Os gatos e as árvores

Uma das minhas amigas ligou revoltada, depois de ver a foto-denúncia do Domingos Peixoto:

— Você viu o PM usando spray de pimenta contra uma cadelinha? Muita covardia! Às vezes me dá nojo pertencer ao gênero humano.

— Calma! O gênero humano, como um todo, até que tem progredido. A comoção que a foto está causando é prova. Claro que isso não impede que uns tantos humanos, individualmente, continuem agindo como trogloditas.

Foi difícil convencê-la de que a humanidade merece uma segunda chance — até porque, depois de ver as fotos do governador Sergio Cabral e de sua corja em Paris, eu mesma não estava muito convencida disso. No dia seguinte, ela me ligou novamente, bem mais animada, para conversar sobre o inquérito que vai investigar o animal.

A pena para maus-tratos a animais é muito pequena, mas o simples fato de o Ministério Público atentar para o caso é um progresso. Há um tempo que ainda está na memória de muitos de nós, maltratar bicho não dava nada, nem censura social. A consciência de que os animais têm tanto direito à vida e ao bem-estar quanto nós é recente no mundo todo e tem progredido, em parte, acredito, graças à internet, onde denúncias são rotineiras.

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Enquanto isso, no Iate Clube, o comodoro Luiz Carlos Barroso Simão mandava, por circular, uma prova de que o ser humano tem salvação: nela, informava que, baseado na Declaração universal dos direitos dos animais, e na própria constituição brasileira, o ICRJ optou por contratar um veterinário para castrar e cuidar dos gatos existentes em suas dependências. Não fazê-lo seria negar a eles as condições de vida dignas a que têm direito.

Os gatinhos do Iate, que há anos são cuidados pela protetora Marilene do Canto Telles, agora são clientes oficiais de Lelia Winkler, a mesma veterinária que, ao longo dos últimos 20 anos, tratou deles como voluntária. Lélia tem uma clínica na Rua Jardim Botânico, para onde vão os que precisam de tratamento.

Há quem argumente que clubes não são lugar para bichos. Há controvérsias. O fato é que, no Rio, ninhadas inteiras são abandonadas por pessoas que têm pena de castrar seus animais de estimação, mas não acham nada demais em se desfazer dos filhotes da forma mais irresponsável. Ignorar essa realidade é marca de administradores incompetentes; tentar eliminar os animais é marca de criminosos.

Com toda a população de gatos castrada, vacinada e bem alimentada, o Iate vira exemplo de humanidade e de civilização.

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Agora mesmo um outro clube chique da cidade, o Jockey, volta à carga contra os gatos que tiveram a infelicidade de lá serem abandonados. Essa guerra contra os felinos é longa e estranha, considerando o quanto cavalos e gatos se dão bem; mas, infelizmente, o clube não é dirigido pelos seus quadrúpedes.

A presença de gatos no Jockey nem sempre foi mal vista. Na verdade, parte dos que lá estão foram levados pelos próprios sócios, para caçar  ratos na área dos cavalos. O seu infortúnio nasceu de uma conjunção de fatores adversa: a realização do Vivo Open Air e a posse de um diretor intolerante e preconceituoso, que nunca escondeu os seus verdadeiros sentimentos em relação aos gatos. O Vivo Open Air entra na história porque a sua produtora sugeriu ao Jockey a criação de um gatil temporário para abrigar os gatos durante o evento. Embora tivesse prometido entregar um espaço com a infraestrutura necessária ao seu bem-estar, tudo o que ela fez foi cercar com tela uma área úmida e sombreada. Menos mal se, de fato, os gatos tivessem passado lá apenas 20 dias; mas a direção do Jockey tornou as instalações permanentes, e passou a usá-las como depósito de animais.

Em breve o tal gatil, que por trás do nome simpático esconde um verdadeiro campo de concentração para felinos, tornou-se centro de doenças contagiosas. Gatos sadios eram misturados aos doentes, nem uns nem outros eram bem alimentados e todos morriam feito moscas. O gatil foi desativado em 2006, depois que a Sepda (Secretaria de proteção e defesa dos animais) constatou a monstruosidade que representava. Hoje, porém, a mesma secretaria, inteiramente desvirtuada e agindo contra os interesses dos animais, se aliou ao Jockey para a reabertura daquele palco de horrores. Além de desumana, a ação é ilegal: o espaço foi interditado pelo Centro de Controle de Zoonoses por absoluta insalubridade. A ONG Oito Vidas, uma das mais sérias e aguerridas na defesa dos animais, acaba de entrar com uma representação junto ao Ministério Público contra o JCB e o secretário Luiz Gonzaga Leite – que de defensor de animais não tem nada.

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Sábado agora, dez da manhã, muitos de nós que somos contra a construção de uma saída de metrô na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, estaremos lá para abraçar a praça e para mostrar o nosso apreço pelas 113 árvores lindas e antigas que uma administração burra e autoritária marcou para morrer. A necessidade dessa estação é altamente discutível; mas ainda que se chegue à conclusão de que é indispensável, há outras soluções possíveis que não envolvem o corte de tantas árvores quase centenárias. Tudo é questão de bom-senso e de sensibilidade, matérias-primas em falta no atual governo.

(O Globo, 10.5.2012)

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29 respostas em “Os gatos e as árvores

  1. Cora,

    Sempre gostei de você, do que você pensava em escrevia.
    Mas gostei, não gosto mais.

    Escrever qualquer coisa, com qualquer desculpa esfarrapada para não mexer na “intocada” Ipanema por causa de Metrô me espanta.

    Este discurso de árvore, gato é chato para caramba. Você, viajada, imaginou que Ipanema e Leblon serão ilhas de isolamento?

    Para mim, discutível é este seu argumento falho de que Ipanema não precisa de outra estação. Todo o entorno da praça NÃO É residencial, existem muitas lojas e galerias comerciais. E desculpe, a distância da General Osório até a Nossa Senhora da Paz é de quase um 1 km (são 820 m).

    O governo está errado em fazer a Linha 4 como se fosse uma extensão da Linha 1. Mas a Linha 1 precisa SIM de ir até o Leblon e Urca e até se Deus quiser, fazer o anel fechando na Estação Uruguai, criando assim, uma facilidade a mais de quem virá da Zona Oeste.

    Acho que tá na hora dos cariocas fazerem o mesmo churrasco diferenciado em Ipanema, para ver se este “zé povinho” da zona sul carioca se manca e aprende que a Cidade é de todos, não só de uma única região.

    • Não sou contra mais uma estação de metrô; sou contra o desfiguramento da praça. Parece que, no Rio, praça é lugar para tudo, menos árvores, paz e sossego: vide Praça do Lido, Cardeal Arcoverde e a própria General Osório.

  2. Cora,

    Não pude deixar de comentar seu texto.

    Acho leviano de sua parte, enquanto escritora e JORNALISTA, escrever sobre qualquer assunto de maneira tendenciosa sob pretexto de liberdade de expressão.

    Se este policial realmente tiver feito o que fez por motivação errada, infelizmente só estaria revelando a ignorância de nossa população. Cada um oferece o que tem, isso é resultado também da educação recebida e compartilhada. Sem dúvida, se fossêmos um país justo, esse policial em caso de má conduta seria punido e receberia treinamento necessário para exercer bem sua profissão. No entanto, se ele tiver feito isso com boa intenção, mesmo que equivocado. pode ter ajudado a evitar acidentes.

    À propósito, fui atacada há um mês por um cão de rua que estava em via movimentada do Centro de Niterói. Tive sorte do ferimento ter sido superficial, de ser jovem; Se fosse um idoso ou criança poderia ter sido pior. Tive que ficar 1 mês em tratamento com vacinas anti-rábicas e enfrentar um problema ainda maior que são os postos de saúde.

    Então, falar sobre a covardia alheia é fácil. Quero ver é falar de sua própria covardia ao julgar o outro tendo como base o desconhecimento dos fatos. Quero ver também ser atacada e mordida por um cão de rua abandonado e ter que enfrentar a cada dose o caos dos postos de saúde. E se a queridíssima senhora sua amiga quer dar uma de juíza, é aconselhavél que ela tenha a intenção de punir os verdadeiros (ir)responsáveis: as pessoas que tratam animais como brinquedos (“um dia quero, no outro não quero mais”), a prefeitura que não recolhe, trata, cuida dos animais, além de um trabalho de conscientização da população sobre o abandono de animais (que também é considerado maus-tratos por omissão e negligência).

  3. Cora, também duvido de tudo o que o governo Cabral “promete”, mas muito me espanta você, uma pessoa culta e viajada, ser contra a construção do metrô. Falar da defesa das árvores quando se sabe que o impacto ambiental da expansão do metrô é infinitamente inferior ao impacto causado pelo trânsito de ônibus e carros pelas ruas (volume esse que tenderia a diminuir ao final da obra) é um retrocesso. O que está por trás desse movimento em “defesa da praça” soa muito mais classista e elitista do que ecológico. Os moradores de Ipanema e Leblon se esquecem de que nem todos têm carros, motoristas ou dinheiro para se deslocar de táxi pela cidade. E chega a ser hipócrita esse movimento contra o metrô uma vez que todos, mesmo os endinheirados de Ipanema e Leblon, andam de metrô pelas cidades mundo a fora quando para lá viajam. Não seria um sonho maravilhoso termos no Rio um metrô como o de NY ou de Paris? Para isso sacrifícios são necessários. Infelizmente o governo do estado está fazendo isso errado, prolongando a linha 1 até a Barra e chamando-a de linha 4. Mas é o que temos no momento. Resta a nós, amantes da natureza e de Ipanema cobrar que a praça seja ao máximo preservada.

    • Ninguém é contra o metrô. Muita gente é contra o traçado que o governo determinou, isso sim, que, além de tudo, vai ser mais uma oportunidade de infindáveis roubalheiras. E há vários lugares para plantar essa saída, seja no antigo Chaika, seja nas galerias comerciais. Acabar com a única praça arborizada do bairro é que é um absurdo. Outro absurdo é vir com esse papo de que o legítimo protesto dos moradores é classista: a praça General Osório também fica em Ipanema. Ou será que na cabeça de quem vê elitismo na defesa da Nossa Senhora da Paz a população de um quarteirão é uma coisa e a de outro é outra coisa?

      • Como assim “plantar essa saída (…) no antigo Chaika” ? Não se constrói uma estação de metrô assim, não basta simplesmente cavar um “buraquinho pra passar a escada”. É necessária uma obra complexa, que durante a construção, precisa ocupar um grande espaço na superfície. Além disso, pra quem acha que o Jardim de Alá ou a General Osório estão “logo ali”, peguem a régua do Google e meçam, são mais de 900 metros pra cada lado. Sem falar que a plataforma da estação General Osório não fica na esquina da Teixeira de Melo e sim dentro do morro, praticamente em Copacabana.

      • Cora, o problema é que realmente a saída do metrô na Gal. Osório é um monstro tão feio quanto o obelisco da Paul Redfern. E isso irritou muito os moradores e amantes de Ipanema, que temem algo semelhante na querida praça N. S. da Paz. Por mim, o metrô seria construído embaixo da Rua Visconde de Pirajá e não embaixo da praça, mas o impacto no trânsito seria muito pior, há de se concordar com isso.

        Sim, está havendo e certamente haverá mais ainda roubalheiras nessa obra, como em muitas outras na cidade, no estado, no país. Cabe ao povo eleitor fiscalizar esses gastos. Mas ninguém se dá ao trabalho, não é mesmo? Todos preferem ir a praia, jogar futebol, assistir novela e pular carnaval…

  4. Quando terminei de ler a matéria sobre os gatos e as árvores eu que já era fã da coluna fiquei mais fã ainda. Adorei ver o nome da Oito Vidas. Adorei a defesa dos gatos e das árvores. Adorei as palavras sobre o secretário da SEPDA e governo. Viva o Iate até porque a humanidade tem salvação.
    Aparecida Negreiros

  5. A cadela e o spray
    Não sou contra animais de espécie alguma, muito pelo contrário sou uma árdua defensora, mas no caso da cadela atingida com spray tem de se analisar as coisas imparcialmente. Não pode ser “É PM, sou contra”. Sim, eu concordo que os policiais são despreparados, como também são mal pagos e desprestigiados. Neste caso no início, como quase todo mundo, também fiquei indignada com a atitude do PM, mas toda a imprensa – até você Cora – consegue guiar a opinião pública para onde ela quiser. Um dado muito importante foi ocultado e que só foi revelado na sessão de cartas do Globo pelo leitor Marcio Moitinho Malta (O GLOBO – 09/05/12) quando revelou que o fotógrafo Domingos Peixoto, autor da polêmica foto, tinha tentado atacá-lo antes e que achando que a cadela iria morder o PM ele ficou a postos para a foto. Como bem disse o leitor parece que a covardia que está sendo praticada é contra esse policial, que já ganha pouco, arrisca sua vida para nos proteger e é crucificado por tentar se proteger contra uma mordida de cão. Como disse outro leitor a maioria das pessoas que se defrontassem com uma cadela solta na atitude da estampada na foto, no mínimo, procuraria uma pedra ou um pedaço de pau. O PM usou o que tinha em mãos: spray de pimenta.

    • Pois é, Cristina, uma cena com várias interpretações. Não sou contra os poderes constituídos (os honestos, por óbvio), porém sou a favor de todo e qualquer animal. Como “quem conta um conto aumenta um ponto”… vamos lá saber a verdade do fato.

  6. Cora, uma coisa você falou bem, tudo é questão de bom senso. Coisa que a meu ver não há no movimento que quer impedir o metrô para salvar 113 arvores. O beneficio ambiental de uma estação de metrô no local (planejada já há mais de 4 décadas) é ENORME, muito maior que a preservação das 113 arvores. E destas, como já mencionaram, 100 serão transplantadas e apenas 13 terão que ser “sacrificadas”.

    Metrô significa menos carros nas ruas, menos ônibus nas ruas, menos emissão de gases poluentes e sobretudo uma mobilidade urbana que vai beneficiar todos os moradores e visitantes da cidade.

  7. Será que a Prefeitura irá utilizar este equipamento, para remover as árvores e posterior replantio?

    • Tom, pode ter certeza que não.
      Aproveito e insiro aqui uma bela música cantada pelo baiano Xangai, cujo título é Matança, composta por Jatobá, e cantada há mais de 30 anos. Se tiver paciência de 4 minutos, acesse.

  8. Obrigada por nos brindar com mais um artigo lúcido e objetivo que nos deixa, sim, vontade de acreditar um pouquinho mais na raça humana.
    É…talvez exista luz no fim do túnel!

  9. Cora, é preciso esclarecer algumas coisas importantes sobre a construção da estação Nossa Senhora da Paz. Estou percebendo que os protestos estão se baseando em informações incompletas sobre a obra, talvez misturadas com lembranças desagradáveis dos anos 70 quando o Metrô de fato devastou boa parte da cidade.

    A informação oficial, divulgada pelo Governo do Estado, é a seguinte:
    “O chamado “pulmão de Ipanema” será preservado. Das 309 árvores existentes na área de lazer, 113 da área interna da praça precisarão ser removidas. Cem delas serão retiradas com as raízes e mantidas por 15 meses até poderem retornar à praça para serem replantadas. As outras 13 são da espécime figueira, que não permite o replantio. Por isso, serão plantados novos exemplares.”
    Fonte: http://www.rj.gov.br/web/imprensa/exibeconteudo?article-id=715576

    Isto é, a praça não perderá NENHUMA árvore, e os 113 espécimes não serão abatidos, e sim transplantados durante o período das obras. A própria obra será feita usando técnicas menos agressivas do que as empregadas nos anos 70, reduzindo a área escavada e a duração do trabalho na superfície. Ao final, a praça será devolvida à população restaurada do mesmo jeito que era antes.

    • Honestamente, Rafael? Não acredito em nada do que o governo promete. Mas, ainda que acreditasse que todos trabalharão com a melhor das intenções, não sei se árvores tão antigas podem ser manipuladas assim.

      • Engraçado,

        Ao invés de ficar discutindo sobre o Metrô de Ipanema (projetado no original do Metrô, datado da década de 70), por que vocês, entendidos e jornalistas, não usam as suas vozes potentes para elevar o nível da discussão para o nível de porque a Linha 4 não pode ser uma nova linha de Metrô e não apenas uma extensão da Linha 1?

        Ipanema e Copacabana são bairros extensos e assim como o primeiro, Ipanema precisa sim de 2 a 3 estações de Metrô. Aos viajados aqui, Paris e Londres tem estações de Metrô quase que em cada esquina, por que Ipanema (ó Ipanema!) seria diferente? Meu poupem né?

        Então, vamos falar algo que é sério e que é real? Vamos lá. Linha 4 começando quase que na Urca, passando por Botafogo (conexão com a Linha 1) e passando por Humaitá, Jardim Botânico e até indo a Leblon e se conectando novamente à Linha 1 na Gávea?

        E o sonho de muitos: a Linha 4 ligando a Barra até a Carioca, no Centro, tendo como traçado o que já foi descrito acima. O quão melhor seria para todos os cariocas, não só os que moram na zona sul né???

  10. Quando será que o brasileiro aprenderá a votar? Pelo visto, nunca! Aqui, em Sampa, estão querendo acabar com alguns quarteirões do entorno do Parque do Ibirapuera (arborizados), para a construção de edifícios. Infelizmente, o $ manda neste país, não é mesmo, Sérgio?
    Quanto ao cãozinho da Rocinha, creio que não dará em nada, pois o tal PM disse que o cãozinho queria mordê-lo. O coitadinho tinha cara, mesmo, de feroz!
    As campanhas na internet têm surtido resultados – tenho assinado praticamente todas a favor dos animais.
    Vamos caprichar nas próximas eleições, vamos?

  11. Assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade. Mas caminha. Ainda que eu também duvide.

  12. Muito legal essa iniciativa do ICRJ! Deveria ser um exemplo pra todos os clubes, escolas etc….quanto a praça NSenhora da Paz, eh uma tristeza. Se substituível as arvores, o farão por arvores minúsculas que provavelmente morrerão. E os pássaros que tem seus ninhos nessas arvores que serão abatidas? Quando fizeram aquele monstro do museu na praça onde tem a estatua de Sao Sebastião na Gloria também derrubaram umas arvores centenárias . Foi uma tristeza só…..

    • É mesmo, Marcia, quantos passarinhos estão perdendo seus ninhos, com ovinhos ou filhotes ou seu lar, o que é bem pior. Perdendo seu espaço em nome do maldito “progresso”…

  13. Corinha querida, como amante dos animais de uma forma geral e dos gatos em especial, quero dizer como fiquei feliz com seu post. Que apareçam muitos outros exemplos iguais ao ICRJ! E torço para queo Jocquei tome vergonha na cara!

  14. Tomara que o ICRJ se torne um exemplo de como podem ser tratados os gatos com respeito. O Joquei bem que poderia seguir este exemplo e criar um ambiente saudável para seus gatinhos.
    Quanto a Peaça N.S.da Paz, parece que os dirigentes responsáveis pelo metrô são mesmo anti-ecológicos e não pensam nem um pouco em respeitar árvores centenárias que tem o seu papel importante numa cidade grande como a nossa na qualidade do ar que respiramos. Cada uma pode ser comparada a um alvéolo pulmonar para que possamos respirar nmelhor… será que escrevi alguma besteira? Estou delirando? ou as árvores não são importantes??? Para mim, cada árvore é um alvéolozinho no pulmão que precisamos para poder respirar melhor. Me dói o coração quando vejo árvores sendo assassinadas para abrir espaço para construção de um monte de prédios… o surgimento da “Península” na Barra foi, na minha opinião, um crime ambiental. Aqui em Jacarepaguá estão acabando com os sítios e em seu lugar estão surgindo muitos prédios. Onde morava uma família vão morar umas duzentas… vai ser uma loucura dentro de pouco tempo… as ruas continuam as mesmas e acredito que não vão caber tantos carros nelas… O Recreio também está crescendo muito. Mas parece que ali estão ampliando as ruas. As árvores vão sumindo neste crescimento desenfreado.
    Cora, gostei demais da sua crônica.

  15. Se fizerem com a Praça o que foi feito nos jardins do Museu da República, e na Rua Silveira Martins – aonde nada, até hoje, foi replantado – vai ser horrível.
    Voltei lá, outro dia: triste mesmo, só sobrou o “miolo” do jardim, as árvores em torno foram todas cortadas.

  16. Gostaria de agradecer à você Cora em meu nome e em respeito aos Gatinhos que sofrem nesta cidade pela emocionante e comovente crônica esta que você escreveu. Traduz com fidelidade a realidade. Muito obrigado.

  17. Nem tudo está perdido. Bela atitude da direção do ICRJ! Quem sabe isso não se multiplica e a Hípica, o Jockey, acompanham!
    Quanto às árvores, nossos dirigentes não respeitam e as consideram um impecílho! Quanta ignorância!

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