Mundo animal

Cuidar dos animais abandonados de uma cidade é obrigação do poder público — mas, quase sempre, acaba recaindo sobre os ombros de uns poucos cidadãos de bem, que resolvem tomar providências diante da situação precária dos quadrúpedes. Em todas as partes do mundo, voluntários têm um papel preponderante no cuidado dos bichos de rua: eles alimentam e medicam os que vivem em colônias, administram e mantém abrigos, inventam rifas e vaquinhas para levantar os fundos que sempre faltam. Sobretudo, eles fazem das tripas coração para dar conta do estresse que a função impõe. Bichos de rua estão expostos a todos os tipos de perigos e maldades, que atingem, por tabela, os seus protetores. É que, para as pessoas que cuidam dos animais abandonados, eles não são as criaturas anônimas que são para nós, transeuntes. Eles têm nome e biografia, têm história familiar, têm gostos e têm manias, exatamente como os seus primos de sorte que vivem em casas e apartamentos.

Na maioria das cidades, a prefeitura reconhece o trabalho inestimável dos voluntários, e considera-os aliados preciosos da administração. Não no Rio. Aqui os protetores são vistos como adversários, que às vezes são até ouvidos – para que, depois, se faça exatamente o contrário do que recomendam. A Secretaria Especial de Proteção e Defesa dos Animais, que nasceu como uma boa idéia, transformou-se, com o tempo, num órgão burocrático, que trata os animais como estatísticas, e não como vidas. Exemplos disso começam, a bem dizer, na porta de casa, com os gatinhos que vivem na sede da Prefeitura, na Cidade Nova.

Lá, durante muitos anos, viveu uma gatinha tricolor chamada Perla. Era mansinha, não chateava ninguém, era o xodó de todos. Até que, em fevereiro deste ano, foi presa numa arapuca montada pela Sepda e encaminhada à Fazenda Modelo. Nunca mais foi vista. Quando alguns funcionários seus amigos foram à FM à sua procura, disseram-lhes que ela havia fugido assim que chegou, mas essa é uma história mal contada, já que aquele abrigo foi projetado para evitar fugas.

Na semana passada, outro gatinho querido no prédio, um adolescente preto e branco, caiu em outra arapuca. Antes que tivesse o mesmo destino de Perla, uma das protetoras dos animais da Prefeitura, funcionária municipal há 20 anos, abriu a armadilha e deixou-o ir embora. Pouco depois foi chamada à sala do administrador do prédio, e exonerada da função gratificada que exercia.

Durante cerca de quinze anos, essa senhora cuidou dos gatos da prefeitura, sempre atenta ao seu bem-estar e à sua saúde. Alimentou-os, tratou deles, levou-os ao veterinário quando necessário – tudo do próprio bolso. Deveria ter sido apontada como exemplo de cidadania para os demais, e poderia ter sido poderosa aliada de uma administração inteligente. Em vez disso, foi hostilizada e prejudicada por oportunistas de plantão, que amanhã estarão pendurados num outro cabide de empregos qualquer.

Vocês podem dizer que, diante de todos os problemas da cidade, a história de alguns gatos e de uma funcionária pública é um caso pequeno, sem importância. Mas essa história aparentemente modesta é emblemática por mostrar como o poder público da nossa cidade vê os animais e as pessoas que deles se compadecem: como problemas a serem resolvidos com força bruta, sem inteligência, sem sensibilidade, sem transparência.

o O o

Um outro exemplo de como a prefeitura lida com os animais que, em tese, deveria defender. Na Vila da Penha existe um supermercado chamado Atacadão. Pois no forro deste supermercado instalaram-se alguns gatos abandonados. Como o forro é de placas de isopor, que se soltam com freqüência, vez por outra cai lá de cima um gato que fica andando desesperado pelas prateleiras até ser capturado pelos funcionários – que, para dizer o mínimo, não tratam animais com gentileza. Há relatos de verdadeiras atrocidades cometidas contra os indefesos bichanos.

Horrorizada com algumas cenas que presenciou, uma freguesa do Atacadão ligou para a Prefeitura, relatando a situação e pedindo ajuda.  Disseram-lhe que em quinze dias seria feita uma vistoria no local. Dito e feito. Dentro do prazo prometido, lá estava a prefeitura, que fez… nada. Na verdade, fez pior que nada: constatando a existência dos felinos, multou o supermercado. Os bichinhos continuam lá – se é que continuam —  à mercê do destino.

— Fico imaginando o que vai acontecer com eles, depois da multa – me escreveu a senhora que teve a má idéia de recorrer à prefeitura. — O que acha que acontecerá com os bichanos?

Ninguém precisa de muita imaginação para responder a essa pergunta. É crime maltratar e matar animais, mas, convenientemente, a prefeitura faz de conta que suas ações acontecem num universo paralelo, sem repercussões ou conseqüências. O Atacadão, multado, vai se livrar dos bichinhos, se é que já não se livrou. Melhor não perguntar como. Na próxima vistoria, não haverá um único gato para contar a história. E todos, gerente do supermercado e funcionários da prefeitura, dormirão o sono dos justos, contentes com a limpeza promovida.

(O Globo, Segundo Caderno, 9.8.2012) 

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48 respostas em “Mundo animal

  1. Ah, mas que peninha! No início deste ano tive que ir até a Prefeitura e reparei, justamente, nesta gata, muito linda, tomando sol, sem se importar com as pessoas. Quase fotografei os gatos, muito bem cuidados, para o Instagram.
    😦

  2. Concordo com todos aqui. As pessoas que se importam com o que acontece com os animais ainda são vistas como excêntricas, um ponto fora da curva. incovenientes. E a imprensa que adora rotular tudo as chamam de “defensoras dos animais”. Eu odeio isso, pois ninguem diz “defensora de crianças” ou “defensora de deficientes”, pois já está subentendido que é obrigação de TODOS dar suporte aos indefesos. O jornal Globo premia anualmente quem faz a diferença, mas nunca deu um prêmio desses a um ativista do direito animal. Minha candidata seria a Cora Ronai, claro, mas tá dificil a midia , assim como os políticos, deixar de tratar e esses abnegados como aberração.Quando a civilização vai chegar à elite dominante deste país ?

  3. Hoje na pag 26 do jornal o Globo saiu uma matéria ” fofa ” sobre os Gatos do Campo de Santan, Sepda, etc. Parece matéria ” paga “. Deprimente.

      • Carta enviada para O Globo

        Sobre a matéria no O Globo sobre o gatil construído pela prefeitura e seu custo, gostaria de informar que os animais, por lei, são tutelados pelo Estado e por isto não foi nenhum favor, é lei. Há leis tantos municipais, estaduais e federais que os protegem e a sociedade deve seguir o que determinam as leis. Somos um Estado democrático e de direito.

  4. Que bom que você publicou esta coisa toda. Estou tão chocada com tanta maldade com os bichinhos. A Perla partiu meu coração. Quanto absurdo. Como pode existir uma secretaria que deveria defender os animais, fazer tamanhos absurdos???
    Acompanho sempre as notícias no grito do bicho e às vezes fico tão chocada que nem sei o que dizer. Ajudei a cuidar dos gatos do Bosqueguns filhotesda Barra até que eles tiveram que sair de lá e infelizmente não conseguimos que eles fossem para onde gostaríamos. Depois foi a vez das capivaras. Cuidávamos delas com tanto amor e carinho até que elas começaram a morrer e ninguém procurou saber o que estava as matando e todas acabaram… fiquei tão triste com isso que nunca mais fui ao Bosque.
    Agora caminho todos os dias, no final de tarde, na Colônia Juliano Moreira (moro perto) e como lá é um lugar que tem muitos cachorros, acabamos fazendo “amizade” com alguns e estamos levando uma “comidinha” para estes “amiguinhos” que sempre vem ao nosso encontro abanando os seus rabinhos. Infelizmente ali é um lugar onde frequentemente são abandonados alguns filhotes e adultos também. Por enquanto consegui adoção para os que lá encontrei. Foram alguns gatinhos e um show-show que estava todo maltratado e já com aproximadamente 5 anos. Depois de tratado ficou lindo. Os cachorros que vivem lá são castrados (não sei quem faz este trabalho, que felizmente existe por lá) e são alimentados por alguns voluntários que cuidam deles. Mas é assim que nossa cidade cuida de seus animais sem quase nenhum apoio do governo.

  5. Venho reiteradamente criticando esta Sepda, inclusive um funcionario que se faz de bonzinho porem continua inerte diante de todas as atrocidades feita pela Sepda de Luiz Gonzaga. È verdade que o responsável por esta equipe nefasta é o prefeito. Porém é verdade também que é impossivel ele acompanhar tudo que ocorre na casa. A senhora da Prefeitura foi reintegrada a seu posto por ordem direta do Prefeito assim que tomou conhecimento do fato (tenho os emails da comunicação da situação feito pelo Claudio Cavalcanti e da resposta do Prefeito garantindo a reintegração da funcionaria). A anulação da exoneração foi publicada ontem no Diario Oficial. Pelo menos desta foi feito justiça

    • A questão, insisto, é que qualquer que seja o prefeito, ele está lá para nos servir. Se não fossem as milhares de pessoas ajudando com seus próprios recursos, os animais estariam bem pior. E se existe uma sepda, que ela funcione.

        • Tenho a impressão de que o prefeito corrigiu porque foi aconselhado a tomar essa atitude. Ele não quer ficar mal agora. Fosse em outro período, não eleitoreiro, o caso seria abafado, trocado por um outro assunto e passaria batido.

          • Catarina, você sabe que não sou de defender o Prefeito principalmente em relação a Sepda mas posso lhe garantir que êle ficou bastante irritado quando soube do ocorrido e respondeu de imediato que iria reverter a situação. Acredito que ele (por motivos politicos?) está tendo que engolir esta Sepsda goela abaixo

  6. Marcus Borelli
    Embora minha cardiologista vá reclamar por conta da taquicardia que sinto ao ler essas coisas e tomar conhecimento dos detalhes sórdidos, sinto minha alma mais leve quando nos percebo unidos e organizados.
    Li tudinho no Grito do Bicho e já compartilhei no face.

    • Não podemos afirmar que 100% das informações lá postadas são confiáveis. Infelizmente sempre há alguma tendência nas pessoas. Mas a sepda tem que mudar, e mudará se nós nos unirmos em prol dos animais.

      • Marcus, se vc. está se referindo ao nosso blog O Grito do Bicho,
        sinceramente, não consegui entender seu objetivo de desqualificar nosso trabalho insinuando que as informações oferecidas em nossas postagens, não são 100% confiáveis e são tendenciosas.
        Vc. não me conhece, mas, me apresento: sou uma mulher com 65 anos de idade, sendo que mais de 40 dedicados a causa de implantação do direito animal. Fui merecedora pelo destino de criar programas pioneiros que beneficiam milhares de animais. Desafio encontrar alguma mancha mínima no meu caráter e se alguma vez alguém lhe induziu a pensar que sou uma pessoa “tendenciosa” sugiro que use sua inteligencia e avalie por si nosso curriculo a disposição no blog (coluna da direita).
        Posso lhe afirmar que TUDO QUE PUBLICO É 1000% CONFIÁVEL e pode ser comprovado a qualquer momento. Minha tendência, se assim quiser chamar, é totalmente direcionada ao benefício dos animais e jamais – EU DISSE JAMAIS – usei de qualquer situação em benefício próprio.
        Portanto, espero que reveja sua declaração que me ofende e demonstra que não acompanha nada do que esta DOCUMENTADO em nosso blog.
        abraços e muito obrigado

          • Sr. Marcus, sua afirmativa inicial era de que nossas postagens não eram 100% confiáveis e eram tendenciosas. Agora o sr. diz que não concorda 100% com o que digo. O que é bem diferente.

            Talvez, não tenha percebido, mas, não escrevo para ninguém concordar ou discordar. A característica do nosso blog é apresentar fatos para os quais eu tenha provas.

            Portanto, prefiro que peça desculpas pela ofensa feita ao meu caráter e a minha dignidade. Não me importo com a concordância do que é publicado em nosso blog, pois, aceito muito bem o limite intelectual de cada um.

            Agora, repito: NÃO ACEITO QUE CALUNIE E DIFAME MEU TRABALHO. Aguardo suas desculpas publicas, por favor.

      • Caro Marcus Borelli, eu jamais indicaria artigo, Blog ou coisa semelhante se não soubesse do que/quem se trata. Eu indiquei leitura do Blog Grito do Bicho http://www.ogritodobicho.com/ por ter certeza máxima que é complementar à leitura da crônica dessa semana da Cora.

        Fiquei muito sem graça.

        Acho muito duvidoso, de verdade!, que na reportagem-denúncia feita pela Sheila Moura não tenha confiabilidade, credibilidade e veracidade, já que, ela coloca nomes, datas, locais e circunstâncias que, não sendo verdades confiáveis, ela responderia por tudo isso.

        E nem pense que ela solicitou que eu escrevesse algo aqui. Eu vim porque li e fiquei muito decepcionada. Eu conheço várias pessoas ligadas à Causa Animal e percebi a lisura no trabalho de muitas, mas poucas são aquelas pessoas que citam nomes e mostram o fato com autoridade.

        Repito que eu, Paula Regina, jamais indico reportagens e pessoas que não tenham fidúcia. É meu nome e minha pessoa também em xeque.
        Grande Abraço.

          • Concordo plenamente com as declarações do Marcus e nós temos todo o direito de manifestar nossa opinião.

            • Dra. Preci, direito de discordar é uma coisa… aliás, salutar… Entretanto, afirmar que minhas declarações não são confiáveis e são tendenciosas, já é outra coisa… é ofensivo e difamatório… principalmente, porque não publico absolutamente nada que não seja comprovado. Sugiro uma leitura mais apurada de nossas postagens, já que não vejo dificuldades intelectuais.

              O Sr. Marcos Borelli não me conhece, e nem mesmo a Sra., para levantar suspeição sobre o que publico e, muito menos, sobre meu caráter. Nunca fiz nenhuma jogada política e acho que a Sra. sabe muito bem que fui vítima da crueldade de pessoas que, por nada, ABSOLUTAMENTE NADA, destruiram meu trabalho altamente produtivo para os animais. Estas pessoas sim, foram tendenciosas, pois, agiram por só “ouvirem falar” da minha pessoa.

              Se eu fosse uma pessoa tendenciosa, jamais teria acreditado nas suas palavras ditas em evento na Câmara Municipal quando se declarou arrependida de um dia ter sido uma vivissectora. A TENDÊNCIA dos incrédulos, é a negação de ser isto possível. Entretanto, sempre usei este episódio em textos e palestras como algo extremamente positivo. Se eu fosse TENDENCIOSA, não teria colaborado, sem que mesmo soubesse, quando esteve as voltas com os gatos do Parque Laje.

              Portanto, Dra. Preci, saiba que respeito muito opinião alheia, posturas alheias e direito alheio. E como o direito de um termina quando começa o do outro, lembro que, legalmente, discordar é democrático, mas, difamar é CRIME.

              Solicitei, apenas, que o Sr.Marcos corrigisse suas palavras indevidas com um pedido de desculpas, e se a Sra. endossa o que ele disse (nosso blog não é confiável e é tendencioso), creio ser necessário que se desculpe também, ou do contrário, terão que provar no que e quando ofereci informações que não fossem confiáveis e que fossem tendenciosas na exposição de verdades que muita gente não sabe.

              Aliás, informo a Sra. e ao Sr. Marcos que não responderei mais nada, pois, o pouco de tempo de vida que me resta é dedicado somente ao benefício dos animais. Assuntos de “serumanos” tenho dispensado sistematicamente. Passo a bola à quem compete.

  7. Mesmo sendo revertida a situação da exoneração, diga-se de passagem, por influência de terceiros, a situação pavorosa da sepda nas mãos desse louco permanece.
    Vejam a foto dele numa sessão publica sobre proteção na Câmara de Vereadores do RJ no facebook da Oitovidas. Nao é possível que o Prefeito fique refém de gente assim.
    Vou ler o link que vcs sugeriram também.

  8. À minha maneira contribuo, ainda que pouco (por falta de mais oportunidade) para as pessoas conhecerem o que é o sofrimento de abandono ou, principalmente, de maus-tratos. Com crianças, cujos pais não educam o suficiente, e nos dão beliscões, tapas ou pisam nos pés, não penso duas vezes: “retribuo” os tapas, beliscões e pisões. Como eles vão saber se doem se não lhes dermos a oportunidade de experimentar do próprio veneno? Muitos pensarão que sou doida, malvada, que não gosto de crianças etc. e tal. Ao contrário, por amá-las é que faço isso.
    Desta forma, penso eliminar os “eduardos paes” da vida…
    Ainda bem que em minha família todas as crianças têm carinho por animais.

  9. Me dá uma tristeza profunda ver a maneira que os gatos (os animais em geral) são tratados nesse país. Tenho sempre o pé atrás com as ações da SEPDA.

  10. E preciso altuar legalmente a Prefeitura por mao cumprir com suas obrigacoes como gestor publico.
    Seu relato jornalistico-denuncia publica Cora e um caminho. Mas podemos e devemos fazer mais como cidadaos. Ou sera que o Sr. Eduardo Paes e seus Sectetarios irao nos “exonerar” tambem?
    Penso que o principal e exigir que politicas publicas se cumpram, sendo o projeto de castracao de animais de rua (realizada de maneira humanizada) junto a multas por abandono de animais ja dimesticados os primeiros que darao reconhecimento ao lugar dos bichanos na sociedade.
    Abaixo-assinados; comussao de acompanhamento e fiscalzacao cidada da atuacao dessa secretaria e outras sao uma ideia.
    Se e que nao estou atrasada e ja nao acontecem.

  11. É muito triste viver numa cidade que nao respeita e nao protege os animais abandonados. Animais “de rua” só existem pq um ser dito humano os abandona. Sou protetora e posso dizer que muitas vezes desanimo diante de tanta dificuldade. O poder publico,já que nao ajuda em nada,poderia ao menos nao atrapalhar.

  12. Gostaria, imensamente, de assinar embaixo deste post. Você disse TUDO o que eu vivo repetindo para todos.
    Os protetores fazem o que a Prefeitura do Rio de Janeiro não faz.
    A Sepda é a Secretaria que mais tem gente acompanhando seu trabalho. Deveria, portanto, ser uma vitrine do trabalho de uma Prefeitura que ostenta entre suas inúmeras Secretarias, muitas inúteis, uma que deveria promover um trabalho integrado com a Secretaria de Educação e de Saúde, realizando um competente trabalho de informação e prestação de serviços.
    Alô Sr Eduardo Paes!!! Seu subsecretário de Saúde tem em mãos um projeto de castração itinerante desde junho de 2011…entregue em mãos na Câmara diante de inúmeros protetores.
    Chega de inoperância, ineficácia e incompetência.
    Ouça quem conhece o trabalho…construa um grupo disposto a lutar realmente pelos animais.
    E nao por seu próprio bolso.

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