Na mão

É uma pergunta frequente: que apps eu uso no celular? Respondo com outra pergunta: qual deles? É que quase sempre uso dois smartphones: o iPhone e um Android variável, com frequencia aparelho de teste. Estou nessa situação desconfortável justamente por causa de um aplicativo, o Camera+, que por enquanto só existe para iOS. O problema é que o Android combina mais comigo, e me permite fazer coisas que não existem na Apple nem em sonhos, como, por exemplo, usar um widget que mostra, na tela de abertura, a agenda do dia. O resultado disso é que não consigo ter um aparelho só.

Este Camera+ que me mantém presa ao iPhone é, disparado, o melhor aplicativo que já encontrei para fotos. Ele tem excelentes ferramentas de edição e é facílimo de usar; graças a isso, aliás, conquistou mais de sete milhões de usuários no mundo inteiro. Há tempos o instalei no lugar da camera padrão do iPhone, com ótimos resultados. De tudo o que tenho no aparelho é o que mais uso, com exceção talvez do telefone e do Gmail. Torço para que uma versão Android seja lançada o quanto antes.

Até lá, o que achei de mais parecido no planeta Google foi o Camera ZoomFX. Este tem até mais alternativas do que o Camera+ em termos de filtros e gracinhas como molduras, mas não é tão simples e elegante quanto o aplicativo do iPhone. Ainda assim, é uma das primeiras coisas que instalo quando mudo de aparelho, passando a ser a interface da camera.

Por trás dessa dependência de aplicativos para fotografia está, é claro, o Instagram, que, para minha felicidade, já existe tanto no iPhone quanto no Android. O Instagram é a minha rede social favorita, e aquela que mais uso quando estou na rua: afinal, é mais fácil ver as fotos dos amigos do que ler os seus posts ou mesmo tuites.

Meu Android atual é o Motorola Razr HD, um excelente smartphone à espera do 4G que vai me salvar do insuportável 3G que não funciona mais. Nele baixei inicialmente dois aplicativos essenciais para configurá-lo ao meu gosto: o Zedge, que tem uma infinidade de papéis de parede e sons, e o Desktop VisualizeR, que permite a substituição de ícones e, sobretudo, a substituição dos seus rótulos. Alguns desenvolvedores criam nomes enormes para os seus programas, e o resultado é que metade desses nomes acaba interrompida na tela. Detesto quando isso acontece.

Depois de resolvidos cara e voz do aparelho, instalei utilitários que me parecem essenciais. O Dropbox é o elo de ligação entre todas as minhas máquinas. Está no PC, no iPhone, no iPad, nos Androids todos. Qualquer arquivo que eu guarde lá fica imediatamente ao meu dispor em qualquer lugar.

Dentro da mesma linha do Dropbox, ou seja, a das boas gavetas de nuvem, está o Evernote, em que ficam os textos de que preciso. O Evernote captura matérias em jornais e revistas que é uma maravilha.

O Kindle é outra mão na roda. Embora eu prefira ler livros em papel, como já afirmei tantas vezes, nada como andar com uma biblioteca poderosa na palma da mão. Com o Kindle instalado enfrento qualquer fila ou engarrafamento.

Outro aplicativo que, nesse momento, está em todos os meus brinquedos, é o Prey Anti-Theft, um localizador e “controle remoto” de aparelhos perdidos e/ou roubados. Multiplataforma, é controlado através de um painel na web, o que permite uma solução só para diferentes sistemas operacionais. Quando o aparelho perdido está ligado e conectado, o Prey pode tocar alarmes, usar a camera e enviar relatórios com localização geográfica e fotos.  Felizmente não precisei testar suas habilidades na vida real (e espero nunca ter de faze-lo), mas nos testes domésticos ele passou com brilho.

o O o

Decepção total com a amazon.com.br. Poucos livros, preços altos, Kindle caro e defasado. Tsk.

(O Globo, Economia, 8.12.2012)

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9 respostas em “Na mão

  1. Em abril deste ano, quase passado, comprei um Nook Collor nos US. Com ele queria retomar o gosto pela leitura no digtal. É bom nesse sentido. Mas não tinha ideia das limitações. Eles usam um Android em sistema fechado, em que só se pode usufruir de produtos comercializados pela Barnes & Nobles, que por sua vez volta-se basicamente para o mercado americano. Ainda que pese o argumento de que poderia ter me informado melhor, acho uma falta de noção na realidade tecnológica que temos irem por esse caminho. Por isso, soa tão ou mais decepcionante o caso do Kindle no Brasil.

  2. Sempre gostei do android puro, sem touch wiz ou seja lá qqr outro launcher, e a versão 4 então está muuiiiitttooooo boa…. a funcionalidade de rolar os compromissos nos widgets de agenda é perfeita pra quem é cheio de coisas.

    vejo companheiros de trabalho com iphone nao reclamam, mas alguns inexplicavelmente migraram para o android rssss. Acho o iOS tão fechado no seu mundinho, nao da pra fazer nada. é aquilo e pronto. Android possui tantas infinidades de widgets.

    O windows 8 parece ser legal. mas também nao tem widgets que vc pode interagir.. e isso me fascinou nas ultimas versoes do android. acho que nao irei migrar de sistema tao cedo.

    =)

  3. Gostei muito da indicação do Camera+, obrigado. Não conhecia. Baixei ontem de noite e fiquei encantada com a barrinha de nível, o maior problema de quem tira fotos rápidas com o celular.
    Este é meu primeiro IPhone, estou vindo de anos de PC e celulares variados 🙂 Troco, não! Brincar com aplicativos gratuitos de edição antes de dormir, numa fila, ou numa sala de espera, não tem preço.

    • Me desculpe, mas apertei errado. Além do elogio, que foi pouco perto do texto, espetacular, eu tenho uma duvida: Há arquivos, via bittorrent, que podem alimentar estes ipads e similares ?

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