Furoshiki, o pano de embrulho

Sempre tive muita pena de papel de embrulho. Acho uma tristeza ver aquelas belas folhas terem vida tão curta, e a cena final das festas de Natal, em que montanhas de papel bonito vão pro lixo, me lembra uma mortandade de peixes.

Finalmente encontrei a solução para o problema: a arte do furoshiki japonês. Furoshiki é um quadrado de pano com que se fazem os mais lindos embrulhos — totalmente recicláveis! Um furoshiki pode virar écharpe, pode ser usado como guardanapo ou mini toalha de mesa, pode até vir a embrulhar outro presente. Os furoshikis que encontrei pela internet são em geral de algodão ou seda, e medem entre 50cm e 100cm de lado; mas imagino que qualquer pano sirva, e que se possam fazer furoshikis menores para embrulhar objetos pequenos.

Neste sábado, aliás, dei o meu primeiro presente embrulhado num furoshiki. Vai ser o primeiro de uma longa série: já mandei vir vários furoshikis do Japão via ebay, e encomendei um livro da Amazon sobre a arte de dobrar e amarrar quadrados de pano.

Neste post do blog O universo japonês dentro de cada um há uma boa explicação sobre os comos e por ques dos furoshikis.

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28 respostas em “Furoshiki, o pano de embrulho

  1. Finalmente encontrei a solução para o problema: a arte do furoshiki japonês. Furoshiki é um quadrado de pano com que se fazem os mais lindos embrulhos — totalmente recicláveis! Um furoshiki pode virar écharpe, pode ser usado como guardanapo ou mini toalha de mesa, pode até vir a embrulhar outro presente. Os furoshikis que encontrei pela internet são em geral de algodão ou seda, e medem entre 50cm e 100cm de lado; mas imagino que qualquer pano sirva, e que se possam fazer furoshikis menores para embrulhar objetos pequenos.

        • Lilly, a Menina está bem e feliz na clínica-abrigo da Vira-lata É Dez!. ela virou enfermeira-assistente da doutora. 🙂

          ela está sob avaliação, até para que o cirurgião possa determinar se vale ou não a pena correr o risco de tentar corrigir o problema que ela tem ou se é melhor deixá-la sossegada curtindo a vidinha.

          por enquanto, o que dá pra dizer é que ela está feliz e, não fosse aquela cinturinha fina e aquela barriguinha vazia, ela seria a cadelinha mais normal do mundo.

          brinca e pula o dia todo, com pausas para muita comida e algum descanso. rabinho sempre feliz.

          estou para fazer um vídeo com ela, mas esperando ainda para ver se ela ganha uma imagem mais digna de uma cadelinha feliz como ela é.

          o importante é que está recebendo muito mais amor do que remédios – aliás, se não me engano, no momento, não está recebendo medicação nenhuma. a oxigenação que era mínima, já está bem melhor – nem precisa medir pra ver isso, é só ver como é festeira.

          é isso.

          valeu por perguntar, hein?

    • Cláudio Rúbio fui lá nos seus liinks e achei incrível!! Este povo japonês é mesmo artista e criativo! Amei este post da Cora e as indicaçôes de como
      fazer um furoshiki foi´muito bom. * Vivendo e aprendendo e morrendo sem saber… Valeu!!!

      • VA, aqui em São Paulo, com essa coisa de proíbe sacolinha, libera sacolinha, o furoshiki ganhou um impulso maior. qualquer quadrado de pano vira uma sacola e resolve o problema do transporte.

        e o grande segredo da técnica é o nó, que resiste a qualquer peso, mas, depois de cumprida a missão, é desfeito com um único puxão.

        no improviso, dá até pra carregar um nenê e as compras improvisando com uma ou duas fraldas limpinhas. 🙂

  2. Cora,
    “Acho uma tristeza ver aquelas belas folhas terem vida tão curta, e a cena final das festas de Natal, em que montanhas de papel bonito vão pro lixo, me lembra uma mortandade de peixes.”

    A tua analogia definiu com precisão ao que eu sentia diante do desperdício de vida (árvores), beleza e de função. Não encontrava palavras para expressar àquela sensação ruim. Até hoje. Grata pelo ‘presente’..
    Boa Sorte, Norma

    P.S.: Vc conhece – http://furoshiki.com/techniques/
    clicando nos gráficos aparece o paso-a-passo. Nac♥

  3. Felinos do faraó deixaram descendentes
    Primeira análise de DNA de múmias de gatos mostra que animais modernos têm linhagens de seus ancestrais
    Diversidade genética sugere que povo do Egito antigo foi o primeiro a produzir raças domésticas de gatos
    As dinastias faraônicas que governaram o Egito por milhares de anos acabaram se extinguindo, mas o mesmo não se pode dizer de um personagem quase tão aristocrático do país do Nilo: o gato sagrado.
    Ocorre que os felinos mumificados do Egito antigo deixaram descendentes na população moderna de bichanos do país, revela a primeira análise de DNA feita com múmias de gatos.
    O estudo descrevendo a descoberta está na edição deste mês da revista especializada “Journal of Archaeological Science” e foi coordenado por Leslie Lyons, da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade da Califórnia em Davis.
    Essa não é nem de longe a única incursão de Lyons no mundo felino. Ela participou da equipe responsável por clonar um gato doméstico pela primeira vez, em 2002.
    MODELOS
    Em conversa telefônica com a Folha, a pesquisadora explicou que ela e seus colegas se interessam por múltiplos aspectos da genética felina, em parte porque os bichos podem funcionar como bons modelos para doenças humanas, segundo Lyons.
    No entanto, para mapear com precisão a história populacional e a variação genética dos bichanos é interessante entender como essa diversidade surgiu.
    “No caso do Egito e do Oriente Médio como um todo, por exemplo, será que a diversidade atual é representativa da que existia há milhares de anos? Imaginávamos que isso era possível, mas migrações humanas poderiam muito bem ter trazido populações de outros locais.”
    Foi para tentar testar isso que ela e seus colegas se puseram a estudar múmias de gatos, que foram produzidas literalmente aos milhões a partir do chamado Período Tardio egípcio (entre os anos 664 a.C. e 322 a.C.).
    A prática atingiu seu apogeu, contudo, nos séculos seguintes, quando o Egito foi dominado pelos macedônios e pelos romanos. “A casta sacerdotal egípcia perdeu poder e riqueza. Passou a usar a ‘produção’ de múmias felinas como uma espécie de indústria”, explica Lyons.
    Os antigos egípcios, no culto à Bastet ou Bast, sua deusa com cabeça de gato, ofereciam as pequenas múmias felinas como um presente à divindade.
    MITOCÔNDRIA
    O processo de mumificação dos gatos, embora preservasse a estrutura do corpo, acabou dificultando a vida de Lyons e seus colegas, porque atrapalhou a preservação do DNA. Os pesquisadores só conseguiram extrair material genético de três múmias felinas, a partir de ossos das patas e da mandíbula.
    Esse DNA veio das mitocôndrias, as usinas de energia das células. Além de ser mais fácil de obter por estar presente em muitas cópias na célula, ele é útil para estudos genealógicos porque ajuda a traçar a linhagem materna (é transmitido apenas de mãe para filha ou filho).
    A análise dessas sequências genéticas não deixou dúvidas: os gatos do Egito moderno ainda carregam linhagens de DNA mitocondrial presentes em seus ancestrais que viveram há 2.000 anos.
    Mais importante ainda, para Lyons, a diversidade genética encontrada nos gatos egípcios antigos e modernos sugere que o povo dos faraós foi o primeiro a produzir raças domésticas de gatos.
    Segundo ela, no entanto, é difícil dizer se eles foram os pioneiros na domesticação da espécie. “Nesse ponto, é difícil separar a diversidade do Oriente Médio como um todo da do Egito”, afirma.

  4. Sempre dicas interessantes por aqui. Boa sacada para evitar desperdícios, ainda mais de papel. Dependendo do tecido, pode servir também como algo parecido com jogo americano ou toalha de bandeja.

  5. Bem bolado! Acho, que seria melhor comprar a fazenda e fabricar by ourselves os furoshikis. Mandando vir do Japão, talvez (algumas vezes) fiquem mais caros do que o presente!!!!!!!! FIca a idéia…..

  6. Exagerada como sou, sempre vou à papelaria próxima de casa e compro tudo quanto é material para embrulhos, pacotes etc. Quando vou colocar no lugar, vejo que eles não eram necessários, pois na gaveta (e também no armário) há um estoque imenso de tudo. Nada daquilo que comprei seria necessário. Mas com os tais furoshikis, penso que não abusaria do direito de comprar uma enxurrada de coisas, não.

    • Tb amei,Cora,mas nao concordo com a tristeza de ver papeis bonitos irem p o lixo,como assim? Eu,desde pequena guardo papeis bonitos,qdo estao muito amassados dou uma borrifadinha com esponja molhada e depois passo e eles ficam tinindo novamente!Encapo livros,agendas,meus diarios,caixas de sabonetrs bonitas para guardar miudezas,como bijoux,grampos,fivelinhas de cabelo e elasticos etc Da p guardar de um tudo! E ficam lindos!

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