Umas e outras

As notícias do mundo dos smartphones continuam sendo destaque por toda parte. A Nokia amargou um prejuízo de mais de novecentos milhões de euros no primeiro trimestre, quantia até banal aqui nessas páginas de economia, mas inimaginável para qualquer ser humano sem muitas luzes financeiras, como é meu caso. Em última instância, essa montanha de dinheiro perdido poderia até ser prova de pujança economica, porque é preciso ter muito tamanho para perder tanto – ou, no mínimo, para perder tanto e manter o CEO à frente dos negócios. Pois a situação está feia, mas Stephen Elop continua no leme da finlandesa, cuja esperança de melhores dias repousa na linha Lumia.

Além dos predicados dos Lumia e de uma ajuda sincera e robusta da Microsoft, a Nokia conta com a torcida dos clientes que conquistou em melhores dias. Acho que não há bípede que tenha usado um N95 que não torça por ela. A RIM, que também está correndo atrás, é outra que conta com uma base fiel: seus Blackberries não têm usuários, têm fãs. Este tipo de fidelidade falta à Samsung, mas esta, como atual líder de mercado, pode se dar ao luxo de viver sem bilhetes de amor. A campeã coreana tem um trunfo maior em mãos: ela sabe para onde sopram os ventos, e tem lançado um celular mais atraente do que o outro. E, pelo sim pelo não, ataca em todas as frentes. Seus Androids são best sellers, mas têm irmãos Windows Phone.

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Por falar em Samsung: a Tim lança semana que vem, com exclusividade no Brasil, o Galaxy S II Lite. O preço, de R$ 999 à vista, é muito razoável para um smartphone; o aparelho virá desbloqueado. Suas especificações são, é lógico, mais modestas do que a dos seus parentes mais caros – mas dão perfeitamente bem para o uso diário. Ele vem com processador Dual-core de 1 GHz, 1Gb de memória RAM, tela de 4”  WVGA Super Amoled, câmera de 5Mp com flash e câmera frontal de 1,3Mp, GPS,  Wi-Fi 802.11b/g/n, Bluetooth 3.0, 8Gb de memória interna (expansível via cartão microSD) e gravação e reprodução de vídeos em HD. Roda Android Gingerbread.

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Passei um tempo afastada do Instagram. Nesse ínterim, o número de usuários aumentou de 10 milhões para 30 milhões, o programa ganhou uma versão para Android e, last but not least, foi comprado pelo Facebook. E eu me peguei me perguntando por que, exatamente, parei de usá-lo.

Voltei há três dias e, vejam só, já tenho a resposta! É que, de todas as redes sociais, ele é disparado a mais viciante, pelo menos para mim, que gosto de fotos e de imagens. Impossível passar meia hora vendo o que há de novo; a brincadeira começa em duas horas… e o céu é o limite.

Ainda não sei se voltei para ficar, ou só para brincar um pouco. Há cada vez mais distração online para cada vez menos tempo.

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Outro chupa-cabra de horas vagas (e nem tanto): o Foursquare. Desse, embora inscrita desde sempre, nunca cheguei a participar. Mas, uma vez que a gente começa a brincar, como comecei a fazer essa semana, não para mais. A idéia é marcar onde quer que se vá – aeroporto, restaurante, boteco da esquina, praia, trabalho, escola. Os principais freqüentadores de algum lugar tornam-se seus prefeitos. As atividades geram pontos e escudinhos comemorativos. Parece um tanto infantil, e é mesmo – mas tem uma vantagem interessante. Assim que a gente faz check in em algum lugar, fica sabendo quem está lá, e isso pode render bons encontros com os amigos. Nos Estados Unidos rende descontos para freqüentadores assíduos de certos estabelecimentos. É claro que só anuncia a sua presença quem quer, de modo que a privacidade de cada um fica resguradada, ou não, de acordo com o seu próprio critério.

(O Globo, Economia, 21.4.2012) 

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7 respostas em “Umas e outras

  1. eu também gosto e torço pela nokia, apesar de estar usando, como o meu xará, um blackberry (de que gosto muito também) da empresa. a samsung está realmente dando um show de qualidade e marketing. agora, de quem eu não gosto mesmo é da lg, principalmente depois que ela foi uma das primeiras a contratar o lula para dar as suas “palestras”. pelo menos para mim funcionou como propaganda negativa.

    []’s

  2. É realmente triste a situação da outrora poderosa Nokia. Na familia, continuamos a usar a marca, embora eu atualmente porte um Blackberry do trabalho. É que a Monica alimenta as 4 boquinhas com o salário que, por enquanto, a Nokia USA continua pagando. Mais uma grande revoada de demissões está programada para Maio.

  3. Cora, por favor, me dê sua opinião; eu nada entendo de tecnologias e afins, mas gosto e uso. Vou trocar meu celular e adorei o tal de Motorola Razer , o mais novo(sei lá se há outros modelos mais antigos, mas como sempre têm…); gostaria de saber se vale a pena , se é bom…Celular pra mim só serve pra 3 coisas; telefonar, rsrrs, tirar fotos e internet. Ah e mandar SMS. Então são 4… Não vejo filmes, não jogo, não faço planilhas etc etc mas a moçoila da loja me disse q esse faz tudo isso…Mas eu simpatizei c ele e simpatizo mucho com a Motorola, vai saber pq…Ah, hj aconteceu comigo uma coisa bem parecida q aconteceu c vc; comprei uma fonte nova e esta veio com aquela tomada de 3 pinos e claro q eu não tenho tomada e nem adaptador…Já me disseram p cortar o tal pino extra, mas tenho medo, vai q dá um choque, cruz credo! Tomara q vc leia isto aqui ou então o Tom ou outra pessoa informada q possa me ajudar na escolha de Sofia, ou melhor, do celular…Bjs, boa semana!

  4. Só que, neste caso do Instagram, do qual faço parte, o objetivo é mesmo “brincar um pouco”; duas horas no Instagram, por dia?!? nem pensar: coloque um alarme no IPad/IPod/Android, toda vez que entrar no site.
    E, não tem que ser todos os dias! Não precisa visitar o feed, de todos os contatos, também- olha a cuuulllppaaa! – vá clicando na sincronicidade, dos que estão on-line, quando você aparece.

    😀 rapidinha, senão vira compromisso- eu, eihm?!?

  5. rsrs… essa sua observação sobre o Instagram me lembrou aquele papo furado de rapaz (homem velho geralmente é mais esperto) quando vai terminar com a mocinha: “Querida, não há nada de errado com você, muito pelo contrário: você é linda, perfeita, maravilhosa, merece um bom companheiro. O problema sou eu, que não sou suficientemente maduro e não estou no momento adequado para me comprometer. Quem sabe, mais tarde, algum dia?”

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