Wi-fi em toda a casa

Depois de tanta discussão sobre wi-fi e hotspots, o Tom Taborda fez um resumo das soluções existentes para quem tem problemas de conexão em alguns comodos da casa. Fala, Tom! 

Legenda dos Esqueminhas

H — Roteador wi-fi principal
B — Laptop/Tablet/Smartphone remoto (em outro aposento da casa)
h — Roteador wi-fi secundário
))))) — Sinal wi-fi
_______ — Cabo Ethernet
R — Repetidor de Sinal
======= — Rede Elétrica
P – PowerLine wi-fi

1– Roteador mais potente, antenas direcionais:
Claro que, com maior potência de transmissão, a área de cobertura de um roteador será ampliada. No entanto, devemos lembrar que a potência do transmissor do laptop/tablet continua a mesma. Equivale à difícil conversa de um feirante com uma mocinha de voz tímida; não adianta dar um megafone para o feirante, que a mocinha continua com a mesma voz. É um diálogo de mão-dupla.
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))) B
o sinal que sai do roteador está reforçado (aqui, em negrito), mas
H… (    (   (  ( (((((((((((((((((((((((((((((((((((((((( B
o sinal que volta do laptop/tablet tem pouca potência

2 — Cabo de rede:
Com um cabo Ethernet de boa qualidade, podemos levar a rede até 100 m de distância e lá na ponta instalar um segundo roteador wi-fi. É a solução mais simples, estável e barata. Mas é preciso passar o cabo de rede pela casa e comprar um segundo roteador.
H ______________________________ h))))))B

3 — Repetidor de sinal (Range Extender):
Basta plugar o aparelhinho numa tomada ainda dentro da área de cobertura do wi-fi principal, que ele joga o sinal adiante. Ou seja, o repetidor precisa ser posicionado dentro da área de cobertura do wi-fi principal e o aposento remoto, que pretendemos atingir, deve estar dentro da área de cobertura do sinal deste repetidor.
H ))))))))))))))))))))))))))))))))) R )))))))))))))))) B

4 — Power Line Connection (PLC):
O adaptador ‘A’ conectado ao roteador principal (cabo Ethernet) transmite o sinal de rede pela tomada/fiação elétrica da casa.  O adaptador ‘P’ plugado em qualquer outra tomada da casa torna-se um hotspot wi-fi, ‘de cabeceira’.
H__A ================================ P ))) B

A Powerline Alliance foi criada para padronizar os dispositivos certificados, permitindo a equipamentos dos mais diversos fabricantes ‘falarem entre si’ (assim como ocorre no wi-fi); o modulador plugado ao roteador principal pode então ser de uma marca e as unidades remotas de qualquer outro fabricante. Até recentemente, os kits eram ‘wired’, apenas levando uma porta Ethernet para o ponto remoto. Como este, da Linksys.

A novidade são as unidades remotas que são também um ‘wi-fi hotspot’, como o citado Netgear, ou este da D-Link e outros certified products (marque a opção ‘Wireless’ e clique no botão ‘Filter’).

Para saber da disponibilidade dos produtos Powerline WiFi no Brasil, use o ‘Fale Conosco’ da Netgear, ou da D-Link

(Tom Taborda)

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15 respostas em “Wi-fi em toda a casa

  1. Marcus, pode traduzir para o chinês ?
    Tom, boa! O repetidor precisa de configuração ? O roteador secundário, por experiência, é uma desgraça para configurar, ou então sou muito Zé mesmo.

  2. Cora e Tom, excelentes as explicações sobre as diferentes soluções! Agora, para alguém que não entende NADA disso nem de onde comprar equipamento: acho que vou tentar o Repetidor de Sinal. Vocês têm algum conselho mais específico sobre marca, potência, modelo etc.? Obrigada!

  3. Cora,
    Realmente os repetidores em muitos casos podem ser uma solução eficiente, mais barata, limpa e suficiente para muitos casos.
    Sobre o PLC gostaria de etender por que ninguém até agora mencionou que a rede PLC precisa ser implementada em uma mesma fase do sistema de distribuição eletrico doméstico!!!
    Creio que alguns dos seus leitores não sabem nem o que é uma fase de um sistema de distribuição életrica !!!
    Parabéns pelo excelente artigo e ao Taborda pela explicação perfeitamente didática do problema.
    Abraços

  4. Um smart phone comprado na Europa,pode ser usado no Brasil? Pergunto isso aqui na Alemanha e cada loja diz uma coisa: “depende da frequência”, ou “se o cartao SIM foi comprado aqui,junto c/ o aparelho,pode”…..
    obrigada

  5. Show de bola o esqueminha, mas existe uma falha conceitual no primeiro ítem. Uma antena de maior ganho funciona tanto para emissão quanto para recepção do sinal. Dessa forma, seria equivalente a darmos grandes orelhas além do megafone para o feirante.

    Se o ganho de sinal fosse de mão única, não só as antenas das operadoras deveriam ser enormes, como também nossos celulares deveriam ter antenas de 20m de altura.

    • hehehe! mas a ‘voz tímida’ continua a mesma, enfrentando a distância e as paredes pelo caminho, apesar das orelhas do outro. Não inviabiliza a conversa, mas é — como falei — uma difícil conversa

      A comparação com o celular não procede. A genialidade do sistema celular foi dividir a cidade em múltiplas ‘células’ (por isso, o nome) levando-se em conta justamente o alcance dos aparelhos. A tecnologia anterior, o Radio-Telefone, é que precisava uma enorme antena no aparelho, para o sinal chegar láááá na antena-central. Assim como os SatPhones tb têm uma enorme antena

  6. Olá Cora,
    Há um problema muito sério relacionado ao PLC que são as interferências. Em teoria o sinal estaria confinado a comunicação por fios (elétricos), mas há emissão derivada de rádio que interfere em vários serviços. Qual a intensidade destes sinais e quais as faixas, dependerá do equipamento, rede, densidade de usuários e padrão empregado. Não há equipamento PLC homologado pela ANATEL e sua venda no Brasil configura infração. O maior risco é a importação de produtos de procedência duvidosa não regulados, que possam causar risco ao usuário, aos equipamentos ou ao espectro radioelétrico, aumentando ainda mais o nível de interferências nas cidades. Vale lembrar, se o vizinho for interferido pelo PLC e denunciar para a ANATEL, esta por lei poderá exigir o desligamento da rede PLC – mesmo com equipamentos homologados – justamente por estes sinais interferentes serem secundários aos serviços primários que ocupam a mesma frequência. São assuntos um pouco mais técnicos e jurídicos, mas se relacionam diretamente com esta tecnologia que é considerada extremamente polêmica entre reguladores e especialistas de RF.

    • Aqui estão todos os White Papers do PLC, segundo a padronização IEEE 1901.

      Note que tal tecnologia, nos EUA, sequer precisa ser homologada pelo FCC (o equivalente à Anatel), pois não causa interferências RF. De acordo com este paper (em PDF), “In the US, the FCC permits the use of frequencies less than 500 kHz for narrow band PLC.

      Funciona da mesma forma do DSL, que permitiu o envio de BandaLarga em cima dos pares telefônicos, por ‘dentro’ dos fios, juntamente com as chamadas convencionais. Pelos mesmos cabos telefônicos, que antes traziam as chamadas e a Internet Discada, agora transitam os sinais BandaLarga, modulados em DSL, sem ‘ocupar a linha’, ou causar interferências, ou vazamento RF. Pelos mesmos cabos coaxiais da TV por Assinatura, agora transitam os sinais modulados de BandaLarga, sem interferir nos canais de TV ofertados. Da mesma forma, a PLC permite a transmissão modulada de Sinais de Rede, nos mesmos cabos que transportam eletricidade.

      E num país onde trocentas trapizongas e bugigangas radio-controladas são contrabandeadas e vendidas abertamente, onde qualquer liquificador, xexelento e legalmente vendido, causa óbvio ‘chuvisco’ nas TVs, imaginar um “denunciante vizinho que identifique que a interferência observada tenha sido causada por um PLC plugado na Rede Elétrica vizinha e independente” é um feito de impressionar… agentes da Stasi

      HomePlug Experience

      • Taborda,
        A FCC regula sim senhor o PLC dentro do Part 15 que restrige a emissividade. O documento IEEE citado é de working group, não é conclusivo e não tem força de lei em questões espectrais sem passar pela ITU. As últimas discussões e seminários sobre EMC no INPE semana passada não me parecem coisa da “Stasi”, nem mesmo os papers da BBC sobre as interferências PLC em rádio e TV digital. Acompanhe os estudos da ARRL sobre o problema que é o PLC e não confuda as intensidades de interferências PLC com outras formas de ruídos eletroeletrônicos. Entre os especialistas não há dúvida: PLC é uma das tecnologias de comunicação mais poluidoras do mundo, que busca portar banda larga num ambiente não dimensionado para tanto, as redes de energia elétrica.

        • Ok, OK, Arcknet! Tem razão sobre o FCC. Valeu!

          Mas percebo que a maioria dos textos/denúncias sobre o tema, aqui no Brasil, confundem BPL (Broadband over Power Line), tecnologia de média voltagem para usar a fiação urbana/rural das Companhias Elétricas como veículo de BandaLarga (tb aprovada pelo FCC); com a aqui citada PLC (Power Line Connection) da HomePlug Alliance, de baixa voltagem e limitada ao uso doméstico.

          E colocam ambas no mesmo saco de denúncias.

          Testing HomePlug demonstra a baixa interferência da PLC, que apenas um Radio-Amador vizinho ao-lado notaria, mesmo assim, buscando a interferência. Portanto, fica a ressalva: antes da instalação da PLC, verificar se algum vizinho imediato (nos apartamentos contíguos) é Radio-Amador, para evitar problemas.

          • Verdade Tom.
            Outra distinção importante é PLC Narrow Band, cuja capacidade de transferência de dados é baixa e serve para utilitários como dados de consumo de energia elétrica baseado apenas em Low Frequencies, outra é o BPL Broadband Power Line que utiliza um conjunto de frequências muito maior e aí tanto causa como recebe interferências de diversos sistemas. Neste segundo caso, além dos radioamadores, ouvintes convencionais de rádio e telespectadores são afetados dependendo dos equipamentos e rede utilizada.

          • Valeu Arcknet!

            O BLP é ‘briga de cachorro grande’, coisa de governos e corporações, completamente fora do escopo desta nossa singela dica doméstica

  7. Cora
    Eu também tinha este problema aqui em casa. Eu disse tinha pois com um roteador Linksys wrt54g com mudança de firmware da dd-wrt ele adiciona o modo repeater wireless. No começo eu puxava um fio de rede até a minha sala onde tenho alguns computadores. Depois fiz um client bridge e agora está um client repeater. Não é uma mudança fácil mas possível e mais barata. Um abraço.

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