Motorola Razr Maxx: um smartphone nota 10

Já gostei muito da Motorola, já deixei de gostar e, de uns tempos para cá, voltei a gostar. Muito. Passei mesmo a admirar a valentia com que deu a volta por cima, e a garra com que tem corrido atrás de alguns feitos técnicos notáveis. Um deles foi a lapdock lançada junto com o Atrix e que, acoplada ao celular, transformava-se num computador – com a vantagem adicional de carregar o telefone enquanto utilizada. A idéia não foi o sucesso que a empresa esperava, mas foi uma prova de criatividade e de boa engenharia. O povo do Google concorda comigo, tanto que anunciou, em maio deste ano, sua intenção de adquirir a companhia.

A última novidade da Motorola a chegar ao Brasil é o Razr Maxx, um aparelho praticamente idêntico ao seu irmão Razr, com a diferença que vem com uma bateria que dura quase dois dias, feito inédito em qualquer smartphone que eu conheça. As especificações técnicas continuam as mesmas: processador dual-core de 1.2 GHz e 16GB de memória interna com capacidade de expansão via cartão. A diferença de peso entre os dois é pequena, de 127 para 145 gramas. O Razr original é um celular bonito e bem acabado. Fazer um modelo igual com duas vezes mais bateria é sinal de que há alguém pensando seriamente nos novos lançamentos da casa. Foi preservado o que deu certo, e melhorado o que, há anos, é o calcanhar de Aquiles de todos os smartphones.

O problema das baterias é um dos paradoxos da indústria. Assim que os celulares foram lançados, eram tijolos imensos, justamente por causa delas. A Ericsson e a Motorola, remando contra a corrente, criaram os primeiros aparelhos miúdos. Os consumidores adoraram. Mas o que se ganhou em peso e volume perdeu-se em praticidade. As baterias não duravam nada, e quem quisesse falar mais de algumas horas tinha que levar baterias extras consigo.

Pouco depois, a Nokia resolveu o problema da carga dos celulares pequenos. E resolveu tão bem que, durante muito tempo, nenhum usuário Nokia precisou se preocupar com falta de carga no seu aparelho. Pois justamente quando tudo estava bem, apareceram os primeiros smartphones – e, com eles, o drama das baterias voltou ao cartaz. Os primeiros celulares não tinham nada além de telefone e de alguns serviços básicos como calculadora ou agenda de contatos. Os smartphones, porém, chegaram ao bolso dos usuários com alma de computador. Nasceram fotografando, se conectando à internet, exibindo filmes, checando o email e as mil e uma coisas sem as quais já não vivemos. Ao fazer tudo isso, infelizmente, chupam a bateria de canudinho.

O que significa que compramos os aparelhos encantados com as suas múltiplas funções, mas, quando as utilizamos, acabamos sem carga para dar sequer um telefonema. Todos já passamos pela situação aflitiva de evitar certas tarefas para conservar o fiozinho de energia que nos garante o celular até o fim do dia. Não há, portanto, como subestimar o feito da Motorola. O Razr Maxx é um daqueles aparelhos históricos, que marca a timeline dos smartphones.

Passei as duas últimas semanas usando um deles, e estou muito, muito bem impressionada. Para resumir a história, só tenho uma queixa: falta um botão dedicado para a câmera. Para o resto só tenho elogios. O acabamento é excepcional, em kevlar e Gorilla Glass, o que faz o Razr bom de pegar e de olhar. A tela de 4,3 polegadas em amoled é clara e oferece ótima resolução; a câmera de 8MP tem flash de LED e é a melhor que já encontrei num Motorola. É veloz, faz ótimas fotos e vídeos em full HD com 30fps. A interface é simples e intuitiva. Além disso, o Razr Maxx chega ao mercado rodando a versão mais recente e “redondinha” do Android, conhecida como Ice Cream Sandwich.

Em resumo: o Razr Maxx é, sem discussão, um dos melhores smartphones do mercado, tanto em termos de acabamento quanto de funcionalidade. E é, acima de tudo, a pedida certa para quem não agüenta mais baterias que acabam antes do dia.

(O Globo, Economia, 11.8.2012)

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15 respostas em “Motorola Razr Maxx: um smartphone nota 10

  1. Comprei o Razr Maxx e estou super satisfeito…era usuário samsung e não me arrenpendi da mudança…Hoje posso sair com o smart, usar o 3g por horas assistir vídeos e ainda chegar em casa com bateria de sobra…No samsung não durava o dia todo… Uma coisa muito boa mas que precisa ser aperfeiçoado é o smartooactions…ele precisa ser mais preciso…as vezes ele para de funcionar…fora isso eu recomendo… Ah e uma capa para proteger

  2. caros amigos! Eu eu bambeei durante meses e gastei horas madrugada a dentro pesquisando pra que lado eu iria, samsung galaxy s3 ou motorola razr maxx . Optei pelo motorola e não me arrependo pois trata-se de um senhor aparelho,abateria é realmente tudo isso e um pouco mais, pois sarcasticamente eu esmerilho a coitada pra ver até onde ele aguenta.Uso das 7:00 a 00:00 em media com tudo ligado ao máximo eu vou dormir com 50 a 60 % de carga.Um amigo meu tem o galax s3 e sempre estamos comparando os dois e os mesmos estão bem equivalente.Um pouco a mais de processador ? (besteira) tudo abre na media no mesmo tempo, pra quem curte fotos realmente a resolução do s3 é um pouco melhor mais nada tão distante. Cabe é cada um analisar suas reais necessidades e não se mover apenas pelo marketing pesado da samsung, mesmo por que a diferença de preço dos dois é de mais ou menos ( R$ 500,00 ) . Estou muito satisfeito não só com minha bateria mais com todo o aparelho ( gostei e recomendo ). Mais não posso deixar de comentar pois justiça seja feita a bateria do S3 deste meu amigo me surpreendeu não é uma 3.300 mAh como a do maxx mais aguenta bem um dia normal de uso. Então caros amigos fica ai a dica de um réliz consumidos que como você neste momento também teve a interrogação na cabeça,mais analisando o custo beneficio e minhas necessidades hoje tenho a certeza que fiz a melhor escolha… um abraço a todos

  3. Cora, eu tinha colocado um comentário aqui, mas acho que não foi. É hilário, vc. já leu sobre as histórias de gente que tem o iPhone roubado e o ladrão fica tirando fotos…que vão pro cloud sem o ladrão saber? Pois é, aí o dono fica acompanhando as aventuras do iPhone roubado. Teve um caso aqui em WA, mas o mais famoso é este:
    https://www.facebook.com/media/set/?set=a.4102695045342.2181863.1221948597&type=3&l=45551c466f#!/media/set/?set=a.4102695045342.2181863.1221948597&type=3

  4. Boa tarde Cora, o que vc disse ser o único defeito, não ter um botão físico para a camera, tem sim. Nas configuracões da camera vc pode optar por tornar os botões de volume disparadores.
    Ótima matéria, obrigado.
    Marcelo.

    • Infelizmente não é a mesma coisa, Marcelo. Os botões de volume ficam mais ou menos no meio da lateral, quando o ideal para o botão de disparo é ficar na extremidade direita.

      • Oi sabe me dizer se o milestone 3 tb faz o volume virar disparador ou se existe algum app de timer para a camera, gosto de cel pratico e com tudo principalmente cam, comprei o lumia 800 e a camera deixou a desejar e mto comparada ao meu xperia pro com 8mp tb, no inicio do ano comprei um milestone 3 gostei de tudo apenas a ausencia de um botao dedicado a camera deixou a desejar, e tb n ter radio e olha q li q bastava conectar o fone q ativava sabe me dizer se a resoluçao da camera do Razr maxx é melhor q a do milestone 3, desde ja agradeço

  5. Sou um feliz dono de um Razr. No início, esse negocio de a bateria acabar logo me incomodava. Mas o carregador usb/tomada facilita a carga em qualquer lugar.

    • Tenho esse Motorola , mas não esse Maxx. Tive uma preguiça monstro de ler o manual e fui aprendendo como usá-lo na marra. No início, ficava recebendo “recadinhos” da Motorola como economizar bateria e otras cositas más.Agora que já estou total familiarizada com o aparelho, acho ótimo! E o que estranhei no inicio foi o tamanho (meio grande), mas hoje nem noto.

  6. um Motorola com bateria que preste? parece coisa de outro mundo. é que sou um dos poucos idio… oops!… proprietários de um telefone (e não smartphone) MotoCube (A45 Eco), da mesma Motofabricante, cuja Motocaracterística mais marcante é a Motobateria cuja Motocarga dura 15 Motominutos. isso aí: 15 minutos, se o usarmos para a complexa função de… telefonar.

    nunca nem utilizei nenhum dos outros Motorecursos do bicho, se é que ele tem algum.

    pior que isso é saber que é assim e não tem jeito. comprei-o pouco depois do lançamento; procurei a fabricante, assim que percebi a encrenca, pensando que fosse defeito, atrás de uma bateria nova, substituta, e fui informado sobre duas informações assustadoras:

    1. para a Motorola, não é defeito; a Motocoisa é assim: se usar, ela dura 15 minutos, se não usar, dura 1 dia e meio. 2. a Motocoisa não tem bateria para substituição, nem para compra avulsa, nem se eu quisesse uma bateria extra, de jeito nenhum!

    por isso tudo, Motorola com bateria que dure 2 dias em uso, pra mim, é quase um saci branco interpretado por Leonardo di Caprio em filme dirigido pelo Sérgio Mallandro e só acredito porque é você quem está dizendo, Cora.

  7. Dois dias de bateria é um avanço! Mas eu gostaria que os smartphones recarregassem com energia solar também!
    Ou será que o sol seria chupado de canudinho e mundo cairia nas trevas?

Diga lá!

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