ridículo estas palavras estrangeiras colocadas no nosso vocabuláriio.
    Estes prédios todos com nomes estrangeiros ridículos, e as pessoas acham que é muito elegante ou sei lá o que…
    O meu filho que morava na Califórnia veio tentar morar de novo aqui no Brasil e ficou aqui de abril até julho, não conseguiu um emprego que desse para ter o mesmo padrão de lá e voltou e agora mora no Hawai (em Maui). Quando ele estava aqui, um dia eu estava vendo o passaporte da minha neta de 4 anos (americana) e nas páginas do mesmo a marca d’água é a estátua da liberdade que ela apontou e disse “that’s Brasil” e eu ri… ela viu a estátua da liberdade do Barra Shopping e não conhece Nova Iorque… e por isso ela achou que aquilo era do Brasil, no passaporte americano dela… pode??? Eu sempre achei aquela estátua ali muito ridícula… é a assinatura de um país com um povinho vira-latas que se acha mais importante, mais “culto” usando palavras em ingles, imitando monumentos e estátuas e por naí vai… vocês já viram o Barra World???
    Quando vejo este monte de palavras estrangeiras, principalmente em ingles, querendo entrar no nosso vocabulário, pergunto qual o motivo disto.
    Os nomes então!!! Affffffff…
    Adorei o que você escreveu, Cora.
    Acho que eu ia gostar de ver Africam, mas muitas vezes até esqueço de ver TV…

  4. Cora,
    Adorei sua coluna sobre a valorização da nossa língua. Concordo plenamente com você. Fico extremamente irritado com os termos em inglês que nos deparemos em nosso cotidiano. Para mim isto representa uma subserviência total e a confissão de que somos pessoas do 3º Mundo.
    Gostaria que você, como uma jornalista de renome, iniciasse uma campanha para acabarmos com esta mediocridade (poderia juntar forças com o Ancelmo Góis – acho que ele é que costuma dizer ” … palavra em inglês ….. é o cacete”).
    Um triste exemplo deste “americanismo” está na reportagem É do Leme ao Pontal, na pág. 6 do caderno Zona Sul de hoje:

    ………… No sábado, serão disputadas as provas de Beach Run (na areia), Beach Biathlon (corrida e natação) e as de mar aberto – Sprint e Challenge,
    além do Campeonato Brasileiro de Stand up Paddle. ………………….

    Realmente um absurdo!!
    Grande abraço

    Sylio

  5. Eu detesto esses estrangeirismos na nossa linguagem corrente e adoraria que se criasse uma Lei proibindo tal coisa. Certa vez fui com um amigo americano ao Rio Sul e ele ao se deparar com tantos nomes estrangeiros, perplexo e até mesmo meio indignado, me pergunto: “o que é isso?” “Por que isso?” Envergonhada respondi: “modismo barato!”

  6. Sim, alguns barbarismos são não apenas ridículos, como dispensáveis, sobretudo quando existem vocábulos perfeitamente adequados em português (por outro lado, a contínua incorporação de novas palavras estrangeiras, sobretudo provindas da Tecnologia, é inevitável).

    Mas a contrapartida chauvinista pode ficar igualmente ridícula. Como no opúsculo “Neologismos indispensáveis e barbarismos dispensáveis”, editado em 1889 pelo Dr. Casto Lopes, que propunha estas novas palavras (em parênteses): abajur (lucivelo), piquenique (convescote), turista (ludâmbulo), engrenagem (entrosagem), feérico (fádico, de “fada”), drenar (haurinxugar), massagem (premagem), engomar (telisar, de “tela” + “alisar”), golpe de Estado (legicídio social), greve (operinsurreição, “insurreição de operários”), chalé (castelete), chofer (cinesíforo) e futebol (ludopédio).

    E tenho uma listinha que considero saborosa: palavras em ‘português’ com sua tradução em inglês (aceito colaborações)
    – Shopping Center = Mall
    – Outdoor = Billboard
    – Smoking = Tuxedo
    🙂
    x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x
    Quando à Roberto Simões, tenho a maior admiração pela moça, Roberta Simões (filha do dono) por duas atitudes:
    – ela foi uma das sequestradas, naquela época em que isso foi uma epidemia. Na entrevista coletiva, quando libertada, fiquei encantado com sua postura calma, séria e ponderada, sem nenhum drama ou histeria. Dei um buquê de flores à ela, na época.
    – passo regulamente diante da loja e a vejo atendendo clientes, como uma vendedora comum, sem nenhuma pose ou afetação (toda linda e magra, ela tinha tudo para ser ‘peruíssima’, mas não; o que vende é muito mais ‘perua’ que ela própria, coisas do ‘público-alvo’)

    • Teria os meus 10 anos, tive acesso a um livro que listava e explicava o que se convencionou chamar de “Galicismos”e “Anglicismos”. Fiquei surpreendido por encontrar palavras totalmente enraizadas na língua, como “recauchutagem”, cuja raíz é “Caoutchouc”, O vocabulário ligado aos automóveis era quase todo ele adptado do francês, porque era em Paris que as novidades tech apareciam. Depois foi mudando. Lembro do termo “prise” que definia a última marcha, ao tempo a terceira marcha. “Demarré” era o aportuguesado “demarreur” – motor de partida. Os brasileiros integraram de forma indelével “Papai Noel” de Noel (não tenho trema no meu teclado) – Natal em francês. Em Portugal é Pai Natal em bom português. É muito interessante e eu gosto muito de estudar a raiz e origem das palavras..

  7. “Yes,my glass, salada de alface”.
    Pois, pois, já não temos mais merenda, nem liquidação, nem sala de estar, nem vestíbulo, nem óculos de sol, nem vidro nem nada, mas adquirimos um gerúndio p’ra ninguém botar defeito, um gosto que não sei de onde veio, mas parece que veio para ficar, muito bom que se viaje, que se aprenda, mas aprendi nos tempos antigos que se tem uma palavra na minha língua que signifique o que quero dizer usar outra é esnobismo, falta de educação até, enfim, vou morrer usando copos de vidro na merenda, mas isso sou eu, que tenho mesa, não table, eu hein!
    Ostentação é o mal dos tempos atuais.

  8. Com os anos tem brasileiro que se mudou pra cá (EUA) e começa a esquecer o idiioma patrio.
    Quando esse assunto aparece me vem à mente o Samba do Approach (Zecas Pagodinho e Baleiro):
    Venha provar meu brunch
    Saiba que eu tenho approach
    Na hora do lunch
    Eu ando de ferryboat

  9. Eu concordo com você mas, em defesa da criatura que elaborou este catálogo, e que provavelmente será demitido(a) em vésperas de Natal, gostaria de acrescentar que o público alvo a que se destina- peruas classe média alta- usa estes termos em seu dia-a-dia.
    Se são pedantes ou não, isso já é outra história.

    • Nunca vi ninguém dizer “glass” ou “vetro italiano” em lugar de vidro, Denise. Mas ainda que fosse moda geral, uma loja que se pretende chique não deveria adotá-la. Quanto à pessoa que fez o catálogo, não se preocupe. Vai ser zoada mas, se estiver bem na fita, não vai ser demitida.

    • Na pressa, esqueci o mais importante: Africam – Vou sentar mais perto do fogo. Você conta outra histõria?

      Grata por esse texto, Nac

  10. Adorei ler seu post, porque esta mania de usar palavras estrangeiras se temos as nossas incomoda muito. Só como exemplo, em Minas, venho fazendo campanha pelo “merenda” ao invés de coffee break, especialmente se o evento é ligado ao patrimônio histórico e cultural.

    Outro aspecto da coisa é que se somos analfabetos em português, porque não o seríamos em outras línguas. Em Belo Horizonte, já encontrei alguns “scoth bars”, uma papelaria ‘mahatan” e um loteamento destinado a emergentes denominado “Ville Royalle” com dois “l”. Quanto a este último, avisei diversas vezes os loteadores sobre o erro, ainda antes do lançamento, mas eles disseram que venderia melhor com o nome grafado deste modo, mesmo que incorreto.

    é o brasil – com minúscula…

  11. Há muitos anos cortei a Roberto Simões da minha vida. Tinha um Monza zerinho, sem placa e parei no sinal do corte de Cantagalo, atrás de mais dois carros. Uma kombi de entrega deles entrou pela minha traseira e eles não queriam pagar, tive que entrar na justiça, mesmo assim ainda propuseram escambo, que eu poderia escolher o que quisesse no valor do conserto na loja! Eu respondi que na próxima vez que quisesse uns copos de cristal, levaria como pagamento uma caixa de bananas da minha fazenda!

  12. Concordo com você, mas que certas palavras soam bem mais bonitas que as outras, não há dúvidas. Tanto é que todo mundo que tem sobrenomes comuns e “diferentes” , geralmente assinam apenas o “diferentes”. Duvido que alguém que se chame , por exemplo, Maria Planfort da Silva , vá abreviar o nome assim; “Maria Silva”. Não, ela vai escrever o “Planfort”. Besteira? É, pode ser. Mas o som, bem mais bonito é o que pesa.

  13. PS: acho que nunca vi essa peça do Moliere em cartaz, sempre vejo as Escolas – de Maridos e de Mulheres – O avarento e o Burgues Fidalgo, mas não me lembro de ter visto As Preciosas Rídiculas alguma vez.

    Taí uma ideia pros produtores teatrais.

  14. A única coisa simpática é o nome desse complexo: vira-latas. Até que um chato politicamente correto diga que isso é discriminação e rebatize o complexo para “sem raça definida” 😛

    Morro de rir quando vejo: 50% Off ao invés de 50% de Desconto. Até por achar que Desconto atrai muito mais que Off. Ou quando vejo Sale por Liquidação. E outras bobajadas.

    Meu pai, quer era português e grande admirador dos EUA, falava ócá pra OK, jins pra jeans, bola ao cesto pra basquete, entre outras coisas. Ele aportuguesava os termos sem a menor dificuldade e era entendido por todos.

    Os termos técnicos até entendo que se use em linguagem universal, que atualmente é o inglês, mas precisavam inventar “inicializar”? Iniciar tá de bom tamanho, inclusive pela concisão.

    Mas afinal nós inventamos a caipirinha e hoje todo mundo toma de vodca ou rum, quase nunca de pinga. E colocam outras frutas, ao invés do simpático limão.

    Temos uma língua rica, bonita, com nuances que o inglês não tem, e parece que nos envergonhamos dela. Triste isso.

  15. Muito feliz a sua colocação sobre o estrangeirismo que nos assola e deixa evidente a ausência absoluta do orgulho da nossa raça, língua e origem. É tão fashion inserir palavras importadas e de repente, no meio de coisas para mim fazer, me dar conta de que estou fora de si, e que não me resta nada além de um so sorry pela minha miséria intelectual e de valores, e minha pífia condição humana de me achar o máximo quando estou é me menosprezando…

  16. também estou sempre ligada na africam… deixo o som à noite, quando a casa aqui está dormindo, e lá da mesma forma está escuro e a gente só escuta o som dos insetos ou de algum pássaro insone. é um achado essa webcam.
    chau, cora, bom dia pra você,
    a gente se vê na áfrica!

  17. realmente, eu sinto vergonha alheia, principalmente, mas não só, quando passo pela barra. adorei a câmera, acho que vou ficar viciado. me lembrei de uma outra que você indicou há tempos e que perdi, era de um comedouro de pássaros.
    []’s

  18. Tem o meu inteiro apoio, Cora! Eu sempre arranco risos entre os colegas quando, provocativamente, afirmo que o meu rato gasta as pilhas muito rapidamente. A verdade é que é difícil entender o porquê de se integrar todas as palavras tecnicas estrangeiras ao dia a dia, quando seria muitíssimo mais belo convertê-las para a nossa língua. Mouse é inglês, não é português. Em compensação, em Portugal insistem até hoje em dizer “ecrã” em vez de tela, coisa tirada dos franceses. O Houaiss adotou integrar “container” com o mamarracho “contêiner”, em vez do existente e perfeito “contentor”.

    No petróleo, houve tempos em que a Petrobras se esforçou por adotar palavras na lingua portuguesa para substituir os tradicionais vocábulos em inglês dos pioneiros americanos da área. No entanto, muitas das palavras adotadas não são até hoje entendidas, porque o petroleiro aprendeu e se habituou ao longo dos anos a usar a designação original. Seria ótimo que alguém decidisse produzir e homologar um Dicionário de Língua Portuguesa dos Campos de Petróleo.

  19. Aplaudo de pé seu artigo sobre o estrangeirismo que nos invade. Quando é inevitável, aceita-se. Mas, marketing cafona para nos fazer de bobos??

  20. Muito irado, bem lôco iço kê cê falô aí véi. Mas ó,
    num intendi nada, ma vô dexá 1 frase kê eu vi na internetin:

    “Minha Pátria é minha Língua” – Fernando Pessoa, 1888-1935

    E vamo ki vamo, mano.

  21. Pois é, Cora, temos, verdadeiramente, o complexo de vira-latas. Acho nosso idioma o mais rico do mundo. Basta vermos quantas palavras temos para representar a mesma figura. Tudo, aqui, é em abundância. O que não temos em excesso é caráter. E com nossa falta, vêm os espertinhos e substituem substantivos por neologismos inventados na hora e ficamos, todos, a ver navios. Mas acabamos pagando o preço – da burrice e da preguiça. Infelizmente, este é nosso País que, a cada dia, declina um pouco. Que pena!

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