Crônica de cheiro

Contei na semana passada da minha confusão entre “nineteen” e “ninety” num balcão de fragrâncias na Harrods: entre o sotaque da vendedora iraniana e o sotaque do meu ouvido brasileiro, acabei pagando noventa onde imaginava dezenove. Fiquei um pouco mais pobre mas, em compensação, a minha casa anda com um cheiro delicioso — e eu voltei a me interessar por perfumes. Tudo porque fui atrás da Le Labo, a fatídica marca londrina, que por sinal nasceu em Nova York, filha de pais franceses.

Descobri que ela é uma “perfumaria de nicho”, coisa que eu nem sabia que existia; e descobri, na sequencia, que uma perfumaria de nicho é descrita por oposição aos grandes perfumes de massa, por luxuosos que sejam. Em tese, elas são menores, em alguns casos até artesanais — na Le Labo os perfumes são preparados na hora, e ainda levam o nome do freguês no rótulo — e, normalmente, não se encontram à venda nas lojas de departamento. Por outro lado, ou rola certa indefinição na área, ou  não entendi muito bem onde ficam as fronteiras entre nicho e mainstream, já que os produtos da Annick Goutal, por exemplo, que podem ser encontrados em muitos lugares, são considerados nicho.

Em termos concretos, o que percebi é que “nicho” é, invariavelmente, sinônimo de “caro”. Mas, até aí, nada de novo; perfumes não nasceram para ser baratos. Eles fazem parte de um planeta muito particular, o planeta dos luxos (não confundir com luxo): habitam a mesma casa das bijus maravilhosas, dos livros com encadernações extravagantes, dos banhos de espuma, da seda, dos cremes para o corpo, do algodão doce.

Entre um clique e outro, caí no blog “Perfumes de nicho“, de Daniela Schuch, uma brasileira que estuda perfumaria em Grasse, na França. Ela escreveu um excelente post sobre a Le Labo e, na área dos comentários, contei a ela, por alto, o que me aconteceu em Londes. Ela prontamente me consolou:

“Realmente os preços são mais salgados, mas pode ter certeza de que você adquiriu um produto de excelente qualidade e sua casa vai ter um cheiro bastante exclusivo! Nada de Gleid sachês, correto?”

Era exatamente o que eu precisava ouvir. Daniela não entende apenas de moléculas, mas também da delicada cadeia de sentimentos que liga o nariz ao bolso. Vi algumas interessantíssimas entrevistas que ela fez com pessoas da indústria, li vários posts, aprendi muitas coisas e acabei abrindo, sem querer, uma janela que fechei há algum tempo — a da minha mania de perfume.

Sempre gostei de cheiros, sempre comprei perfumes e passei anos colecionando miniaturas. Um dia, olhei para a bancada da pia do banheiro, que é bastante grande, e percebi que mal tinha espaço para uma escova de dentes. Aquilo estava passando dos limites! Desmontei as prateleiras de miniaturas do quarto, tive uma séria sessão de desapego com os vidros do banheiro e reduzi os cheiros ao essencial, àqueles quatro ou cinco sem os quais não me sentiria bem. Desde então, só compro perfumes em viagem. Desconfio até que não os compraria nem nesse caso, considerando a quantidade que ainda tenho, se não fosse a diferença absurda de preço entre o Brasil e o mundo civilizado, que faz com que nós, brasileiros, sejamos obrigados a encher as malas com itens do dia a dia, em vez de reservarmos nossos preciosos euros para o que é verdadeiramente único e exótico; mas isso já é outra história.

O fato é que, desde que voltei das férias, tenho lido muito sobre os perfumes e seus criadores. Cheguei até a me registrar numa espécie de wikipedia de fragrâncias, chamada Fragrantica.com, onde consumidoras e consumidores dão seus palpites sobre as mais diversas marcas com o mesmo entusiasmo — e quase as mesmas expressões — que os enólogos reservam para os vinhos.

Aproveitei ainda o blog da Daniela para tentar tirar uma dúvida a respeito de um perfume chamado Soir de Lune, da Sisley. Um dia voltei para casa com alguns daqueles papeizinhos que nos dão nas lojas com uma borrifada de perfume. Costumo usá-los como marcadores. Pois não é que os gatos ficaram na maior empolgação com o livro em que botei o papelzinho do Soir de Lune? Mostrei os outros cheiros a eles, mas eles foram categóricos em relação à sua preferência. Comprei o perfume, é lógico: por que não lhes dar esse prazer? De quebra, o cheiro é elegante e sofisticado, perfeito para uma noite de inverno. Aí, aliás, reside a minha dúvida, já que inverno não é exatamente uma realidade carioca.

Expus o caso para a Daniela. Dois dias depois, porém, voltei ao blog e apaguei o comentário. Lá estava uma criatura que usa como avatar uma capivara andando de bicicleta, perguntando se o perfume favorito dos gatos é forte ou não é. Não dá! Uma coisa é ser maluca; outra, é ser conhecida como maluca.

(Essa crônica, pelo sim pelo não, fica só entre nós, tá?)

 (O Globo, Segundo Caderno, 11.10.2012)

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50 respostas em “Crônica de cheiro

  1. Cora, sua crônica me fez bem! Voltei a me interessar por perfumes. Tenho minhas preferências e boas lembranças olfativas, mas atualmente tenho usado apenas perfumes que me foram presenteados, por sorte muito bons. O mais recente presente foi um Roberto Cavalli, excelente! Mas estou anotando todas as sugestões dessas marcas citadas por vc e por aqueles que comentam sua bela crônica, e vou sair em busca de novas fragrâncias. Não tenho gatos, mas por certo meu marido e meus labradores notarão a novidade!

  2. Detesto perfumes, pensava que gatos também não gostassem, mas veja que curioso, meus gatos saem pra mata atrás do prédio onde moro, em Sta Teresa, e voltam com um perfume delicioso de flores do campo, onde provavelmente rolam e é um aroma delicioso (não sei se jasmim, lavanda, não entendo nada do assunto…)

  3. Ontem eu tinha escrito um comentário imenso, mas na hora de postar a conexão caiu. Humpft!
    Vou tentar resumir, até pq não lembro tudo.
    Pra começar hoje vai estrear no GNT um programa sobre perfumes, chamado Perfumes da Vida, às 20 horas.
    Sempre amei perfumes, e fui criada entre duas criaturas com gostos diametralmente opostos em relação a isso. Meu pai nunca gostou de perfumes nem de nada perfumado, minha mãe sempre tomou dois banhos – o de chuveiro e depois o de perfume. E sempre gostou de perfumes bem fortes, que eu invariavelmente não gosto.
    Adoro perfumes cítricos, ou no máximo amadeirados. Aqueles com cheiro muito doce acho enjoativos, e os muito fortes também – especialmente considerando que moramos num país muito quente, o que faz os cheiros, em geral, ficarem bem acentuados.
    Usei por muito tempo o Stilleto do Boticário, um perfume masculino que adorava. Até que mudaram alguma coisa na fórmula e passei a ficar com cheiro de cigarro – logo eu que não fumo e odeio cheiro de cigarro. Achei que era cisma minha, mas comentei com uma amiga que confirmou o problema.
    Uso poucos perfumes franceses pois acho a maioria muito forte e doce. No momento o único que uso é Cristalle da Chanel. No dia a dia o Florata in Blue do Boticário é ótimo.
    Aqui em casa adoro colocar aromatizadores de lavanda.

    • Houve uma época em que eu adorava o Cristalle, praticamente só usava ele. Depois que o vidro que eu tinha acabou, porém, fui em frente.

  4. Cora, adorei seu texto… que cheiroso! Quero te contar que acabamos de chegar de um belo passeio pela Itália e tive a felicidade de conhecer a maison Acqua de Parma, Via Gesu, 1, em Milão. Este perfume não é muito fácil de ser encontrado fora da Itália e acho delicioso. Passamos pelo menos uma hora sendo super bem atendidos por uma fineza de vendedor, que nos mostrou todos os cheiros numa loja grande, elegante e muito charmosa, um banheiro que dá vontade de tomar banho e ainda uma barbeira completa ao estilo antigo. Eramos 2 casais e os maridos acabaram se envolvendo naquela charmosa experiencia. Meu marido, como você, pediu todos os demonstradores depois para utilizar como marcador de livro… coincidência de pessoas que amam ler! E saimos de lá com compras que nos deixaram super satisfeitos, lembranças e amostras para todos os gostos. Vale conhecer!

    • A Acqua di Parma é o meu perfume do dia-a-dia. Adoro! Teria adorado fazer essa visita que vocês fizeram. O mais parecido que fiz foi uma visita à matriz da água de colônia 4711, na Alemanha. Eles têm até uma fonte com o perfume, na loja! Comprei um frasco, naturalmente, e ganhei umas miniaturinhas bem miúdas, muito engraçadinhas.

  5. Tenho uma lembrança bem bacana relacionada a perfumes. Vamos lá.
    mamãe sempre usou o mesmo perfume: Shalimar, da Guerlain. Lembro que ela tinha um vidro gigantesco, que papai deu para ela e durou anos e anos. Mas mesmo depois do vidrão acabar, ela comprou mais e sempre foi fiel a este cheiro, que na minha cabeça é sinônimo de mãe.
    Em 78 fui estudar flauta nos EUA. Passei lá 6 anos, maravilhosos, duros, solitários, mas cheios de bons amigos (as contradições da vida). Morria de saudades do Brasil, de tudo que me lembrasse a terrinha: guaraná, jaboticaba…
    O mais difícil eram as festas: natal, páscoa. Os colegas iam para casa e eu ficava lá, na universidade, sozinha e carente. Até que a minha amiga BJ me adotou. Resolveu me “emprestar” a família dela e me levar para sua casa em todos os feriados. O primeiro, foi Thanksgiving.
    Fui com ela a Long Island e lá Joanne Failey, minha “mãe americana”, abriu a porta com o mais lindo sorriso e me recebeu com um abraço de mãe, mesmo. Entrei naquela casa tão típicamente gringa para mim, em que a cultura noirte-americana era vivida e celebrada, e me senti estranhamente em paz, pela primeira vez desde que havia pisado em NY. . A sensação, indescritível e inexplicável, era a de estar no meu próprio lar — e no entanto tudo era diferente e novo para mim, do cardápio à decoração. Como era possível eu ter a clara sensação de familiaridade? Procurei encontrar conexões: seriam os Failey vagamente húngaros? Que nada! A casa era semelhante à nossa? nem um pouco! A culinária tinha algo de brasileira? Nunquinha, eram pratos baseados na culinária dos índios americanos…O mistério do súbito bem-estar permaneceu inexplicado durante muito tempo.
    Anos depois é que fui entender: Mom Failey usava Shalimar!

  6. Corinha: deu um ‘baile'[perfumado] nesta perfumada crônica

    Acho q vc irá gostar destas duas já clássicas ‘Árvores Genealógicas’ dos perfumers, H&R Fragrance Poster:

    Femininos:
    http://www.leffingwell.com/h&rfragrance/poster_genealogie_feminin.pdf
    Masculinos:
    http://www.leffingwell.com/h&rfragrance/poster_genealogie_masculin.pdf

    Que mostram, cronologicamente, o parentesco de perfumes das três ‘famílias”:– Floral (fem)/Fougère (masc), Oriental e Chypre — cada uma com suas sub-divisões

    (confesso minha preferência pela família Chypre)

    • Salve, Tomzinho!

      Adorei o poster, muito instrutivo. Percebi porque acho uns parecidos com outros. E descobri favoritos em todas as categorias, assim como cheiros que abomino — às vezes lado a lado.

      Valeu!

      • (e meu comentário saiu duplamente perfumado; it figures…)

        hehehehe, sabia q vc iria gostar. Feito sobre medida procê (tenho uma versão anterior deste poster, da edição de out/91 da Du Magazin)

        Apenas os que estão ‘um em cma do outro’, exatamente na mesma coluna são semelhantes; o menor deslocamento, para um lado ou para outro, leva a fragrância para outra coluna, outro blend

        Seu gosto, então, é bastante ecumênico 😉

  7. Ah! Como sempre, adorei sua crônica. Acho que todos temos uma memória olfativa e isto faz com que cada um tenha sua preferência deste ou daquele perfume. Minha mãe gostava muito de uma colônia alemã que eu também adoro. Nem sei se tem por aqui, nunca vi. Pode ser que tenha, mas sempre tenho um que alguém traz para mim de lá e quando não tenho mais compro alguma água de colônia que me lembre o mesmo cheirinho. É o “4711 Kölnisch Wasser” acho uma delícia de cheirinho bom…
    Acho que quem ama os animais como nós tem tudo para ser considerada maluca… imagino que alguns vizinhos já me viram no meio da rua, no meio da madrugada, de pijama ou camisola, correndo para ver quem estava brigando ou até para separar a briga de gatos que nem eram os meus… e não perco essa mania, cada vez que acordo com a gritaria dos gatos, lá vou eu, querendo ser uma juiza de paz… mesmo sabendo que não se trata do meu gato que sempre dorme dentro de casa (na minha cama, é claro!).
    Tive galinhas garnizé durante muitos anos e a última morreu com 21 (vinte e um) anos. Um gambá invadiu o galinheiro quando ela já era bem idosa e não consegui evitar que ele entrasse, mesmo fechando tudo, o infeliz sempre conseguia entrar de madrugada e eu acordava assustada com o escândalo da galinha. Eu tinha a impressão que o gambá virava uma folha para passar em alguma frestinha e para evitar os sustos da galinha eu passei a “guardá-la” todas as noites num banheirinho aqui em casa num poleiro que coloquei no box para que ela tivesse noites tranquilas. Isso seria maluquice? Eu acho que não, mas me chamaram de doida por isso… tadinha da galinha, ela merecia noites de paz.

      • Adorei a estória da galinha!!!!! Quando pequena UMA galinha era meu animalzinho (?) penáceazinha(?) avezinha(?) de estimação. Andava com ela para cima e para baixo puxada por UMA coleirinha!!!! Um dia, estava eu no meu quarto olhando o quintal, quando vi a nossa secretária com um facāo – assassinando a minha COCÓ (seu nome de batismo!). Perguntem se como galinha????? Nunca mais depois dessa maldade….. E, olha que já vai é tempo …..

  8. Cora, parabéns pela crônica! Acho que você foi mordida pelo “perfume bug” … Agora é tarde!
    Pelo visto temos mais entusiastas por perfumes do que pensamos.
    Abraços
    Daniela Schuch

  9. Adorei a Cronica! Sempre fuivtarada por perfumes e cheiros. Tenho uma mesa cheia de perfumes e aguas de toilette. Mais de 100 frascos…… Embora esteja , hoje em dia, usando apenas uma meia duzia de seis…… Nao abro mao do meu Eau D’ Hadrien, do Anais Anais, das aguas da Aqcua de Parma, nprinctipalmente aquelas com vidro azul comprido tipo Cypress da Toscana etc,,,,,, um do Hermes com vidrho verde, bem antigo. Atualmente estou mais fa dtessas aguas de toilette com uma tendencia mais citrica, frutal.
    Para mim a Annick Goutal eh nicho! Ela nao eh tao facil de achar , assim como as outras marcas……

    • Temos um gosto olfativo bem parecido! Eu adoro Eau d’Hadrien, já usei muito Anais Anais, uso Acqua di Parma no dia-a-dia e sou fã da maioria dos perfumes da Hermes… 🙂

  10. Adorei a crônica!
    Eu amo ficar cheirosa (que é bastante diferente de perfumada, diga-se de passagem).
    Confesso que gosto de perfumes mais leves, mais dia-a-dia. Para não agredir ninguém no elevador.
    Tenho um que sou apaixonada, que é o Karma da Lush. O perfume gostoso e único! Poucos usam e torna-se quase meu cheirinho exclusivo.
    Outro que adoro é o Sleep da Bath & Body Works e os de Lavanda e Verbena da L’Occitane, que me levam direto para Aix en Provence ;o} e Lavanda Johnson´s para dormir.

  11. Adoro perfumes e cheiros que considero bons. Nacionais? Nem pensar. Podem me chamar de maluca, doida ou sei lá o quê, porém uso somente perfumes masculinos. Com raríssimas, mas raríssimas, mesmo, exceções, uso perfume feminino.
    O cheiro de perfume faz parte da minha vida e, por ele, identifico em que ano, aproximadamente, os fatos ocorreram. No final da década de 1960 (nossa, como sou idosa!), trabalhava numa agência de publicidade na Praça da República (em Sampa) que, na época, era muito chique. No prédio existiam andares comerciais – até o 5°, se não me engano – e no restante apenas residências. Pois num desses andares morava Marcelino de Carvalho que, não sei se alguém daqui vai lembrar, era o mestre da etiqueta e dos bons modos (irmão da Paulo Machado de Carvalho, dono da TV Record e de rádios). Quando no elevador, ele tinha um perfume muito discreto, porém inesquecível. Sua marca registrada era estar sempre com um cravo vermelho na lapela. Era muito cortês, por óbvio.
    Mas, para mim, o perfume que jamais esqueci, era de um diretor da TV Tupi, que ficava na Rua 7 de Abril. Ele ia quase todas as manhãs à agência. Não demorava e ia embora. Seu perfume se “esparramava” pela minha sala, ia até o elevador e, daí, para a rua. Eu gostava tanto daquele odor que, quando ia à Rua 7 de Abril, a pé, claro, ficava tentando sentir aquele cheiro no ar. E não era rara a ocasião em que o sentia.
    Bons tempos, esses, em que podíamos frequentar ditos locais sem qualquer medo ou temor.

  12. Ola, adorei a crônica. Você conhece o livro O imperador do olfato? O universo dos perfumes está bem descrito lá, é verdadeiramente apaixonante. Quanto aos gatos, muitas vezes os perfumistas utilizam alguma matéria prima analoga a hormônios, talvez por isso seu perfume despertou o interesse deles. Um abraço.

  13. Adorei a crônica, Cora e estou aqui, sozinha na loja, rindo, feliz! Fosse eu você nem ligaria para a possibilidade de ser conhecida como maluca, coisa que, tenho certeza, se aplica a mim. Não acredito que meus amigos me considerem maluca de internação, mas cada vez que percebem atitudes minhas – pequenos exemplos só essa semana – construimos um triliche para os gatos, com almofadas de chita colorida, cuidadosamente escolhida para que combinasse com todos os gatos e ontem levantamos da cama no meio da madrugada porque eu escutei um som que poderia ser de algum animal perturbando a galinha com pintinhos, acho que registram mais um tracinho na minha escala de loucura. Mas mingas loucuras me fazem muito feliz! A propósito, também adoro cheiros! 😉

  14. Deliciosa e cheirosa crônica. Viajei nos Sabores do Olfato. Adorei aprender essa estória de “nicho” . Sempre usei Annick Goutal, sem saber desse precioso detalhe… Estou com o amigo acima: detesto os doces para uso pessoal. Meu preferido atualmente – Voyage D’Hermès! Para mim, simplesmente fantástico. Abandonei o Terre , também do Hermès.
    Well, viajei….

    • Amei a crônica porque gosto muito de perfumes também. Você pode publicar o nome blog da daniela? beijo, vera

      • AMEIiiiiiiiii Cora sua cronica do cheiro!!! Realmente eu amo perfumes…e ao terminar de ler me senti com vontade de entrar em qq frasco que possuo na minha penteadeira….me sacudir e sair somente com o aroma pela casa….SONHO…mas o fiz pela metade..kkkk..Tem um perfume maravilhoso: do Jo Mallone que vc irá gostar muito…aliás todas as fragâncias dele (Jo) são maravilhosas…morei por 20 anos na Europa,e alguns frascos não me permito desapegar pois são verdadeiras jóias da vidraçaria/cristais…e suas essencias ainda me trazem um quê de nostálgico e excelentes momentos…como o olfato te reporta a memória…Grata por ter feito meu dia começar mais ALEGRE e PERFUMADO…bisou…Thyna Mendes

        • Cora, que vc ainda faça lindas viagens pelo universo olfativo. Nao deixe de ler Denyse Beaulieu, grande referencia na matéria, além de escrever lindamente:
          http://graindemusc.blogspot.ch/
          E vale mencionar que existem pelo menos 4 perfumes contemporâneos de nicho inspirados no Brasil. De fato, distilam cheirinhos pindoramicos, rimando com os preços panoramicos. E’ curioso tb de se descobrir a imagem olfativa que têm de nos os criadores de perfume.
          Bahiana: Maître Parfumeur et Gantier, 2005
          Paprika Brasil: Jean-Claude Ellena p/ Hermès, 2006
          Batucada: Karine Vinchon e Elisabeth Maier p/ l’Artisan Parfumeur, 2011
          Escale à Parati: François Demachy, mais “mainstream” mesmo, mas uma delicia Dior, 2012…
          Que outra lingua, além do baianês, usa em saudaçao afetuosa: um cheirim p/ vc?
          aliki

  15. tenho uma relação meio difícil com perfumes. acho que atualmente está na moda uma coisa que abomino: perfume doce. outro dia subi no elevador com uma moça que deveria ser proibida de passar perto de diabético.

    []’s

  16. 🙂 🙂 🙂
    O pior, é ler uma crônica com tal fragrância, encontrando-me com os meus sensores de olfato fora de serviço. Faz bastante tempo que estou com asnomia – acho que é assim que se diz. O tempo vai passando e eu continuo achando que é temporário. Na dúvida, sempre me borrifo com a minha colônia preferida, que é no momento “Polo”!

  17. Me diverti muito com o fim da crônica…rsrs…uma capivara cheirosa, por que não?
    Esse planeta inebriante dos perfumes, cheiros, aromas…cria outro mundinho particular dentro de nós. Tanto é que, a memória olfativa já é uma constatação cientifica.
    Antes de me tornar anósmica ( lembra?) eu também criei esse universo paralelo.
    Lendo sua crônica lembrei do perfume que meu marido usava quando o conheci.
    Eu, com 16 e ele com 17anos.
    Era o Azarro.
    Sua crônica me fez dar um belo beijo de bom dia nele!!!

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