Um poema de Jorge de Sena

Fidelidade

Diz-me devagar coisa nenhuma, assim
como a só presença com que me perdoas
esta fidelidade ao meu destino.
Quanto assim não digas é por mim
que o dizes. E os destinos vivem-se
como outra vida. Ou como solidão.
E quem lá entra? E quem lá pode estar
mais que o momento de estar só consigo?

Diz-me assim devagar coisa nenhuma:
o que à morte se diria, se ela ouvisse,
ou se diria aos mortos, se voltassem.

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6 respostas em “Um poema de Jorge de Sena

  1. O.T: É HOJE:
    Queridos
    A Orquestra Barroca da Unirio (que eu coordeno) vai se apresentar no Festival de Música Antiga da UFRJ hoje, dia 25 de abril, às 19hs, no Salão Leopoldo Miguez. O programa está bem bonito, e a entrada é franca (e até mesmo risonha!). Se vocês puderem, venham conferir a farra! Telemann, Rebel, Bach… só peças lindas! É uma grande maneira de passar a quarta feira à noite…

  2. Morrer cedo é trair o destino ou é o destino em si? Tem fidelidade que cansa muito – como aquela por nós, em solidão.
    All we need is love.

    Lindo poema, Cora.

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