O sotaque português de um bistrô carioca

Um dia, os amigos Chico Mascarenhas e Ricardo Guimarães estavam jogando poôquer com as mulheres, Maria Cristina, a Tintim, e Priscilla. A certa altura, Ricardo reclamou de fome e Chico, que sempre cozinhou, resolveu fazer uma comidinha. Pois a comidinha ficou tão boa, mas tão boa, que, no ato, os dois resolveram abrir um restaurante. Arranjaram um ponto na Gávea, juntaram os nomes Guimarães e Mascarenhas, e o resto, como se diz por aí, é história: aos trinta anos, completados no outro sábado, o Guimas é um dos mais queridos restaurantes do Rio. Até hoje, aos domingos, a clientela encara filas homéricas, sem reclamar.

— Nós inovamos na comida, — diz Chico, sem falsa modéstia. — Há um porquê meio matreiro nisso, que depois eu conto; mas inovamos também num outro detalhe. Fomos um dos primeiros restaurantes em que o dono era amigo dos clientes. Antes o dono era, tipicamente, um espanhol que ninguém conhecia.

Taí um pecado do qual ninguém podia acusar o luso-carioca Chico. Nascido em Lisboa há 63 anos, fotógrafo e bom-vivant, ele era conhecido em todas as rodas boêmias da Zona Sul; nada mais natural que seu restaurante virasse ponto de encontro dos companheiros. (continua AQUI)

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5 respostas em “O sotaque português de um bistrô carioca

  1. Caramba, também li o texto e não vi que era seu !
    O Ricardo e a Priscila eram meus vizinhos no Itanhangá, nossos filhos eram amigos e qdo voltei de NY, em 82, foi o primeiro restaurante que me levaram para conheçer.
    Comemorei um aniversário da minha mãe no do Fashion Mall e o meu de 50 anos no do Barra Shopping.

  2. Eu li o texto e não me recordo se era seu… eta memória. Mas tb como “filhota da PUC”, não tanto quanto a Marcia, ia sempre ao Guimas e até melhor, quando tudo alagava e não se podia sair da rua dos Oitis, era ao Guimas que íamos. Tb fui muito ao do Fashion Mall. O de Ipanema não me recordo, mas o dito ponto tem mesmo caveira de burro. Cheguei a salivar me lembrando do filé e outros acepipes.

  3. Nunca entrei no Guimas, nem sei direito onde ele se situa. Não me deslocaria para lá, a não ser por uma ou duas razões: E conhecer pessoalmente a Tintim, seria sem dúvida a primeira e mais importante razão. Não consigo parar de imaginar como será uma pessoa de tais merecimentos, ao ponto de ser chamada de forma tão linda: Tintim! Comigo mesmo, imagino-a assim: Linda (com todo o respeito pelo Guimas e pela minha Nina), mas decidida, inteligente e de personalidade forte! Se foi o Guimas quem lhe deu o mome, o gajo além de fotógrafo, restauranteur e bon vivant, é um poeta!

  4. Caramba Cora!!!! Eu li esse texto e me esqueci de ver quem era o autor!!! Eu adorei otexto, pois sou frequentadora do Guimas desde que ele apareceu,,,,,, Eu sou uma perfeita filha da PUC (graduação, mestrado, doutorado, Pos Doutorado e Profa Visitante), por isso sempre escolhi o Guimas para passar momentos maravilhosos de minha vida, Adoro o comida deles,,,,,O astral do restaurante, os lapis de cor,,,,,,, , enfim tudo, Teu texto me deu Saudades dos tempos velhos da PUC, que certamente nao mais voltarao. Do Depto de Fisica, que nunca mais sera o mesmo, ja que a maioria das pessoas se dispersou pelas varias Universidades;Institutos de Pesquisa do Rio. Helas;;;;;;;

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